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quinta-feira, 15 de abril de 2010

10 tendências de comportamento dos jovens de 20 e poucos anos

Há algumas semanas, o Dan Pankraz, especialista em planejamento para o público jovem da DDB, postou um texto com as 10 maiores tendências de comportamento das pessoas de 20 e poucos anos. A origem desses pontos, ele disse, foi um estudo conduzido pela Marian Salzman, Presidente da Euro RSCG Worldwide PR. O Pankraz chama esse grupo de “Real-Time Generation”, ou geração do tempo real. Segundo ele, são pessoas com algumas características bem diferentes das gerações anteriores.

Ele pontuou que essas informações são essenciais não só pra profissionais de marketing e comunicação, mas para qualquer um que precise lidar com esse pessoal - agora e no futuro.

É bem interessante. Vamos lá…

1. Expectativas em tempo real
Virtualmente, ninguém nos seus 20 e poucos anos em um país desenvolvido conhece a vida sem a comunicação instantânea. Eles se conectam com seus amigos em tempo real, sem esperar pelo correio ou até mesmo pelo e-mail. As notícias – tanto do mundo quanto dos seus amigos – vêm em um feed ao vivo (RSS, tweets e atualizações no Facebook) direto de onde ocorreram. Quando precisam de informação, encontram tudo online, em abundância. Por isso mesmo, os livros não são muito comuns nas suas vidas.

2. Vida local mais intensa
Um paradoxo da tecnologia em tempo real sem fronteiras é a maneira como ela reforça as conexões locais. Com os novos aparatos tecnológicos, os jovens fazem amigos que vivem próximos e recebem mensagens de empresas da vizinhança oferecendo promoções. O local é o novo global, diz Pankraz e, para ninguém mais isso é tão verdadeiro como para o pessoal de 20 e poucos anos.

3. Transparência radical
Esse grupo cresceu com a TV mostrando a realidade e um culto radical às celebridades. Eles presenciaram a mídia entrando cada vez mais na vida dos famosos. Eles passaram suas vidas em uma cultura do ‘vazamento’ de informação no seu nível mais alto. Trata-se de um mundo onde até os mais grandiosos confessam erros e mostram suas emoções a milhões de espectadores. Esses jovens constantemente usam tecnologias que os deixam ‘nus’ – às vezes até literalmente – em frente dos amigos. Eles sabem que nada online é confidencial. Essa geração é muito mais transparente sobre seus pensamentos, sentimentos e ações do que qualquer geração anterior.

4. Expectativa por tudo barato ou gratuito
A globalização barateou muitas coisas essenciais. Esses jovens conseguem se alimentar e se vestir com um custo incrivelmente baixo. Além disso, a internet traz música, software, programas de TV e todo tipo de conteúdo a preço zero. Uma das principais e mais poderosas marcas do mundo, o Google, oferece diversos serviços poderosos sem nenhum custo para o usuário.

5. Demanda por entretenimento
Em alguns lugares do mundo, particularmente no ocidente, o entretenimento tem sido parte essencial da educação. Esses jovens cresceram assistindo a programas baseados na diversão - como os desenhos animados, por exemplo –, experimentaram gráficos interativos na sala de aula e nos museus – o que é uma abordagem muito apoiada pelos pesquisadores – e passaram muitas horas jogando videogames. Essa demanda por entretenimento, ao contrário das gerações anteriores - os acompanhará – seja na faculdade, no trabalho ou em outras situações.

6. Preocupação com o planeta
Os jovens vêm de uma época com crescente número de reportagens sobre o que há de errado com o planeta. Verdades inconvenientes sobre mudanças climáticas, espécies desaparecendo, destruição dos habitats e falta de água têm sido assunto diário pra eles.

7. Visão do luxo como padrão
As ferramentas básicas de um jovem de 20 e poucos anos são um verdadeiro luxo se comparadas aos padrões das gerações anteriores. Sejam eles ou seus pais os responsáveis por pagar a conta, o pessoal de 20 e poucos anos de países desenvolvidos têm, em média:

• Um smartphone de cerca de $100 mais as taxas mensais de assinatura.
• Um computador de pelo menos $300 mais as taxas mensais de conexão banda larga.
• Uma TV wide-screen de pelo menos $300 mais as taxas de TV a cabo.
• Alta educação, até onde conseguem ir.

8. A favor dos negócios. Contra as multinacionais.
Os jovens de hoje não compartilham as ideologias contraculturais que impulsionaram seus pais. Eles cresceram em um ambiente em que o mercado livre foi reverenciado e distribuiu os bens de consumo. Esse pessoal não é anti-corporações. Alguns deles até fundaram algumas delas, como o Google, por exemplo. Mas eles não gostam muito de empresas multinacionais.

9. Contra a parcialidade da mídia
A mídia em 2010 é imensamente maior do que foi em 2000. Cada vez mais várias novas fontes estão disponíveis em qualquer lugar, pra qualquer pessoa, a qualquer hora. Não é de se espantar que, segundo o estudo, 70% dos jovens tem acesso a notícias através da internet. Toda essa escolha, mais o crescente nível educacional que traz um entendimento maior das coisas, faz desses jovens conhecedores da parcialidade da mídia. Outro dado da pesquisa: 70% disseram que as mídias de notícias deveriam ser reguladas para que ajam de forma independente – sem ligação ao estado ou às empresas.

10. Naturalmente EU, aspirando pelo NÓS.
Os jovens estão acostumados à auto-expressão, auto-estima, computadores pessoais, perfis pessoais, características personalizadas e marketing pessoal. Seja em culturas altamente individualistas (ex: EUA) ou mais coletivistas (ex: China), as empresas vem prosperando por permitir que as pessoas se expressem. Culturalmente e comercialmente, o pessoal de 20 e poucos anos foi sempre incentivado a ser mais egoísta do que seus antecessores. Ainda, eles estão todos cientes de que todo mundo que busca objetivos egoístas cria problemas para o planeta. Os integrantes dessa geração se encontram entre o impulso de fazer o que quer sozinho e o desejo de fazer a coisa certa em conjunto. Ou então, entra em questão a seguinte observação: ‘Todo mundo quer salvar o planeta, mas ninguém quer ajudar a própria mãe a lavar a louça’.

(PS: esse post foi transcrito integralmente do blog Carlos Henrique Vilela que trata de assuntos como marketing, comportamento, planejamento e tendências. Vale a pena dar uma visitada)

Indicação: Murilo Lima


O que você acha desses 10 pontos? concorda? discorda?
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sábado, 20 de março de 2010

Informação, Tecnologia, Curiosidade e Tempo Ocioso...

Ah... tempos maravilhosos... eu não consigo me lembrar como nós vivíamos sem a internet. Você consegue?

O que acontece quando temos uma quantidade abundante de informação, livremente acessível, aliada a tecnologias que permitem manipular essas informações com grande agilidade e facilidade? Bem, se somarmos a isso uma boa dose de curiosidade, e algum tempo ocioso, o resultado pode ser surpreendente...

tudo começou com um breve tweet:
luisnassif Paris 26 Gigapixels http://bit.ly/cZrNNr

É claro que não resisti, e cliquei no link. Muito bacana! uma foto panorâmica de Paris, em altíssima resolução, associada a uma tecnologia que permite navegar em 2D pela paisagem, ampliar, reduzir, observar detalhes e obter informações sobre alguns pontos importantes!

Passei algum tempo navegando pela paisagem... até que bateu a maldita curiosidade: De onde a foto foi tirada??? - se eu posso ver vários pontos de referência, então é possível localizar precisamente onde a câmera foi instalada! - bom desafio, para quem não tem nada o que fazer numa manhã de sábado...

A primeira dica veio do extremo esquerdo da imagem: o alinhamento perfeito entre a Torre Eiffel, e a cúpula dourada de L'Hôtel des Invalides.


A segunda dica veio aproximadamente do centro da imagem: o alinhamento quase perfeito entre L'Opéra Garnier (ao fundo) e a torre da Igreja de Saint-Germain des Prés (em primeiro plano).


Pronto! tenho quatro pontos de referência, que formam duas retas, que convergem para o ponto onde a câmera foi instalada. Agora, é só entrar no Google Maps, procurar esses quatro pontos, traçar as retas, e Voilà! - o cruzamento das linhas determina o ponto exato de onde a imagem foi capturada: uma das torres da Igreja de Saint Sulpice.

A imagem abaixo é interativa, experimente! clique nos controles e na imagem para apliar, reduzir e navegar, e veja você mesmo onde as linhas se cruzam!


Visualizar Paris 26Gpx em um mapa maior

Legal... o mistério foi solucionado... mas eu ainda não estou satisfeito! - quero conhecer esse lugar de perto, observá-lo por vários ângulos, como se eu estivesse lá, em Paris. Sem problema!

Aí está: a foto foi tirada do alto desta torre que está em reforma. Observe que a imagem abaixo também é interativa: você pode navegar por este ambinete em 3D, olhar dentro das vitrines, dar a volta nas quadras... Clique e arraste à vontade. Caminhe pelas ruas de Paris! Divirta-se!


Visualizar Paris 26Gpx em um mapa maior

Tá pensando que é só isso??? - ainda não acabou. As imagens acima foram colhidas pelo próprio Google: um carro da empresa percorre as ruas de grandes cidades, tirando fotos 360º, daí, essas fotos são incorporadas ao Google Maps, permitindo essa visualização em 3D.

Mas... eu quero me sentir como um verdadeiro turista, e capturar cada ângulo, cada detalhe. Não quero caminhar apenas pelas ruas, mas também pelas praças, e até mesmo poder entrar nos prédios! - pois é... essa mesma ferramenta permite incorporar também fotos tiradas por turistas. Um processo de reconhecimento de imagens identifica a posição relativa de cada foto, compondo um mosaico, permitindo que você navegue por elas...

Infelizmente, esse recurso não pode ser incorporado aqui nesta página, mas você pode acessá-lo clicando neste link.

Dependendo da sua curiosidade, simplesmente digitando "Saint Sulpice, Paris" no Google, você pode encontrar muito mais do que apenas páginas sobre esse tema; pode encontrar imagens, vídeos, mapas, notícias e livros. O texto encontrado está escrito em francês? não tem problema: você pode procurar uma versão em português (na própria Wikipedia), ou usar uma ferramenta de tradução automática - o resultado não é tão bom, mas é melhor que nada!

Impressionante, não? ...e pensar que há apenas alguns anos, nós podíamos contar somente com alguns poucos livros em uma biblioteca. Todos esses recursos - e muitos mais - estão disponíveis, acessíveis a todos! Portanto, da próxima vez que você tiver um tempinho livre, em vez de procurar por BBBobagens, use a sua curiosidade para fuçar a rede! - você vai encontrar coisas que estão muito além da sua imaginação.


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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

iG (des)Educa: Se não sabe responder, melhor ficar calado!

Muitos professores se preocupam com a quantidade de desinformação que se pode encontrar na internet - artigos mal escritos, muitas vezes contendo erros conceituais, que podem atrapalhar na formação dos alunos. Normalmente, eu não me preocupo com isso, e até acho positivo que os alunos encontrem esse tipo de material, pois é uma oportunidade para trabalhar o senso crítico a cada informação apreendida.

Entretanto, quando alguém que se define como "professor", escreve para um portal que se define como sendo de "Educação", nós sempre esperamos que as informações ali contidas sejam corretas e coerentes. Quando isso não acontece, aí sim, torna-se muito preocupante.

A seção "Desvendamos Mistérios" do portal iG Educa publicou uma resposta à pergunta: "POR QUE NÃO EXISTE UM FREEZER RÁPIDO COMO UM MICROONDAS?"

A pergunta é extremamente interessante, mas a resposta dada pelo "professor Carlos Eduardo, da equipe do serviço Professor Web" (segundo informado no portal) é assustadoramente equivocada - completamente sem pé nem cabeça.

O professor começa explicando o funcionamento do freezer, e depois invoca as Lei da Termodinâmica, num embromation digno daqueles alunos mais enrolões, para finalmente concluir:
Portanto, para uma máquina frigorífica ser “super eficiente” teria que funcionar sem a necessidade de receber trabalho, mas isso feri a segunda lei da termodinâmica, que diz que o calor não flui espontaneamente da fonte fria para fonte quente.
Com uma única tacada, o dito professor assassina, ao mesmo tempo, a Lógica, a Física e a Gramática.

A pergunta se refere ao tempo de congelamento, e isso nada tem a ver com o princípio de funcionamento do freezer (ele poderia usar ciclo de amônia, ou efeito Peltier... pouco importa!), e muito menos com sua eficiência (mesmo não sendo eficiente, ele pode ser eficaz), assim como a eficiência de uma máquina térmica nada tem a ver com a necessidade de o calor "fluir espontaneamente da fonte fria para fonte quente", violando as leis da Termodinâmica. Portanto, com todo o respeito, o argumento elaborado pelo dito professor confunde conceitos, não diz coisa com coisa, e é completamente desconexo e sem sentido.

O tempo de congelamento, nos freezers, assim como o tempo de aquecimento, nos fornos convencionais, dependem apenas da velocidade com que o calor pode ser trocado entre a massa do alimento e o elemento ativo do equipamento (a chama, no forno, ou o evaporador, no freezer).

Acontece que, tanto nos freezers quanto nos fornos convencionais, essa transferência de calor é feita predominantemente por convecção, através da massa de ar confinada dentro do equipamento - e o ar é um péssimo condutor de calor - por essa razão (além da condução térmica dentro do próprio volume do alimento) é que a transferência de calor é lenta, e o congelamento (ou o cozimento) é demorado.

Se você passar a serpentina do evaporador do freezer por dentro do volume do alimento, você terá, sim, um congelamento quase instantâneo - sem que nenhuma Lei da Termodinâmica precise ser violada. Como isso não seria prático no uso doméstico, existem soluções intermediárias: alguns freezers possuem um sistema de ventilação, para forçar a circulação do ar confinado, acelerando assim a transferência de calor e, consequentemente, o congelamento dos objetos ali colocados. Em equipamentos industriais, é comum usar bandejas imersas em salmoura (água com sal, para mantê-la em estado líquido), para melhorar ainda mais a condução do calor.

O forno de microondas consegue aquecer rapidamente porque não usa o fenômeno da condução térmica, para transferir calor de um corpo quente para um frio. Ao invés disso, as ondas eletromagnéticas emitidas pelo forno agitam diretamente as moléculas do alimento, fazendo com que elas próprias produzam calor.

Eu postei essa explicação (sem as críticas mais ácidas) nos comentários da matéria, mas - por algum motivo que eu não saberia explicar - não foi publicada. Por isso estou postando aqui, em meu blog.

O professor tem uma grande responsabilidade sobre o que diz e escreve, porque as pessoas esperam que suas palavras sejam corretas.

Amigo professor: se você não sabe a resposta, então é melhor ficar calado!
"O sábio fala porque tem algo a dizer;
o tolo, porque tem que dizer algo."
atribuído a Platão(*)

(*) Cuidado: muitos blogs, e também a Wikiquotes, atribuem essa frase ao filósofo Platão, mas não encontrei nenhuma referência confiável que confirme essa informação.

Referências:

Seu comentário é importante: participe!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Wireless!!!

Algum dia, você já desejou que tudo fosse wireless???

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

sábado, 19 de setembro de 2009

Liberdade para os seus Dados!

A tão-falada computação em núvem é uma proposta bacana: com ela, você pode acessar seus aplicativos e dados de qualquer lugar, sem a necessidade de tê-los instalados no dispositivo que você está usando no momento. Como benefício extra, você também não precisa mais se preocupar com atualização de softwares, nem com a sincronização das diversas cópias do mesmo arquivo, que você deixou espalhados no pendrive, no desktop de casa, no seu notebook, no computador do trabalho ou da faculdade.

Eu, por exemplo, uso exclusivamente o gmail via web, e há muitos anos que não uso um cliente de email. Para a edição de documentos, ainda não dá para dispensar completamente o BrOffice, mas para documentos mais simples, eu sempre prefiro usar o Google Docs. O mesmo para minha agenda, favoritos, fotos, etc: tá tudo na web. Até mesmo esse blog: ele é editado diretamente no navegador (alguém ainda usa o Front-Page?).

Poder acessar e manipular seus arquivos diretamente via web é muito prático, mas tem um grande problema: para que isso seja possível, você tem que confiar seus arquivos aos cuidados de um servidor (o Google, por exemplo). O que acontece quando, depois de anos depositando seus dados em um determinado serviço, você resolve migrar para outro?

Até agora, a resposta era: você não migra. A maioria desses serviços não dispõem de meios para exportar os dados lá depositados. Mesmo para os serviços que possuem alguma função de exportação, não há padronização (formato de arquivos) que tornem simples a importação em outro serviço.

Isso cria uma armadilha: É fácil se apaixonar por um serviço (muitas vezes, gratuito), e esquecer completamente sobre a importância de controlar seus próprios dados.

A "Frente para Libertação dos Dados" (Data Liberation Front) é uma iniciativa de um grupo de desenvolvedores do Google para tornar seus dados livres e acessíveis, de modo que você possa movê-los para qualquer outro serviço que deseje. O objetivo da equipe é viabilizar a exportação / importação de dados de / para qualquer serviço Google, sem nenhum custo adicional, da forma mais fácil possível.

O objetivo do grupo é desenvolver tecnologias e padrões amplamente aceitos, para compatibilizar a troca de dados entre todos os serviços, de preferência, com alguns clicks. Enquanto isso não acontece, o site traz instruções específicas, sobre como exportar / importar dados de cada serviço Google para os similares mais comuns.

Vale a pena guardar esse endereço: um dia, você pode precisar dele.

Referências:

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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Para Stallman, Partido Pirata pode prejudicar o Software Livre

O Partido Pirata surgiu em 2006, na Suécia, com propostas para reformar as leis de copyright, eliminar o sistema de patentes, assim como reforçar a proteção à privacidade individual, tanto na internet quanto na "vida real", e defender o livre compartilhamento de informações.


Apesar de muito recente, a iniciativa vem ganhando adeptos em todo o mundo - principalmente após o julgamento do site The Pirate Bay. Hoje, o partido é o terceiro maior da Suécia, em número de afiliados, já conta com um assento no Parlamento Europeu, e transformou-se numa rede internacional de partidos, com representações em mais de 30 países, incluindo o Brasil.

Especificamente com relação ao copyright, o Partido defende que "o monopólio, por parte do proprietário do copyright, para exploração comercial de uma obra estética deveria se limitar a cinco anos após sua publicação", em vez da proteção atual, que garante 70 anos após a morte do autor.

A princípio, a proposta parece bastante razoável mas, para Richard Stallman, criador da GPL - Licença Pública Geral, ela pode trazer consequências indesejáveis para o movimento do Software Livre:
"a combinação específica escolhida pelo Partido Pirata Sueco, ironicamente, é um tiro pela culatra no caso especial do software livre. Tenho certeza que eles não têm essa intenção, mas é o que deverá acontecer.

A GPL, e outras licenças de copyleft, usam a lei de copyright para defender a liberdade de cada usuário. A GPL permite a todos publicar modificações, mas apenas sob a mesma licença (...) e todos os redistribuidores são obrigados a dar livre acesso ao código-fonte."
Segundo Stallman, com a proposta do Partido Pirata,
"Após cinco anos, o código-fonte cairia em domínio público, e desenvolvedores de software proprietário estariam livres para incluí-los em seus programas [sem a obrigação, da GPL, de disponibilizar os fontes].

O software proprietário é protegido não apenas por copyright, mas também pelo EULA [Contrato de Licença ao Usuário Final], e os usuários não possuem o código-fonte. Mesmo que o copyright permita o compartilhamento não-comercial, o EULA pode proibi-lo.

Assim, qual seria o efeito de terminar o copyright desse programa após 5 anos? Isso não obrigaria o desenvolvedor a disponibilizar o código-fonte, e presumivelmente muitos nunca o farão. (...) O programa poderia ainda possuir uma "bomba programada", para fazê-lo parar de funcionar após 5 anos e, nesse caso, as cópias em domínio público não funcionariam."
Perceberam a armadilha? o Stallman está certo, mais uma vez!

Ele conclui seu artigo enfatizando que não se opõe aos princípios do Partido Pirata, e propõe mudanças em sua plataforma.

Uma opção seria estender o tempo do copyright para 10 anos, especificamente para o software livre, mas o PP não aceita criar essa excessão. Outra proposta seria obrigar o desenvolvedor de software proprietário entregar o código-fonte a um terceiro, que o manteria em segredo pelo prazo de 5 anos, e o tornaria público, após esse prazo.

E você? qual a sua sugestão?

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domingo, 19 de julho de 2009

Cópias de obras em domínio público são protegidas por copyright?

Responda rápido: A cópia de uma obra que está em domínio público é protegida por copyright? Essa é a questão que está no centro de uma disputa legal da National Portrait Gallery, de Londres, contra um colaborador da Wikipedia, nos EUA.

Derrick Coetzee, um dos administradores da Wikipedia em inglês, inseriu na base Wikimedia Commons cerca de 3300 imagens de alta resolução de pinturas - todas feitas no séc XIX ou antes e, portanto, claramente em domínio público - digitalizadas pela National Portrait Gallery. Acontece que a NPG alega que investiu muito esforço, tempo e dinheiro no trabalho de digitalização dessas obras e que, embora as pinturas estejam em domínio público, os arquivos digitalizados são fruto de seu trabalho - sendo, assim, protegidos por copyright.

Apesar de não cobrar pelo acesso online ao acervo, nem pela visita presencial ao seu museu, em Londres, a NPG obtém receita com a venda de cópias impressas e direitos de reprodução das cópias digitalizadas para livros e revistas, e alega que a disponibilização desses arquivos na base Commons prejudica essa receita.

Por outro lado, representantes e colaboradores da Wikimedia alegam que as obras encontram-se em domínio público, e que várias outras galerias e museus, em vários países, já doaram voluntariamente seus acervos digitais para a Wikimedia Commons, e que a NPG deveria fazer o mesmo.

Para apimentar a discussão, acrescento o fato de que a NPG alega que as imagens eram disponibilizadas no seu site através de um aplicativo que permitia o zoom de suas partes, e que Coetze provavelmente usou algum software para baixar automaticamente as várias partes, recompondo as imagens totais em alta resolução, configurando um ato de "quebra de dispositivo de proteção", considerado ilegal pelo direito britânico. Entretanto, a NPG é inscrita, perante o governo britânico, como uma organização beneficente, isenta de impostos, que recebe verbas governamentais e donativos públicos, e que tem como missão "promover a apreciação e entendiento da pintura em todas as mídias (...) para a faixa mais ampla de visitantes que for possível". Se uma organização recebe dinheiro público para digitalizar obras em domínio público, ela tem o direito de "proteger" esses arquivos?

Comentários sobre essa questão em vários blogs afirmam que, nos EUA, não há dúvida: a cópia de uma obra em domínio público é também domínio público, mas que na Grã-Bretanha, há um vazio na legislação. Alguém sabe como essa questão seria resolvida segundo a legislação brasileira?

Referências:
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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Grátis: O Futuro de um Preço Radical

Lembra-se do tempo em que o comércio cobrava mais caro pelo refrigerante gelado? se você não viveu essa época, acredite: 30 anos atrás, isso era muito comum. A justificativa para essa prática era muito simples: os freezers não eram tão comuns, e o comerciante estava gastando energia elétrica para gelar o refrigerante; assim, ao comprar um freezer, ele estava investindo para oferecer um "serviço adicional" ao cliente, logo era justo cobrar a mais por isso.

Hoje, nenhum lugar que eu conheça continua cobrando essa diferença, então, o que foi que mudou? o freezer e a energia elétrica tornaram-se gratuitos? Certamente não. A concorrência fez com que todos os estabelecimentos comprassem refrigeradores, e a alta disponibilidade do refrigerante gelado fez com que cada comerciante, em vez de cobrar pelo serviço adicional, transformassem essa comodidade em "atrativo" ou "vantagem competitiva", ou ainda "valor agregado", ou seja, passou a oferecer essa comodidade de graça, para atrair clientes. Com o tempo, todos os concorrentes passaram a adotar a mesma prática, de modo que esse serviço adicional gratuito deixou de ser uma vantagem, e passou a ser uma obrigação. Houve, portanto, uma mudança cultural na relação de consumo, provocada pela alta disponibilidade dos refrigeradores.

É claro que não há "almoço grátis". Obviamente, o comerciante ainda precisa obter receita e lucro, e sempre vai embutir seus custos (inclusive a energia elétrica e a compra do freezer) no preço de seus produtos. A questão, aqui, é que ele deixou de cobrar explicitamente por um serviço, e passou a cobrar em outro lugar.


O novo livro de Chris Anderson, FREE - The Future of a Radical Price, fala sobre como a revolução das tecnologias da informação estão provocando profundas mudanças nos modelos de negócios, levando o preço de muitos produtos e serviços a zero. No meio dessa revolução, muitos negócios estão desaparecendo, mas vários outros estão surgindo. Enquanto alguns setores procuram a Justiça, e tentam se amparar na Lei para evitar as mudanças, outros admitem que as mudanças são inevitáveis, e se preparam para surfar nas novas ondas. Se você prefere estar nesse segundo grupo, a leitura desse livro lhe será bastante útil.

Atualizado, em 08/09/2009:

A versão em português: "GRÁTIS - O Futuro dos Preços" já está disponível. Consulte os preços aqui.

Leia aqui um resumo (em inglês) das ideias apresentadas no livro.
Leia aqui um comentário (em português) sobre o livro e seu autor.

Chris Anderson também é autor do best-seller A Cauda Longa - do Mercado de Massa para o Mercado de Nicho.

sábado, 27 de junho de 2009

Irã usa a internet para silenciar ativistas

Nas últimas semanas, os cidadãos iranianos têm usado diversas tecnologias de comunicação para organizar mobilizações e protestos, e para transmitir ao mundo informações sobre os confrontos que sucederam a "reeleição" de Ahmadinejad. Muitos apontam essa mobilização iraniana como um exemplo de como as modernas tecnologias de comunicação podem ser usadas para dar maior liberdade de expressão aos indivíduos, e para combater regimes opressores.

Há, entretanto, um outro lado nessa história. Comunicações eletrônicas podem ser monitoradas, rastreadas e censuradas por um regime opressor que disponha de meios para tal. Dessa forma, mobilizações eletrônicas podem ser mais vulneráveis que os métodos de mobilização usados no passado.

Segundo o Wall Street Journal,
"O regime iraniano tem desenvolvido, com a ajuda de empresas europeias [Nokia e Siemens], um dos sistemas mais sofisticados no mundo para controle e censura da internet, que permite examinar o conteúdo de comunicações individuais em larga escala."
Sob esse sistema, todo o tráfego digital é roteado através de um único ponto, onde cada pacote de dados é inspecionado para monitorar cada email, tweet, postagem em blog e, possivelmente, até ligações telefônicas, em todo o Irã.

Além disso, o governo iraniano está usando crowdsourcing para postar fotos e videos de ativistas, e pedindo aos cidadãos para identificá-los.

Isso nos mostra que toda tecnologia é neutra, seu uso é que pode trazer efeitos positivos ou negativos.
"Se você pensar a respeito, isso não surpreende. Quem disse que apenas os mocinhos usam a internet em seu favor?" -- Farhad Manjoo, via Slate.
A questão vai muito além da eleição do Ahmadinejad, no Irã.

Todos nós estamos usando tecnologias de comunicação sem refletir sobre o preço que se paga, em perda de privacidade, por exemplo.

Ao usar celulares, emails, redes sociais, cartões de crédito, não nos damos conta de que estamos disponibilizando informações sobre nossa localização, hábitos de consumo, redes de contatos, etc. Muitos nem sabem que podemos estar sendo rastreados enquanto andamos dentro de shopping centers.

Por enquanto, o único incômodo que sentimos são as insistentes ligações de telemarketing, onde a telefonista sabe tudo sobre você, e você não faz a menor ideia de como ela obteve tais informações.

Nada disso nos preocupa, porque vivemos "em paz", em uma "democracia", onde as autoridades "garantem a nossa proteção". Sentimo-nos mais livres com o uso dessas tecnologias, e sempre achamos que a tecnologia, em si, favorece a liberdade.

A realidade, entretanto, pode ser diferente.

Fonte: Slashdot

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sábado, 13 de junho de 2009

Professores pré-históricos na Era da Informação - Parte III

O Google causou uma revolução no acesso à informação, ao disponibilizar gratuitamente uma ferramenta de buscas suficientemente inteligente para trazer as informações mais relevantes para uma dada pesquisa, com uma interface tão simples que qualquer pessoa - mesmo quem não tem qualquer intimidade com computadores - pode usar.

Agora, a Wolfram Research, desenvolvedora do já conhecido Mathematica, lançou o Wolfram Alpha, uma ferramenta on-line de computação de conhecimento, com uma certa capacidade de processamento de linguagem natural, que é capaz de solucionar problemas em diversas áreas do conhecimento, com uma interface quase tão simples e fácil de usar quanto a do Google.


Assim como o Google trouxe grande mudança na forma como alunos buscam soluções para seus trabalhos escolares, provocando profundas discussões entre professores sobre o mérito dos alunos na elaboração desses trabalhos, o Wolfram Alpha promete o mesmo.

Esse artigo traz uma excelente discussão sobre o receio que alguns professores estão enfrentando com o lançamento dessa nova ferramenta. Resumi abaixo algumas citações:
"Considerando que ainda há professores e departamentos nos EUA onde calculadoras gráficas ainda não são permitidas, alguns professores provavelmente irão reagir com resistência (em adotar essa ferramenta em suas aulas), ou mesmo com acusações de que seu uso possa ser considerado como uma forma de trapaça." -- Prof. Maria Andersen, Teaching College Math.

"Nos próximos semestres, nós teremos estudantes em nossas aulas perguntando 'Por que não podemos usar o Wolfram Alpha?'. Estamos tentando discutir ao máximo essa questão agora, para que nossos colegas não sejam surpreendidos por esse tipo de questionamento." -- Prof. Derek Bruff, Walpha Wiki - Teaching Undergraduate Math with Wolfram|Alpha

Para mim, o problema não está no uso dessas novas ferramentas e recursos tecnológicos, e sim na forma como os professores tentam avaliar o desempenho de seus alunos.

Na minha época de estudante, os professores pediam que fôssemos a uma biblioteca, para "pesquisar" sobre um determinado tema. O que os alunos faziam? iam até a biblioteca (*), tiravam fotocópias de um texto qualquer sobre aquele assunto (geralmente de uma enciclopédia), e depois transcreviam esse texto à mão (**), mudando algumas palavras, para tentar disfarçar.

Hoje, os professores continuam pedindo os mesmos tipos de trabalhos, mas os alunos se modernizaram: eles sentam-se diante de um computador, digitam o tema do trabalho no Google, copiam o primeiro texto que aparece como resposta (CTRL-C), colam no editor de textos (CTRL-V), imprimem com uma capa bacana, e pronto.

Nada mudou. Professores passam tarefas desinteressantes, mecânicas, e os alunos procuram o jeito mais fácil de se livrar daquela chatice. No passado, os alunos ainda podiam memorizar alguma coisa, enquanto copiavam o texto à mão. Hoje, os alunos não têm a menor chance de memorizar, porque a cópia e impressão são automáticas. Mas não podemos atribuir essa "piora de desempenho" à nova tecnologia! - a raiz do problema reside na forma irracional como os professores elaboram as tarefas.

Com o Wolfram Alpha, os alunos podem obter as soluções, passo a passo, para todos os problemas das tradicionais "listas de exercícios", com a mesma facilidade com que obtêm textos para os "trabalhos escolares" através do Google. Se os professores de matemática continuarem pedindo para os alunos resolverem apenas equações, eles passarão a aplicar a mesma técnica CTRL-C / CTRL-V que já aplicam para as outras disciplinas.

Para o próprio Stephen Wolfram, "essa é a natureza do progresso (...) a tecnologia sempre permite fazer mais e mais coisas automaticamente."

A escola precisa entender e aceitar isso. É preciso reformular as tarefas escolares, e todo o processo de avaliação do desempenho do aluno, colocando o foco na compreensão, interpretação e raciocínio, em vez da reprodução de conteúdos e técnicas.

Se uma ferramenta permite resolver e visualizar automaticamente problemas algébricos complicados, isso é ótimo! pois permite que eu explore mais e mais problemas, situações e variações com meus alunos!

Se os alunos podem usar essa ferramenta para responder automaticamente suas listas de exercícios, cabe ao professor elaborar questões onde o raciocínio seja mais importante que a técnica algébrica!


Na Era da Informação, encontrar as respostas certas tornou-se muito fácil... que tal, então, estimular os alunos a fazerem as perguntas certas???


Essa é a parte III de uma série. Leia também as partes I e II.


(*) - estou falando dos anos 1980... a web ainda não existia, e muito menos o Google!

(**) - pois é... também não era muito comum ter computadores e impressoras em casa, nem na escola, naquela época


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Professores pré-históricos na Era da Informação - Parte II

O Ars Technica trouxe um interessante artigo sobre um estudante de ciência da computação da San Jose State University (EUA) que, após a conclusão de uma disciplina, publicou os códigos-fonte feitos por ele como resposta aos exercícios e atividades. O professor da disciplina opôs-se vigorosamente a essa iniciativa do estudante, levando o caso até a direção da Universidade, alegando que ele estava violando a política de conduta da instituição, pois era uma forma de ajudar os colegas (das futuras turmas) a "colar".

O caso não é único, e expõe uma ferida aberta na forma como professores tentam avaliar o desempenho individual de seus alunos, em plena era do compartilhamento da informação.


Esse ilustre professor certamente não refletiu que, ao argumentar que o aluno estaria ajudando os colegas das próximas turmas a "colar" nos trabalhos da disciplina, ele estaria assumindo que as tarefas de sua disciplina permanecem sempre as mesmas, semestre após semestre. Ou será que esse professor considera isso uma coisa normal?

Professores têm que compreender, urgentemente, duas coisas:
  1. Eles não são a única fonte de informação.
    Existe um mundo inteiro lá fora, onde os estudantes podem (e devem) trocar informações, conhecimentos, e experiências. Quando a tarefa é bem elaborada, e estimula a busca por soluções criativas e não apenas a regurgitação da "matéria dada", a troca de soluções e experiências entre estudantes pode ser muito mais proveitosa que dezenas de aulas.
  2. O trabalho acadêmico precisa ter utilidade.
    Chega de mandar estudantes escreverem trabalhos repetitivos, cujos resultados ninguém está interessado em ler. É preciso trabalhar com problemas reais, estimulantes, cujo ciclo de desenvolvimento seja maior que a duração da própria disciplina, e cujos resultados sejam úteis como material para as próximas edições da disciplina.
Duas das melhores disciplinas que eu tive em meu mestrado, no Centro de Informática da UFPE, foram exatamente as que estimulavam seus alunos a introduzir novas funcionalidades em trabalhos que foram desenvolvidos por alunos de turmas anteriores, criando um projeto que crescia e melhorava a cada semestre. Essa é uma forma de dar utilidade ao trabalho acadêmico, além de estimular a troca de informações e conhecimento entre colegas.

Felizmente, nesse caso, o bom senso falou mais alto e, após uma longa disputa, a instituição posicionou-se a favor do aluno, afirmando que professores não têm o direito de proibir que alunos divulguem seus próprios códigos-fonte.


Essa é a Parte II de uma série. Leia também as partes I e III.


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Professores pré-históricos na Era da Informação - Parte I

Sempre fui um sujeito contestador. Nunca aceitei imposições sem uma devida justificativa. Daí, você já pode imaginar que eu tive muitos conflitos com meus professores! - Professores tradicionalmente gostam de impor métodos e dogmas aos seus alunos, e eu sempre gostei de procurar caminhos alternativos, e confrontar resultados.
Quando eu estava no curso técnico de Eletrônica, tive uma professora de matemática que proibia o uso de calculadora(*), e nos obrigava a usar tabelas trigonométricas e de logaritmos para resolver os problemas (se você não sabe que tabelas são essas, sorte sua!). Um dia, quando eu questionei essa arbitrariedade, ela argumentou que "se você ficar dependente da calculadora, o que fará no dia que esquecê-la em casa?"; o meu contra-argumento, na bucha, foi: "e o que a senhora fará no dia que esquecer suas tabelas em casa?". Isso rendeu um grande bate-boca, que se estendeu por todo o período.
Algum tempo depois, já no curso de Engenharia, deparei-me com um professor de Desenho que queria nos ensinar métodos arcanos para dividir uma circunferência em n partes iguais, usando somente compasso e esquadros. Eu juro que tentei ficar calado, mas não resisti. Depois do quarto ou quinto método, questionei: "professor, porque não podemos simplesmente dividir 360 / n e marcar as divisões usando um transferidor?"(**). Você imagina qual foi a resposta dele? - acredite se quiser: seu argumento foi: "e o que você fará quando não tiver um transferidor por perto?"... impressionante! professores tão distantes, no espaço e no tempo, tinham o mesmo argumento irracional! - e eu já tinha uma resposta na ponta da língua para esse argumento!

A lista é longa, e eu poderia contar aqui vários outros casos semelhantes. O fato é que professores se habituam a ensinar alguma coisa que já foi útil em alguma época, e muitas vezes não param para refletir sobre a utilidade daquilo no momento presente. Pior: esses dois casos demonstram que professores tendem a confundir um método particular com o conceito geral. Não importa a época, sempre será necessário usar logaritmos ou trigonometria; esses são conceitos que devem ser bem compreendidos, independente da época. O método de resolução, entretanto, depende da tecnologia disponível na época. No passado, usavam-se tabelas e réguas de cálculo, depois calculadoras, planilhas eletrônicas, e aplicativos para manipulação algébrica.

Infelizmente, muitos professores continuam proibindo (ou tentando proibir) o acesso dos alunos a novas ferramentas e tecnologias, julgando que elas tiram do aluno o "mérito" pela resolução do problema. Nessa semana, coincidentemente, li dois artigos discutindo casos como esses, em escolas americanas.

Discuto esses dois casos nas partes II e III deste artigo.

(*) - isso foi em 1986, e antes que algum engraçadinho pergunte, já existiam calculadoras eletrônicas nessa época, sim!
(**) - isso foi em 1990, e os CADs ainda não eram tão acessíveis como hoje - o desenho era feito no papel, mesmo, usando-se lápis, esquadros, compasso e... transferidor.

terça-feira, 2 de junho de 2009

ARM espera estar em 6 milhões de netbooks, em 2010

A ARM estima o lançamento de cerca de 10 modelos de netbooks com arquitetura ARM ainda esse ano, e espera ver seus processadores em 6 milhões de netbooks em 2010, o que corresponde a 1/5 do volume projetado para esse segmento, estimado em 30 milhões de unidades.

Com forte presença em dispositivos portáteis e dedicados, como celulares, smartphones, câmeras, consoles de jogos e eletrodomésticos, e notáveis pelo seu baixíssimo consumo de energia, os processadores ARM nunca tiveram espaço no mundo dos poderosos processadores para PCs, dominados pela arquitetura x86. Com o surgimento dos netbooks, abre-se a porta para a quebra dessa hegemonia.
Os novos processadores ARM Cortex A8, e o Cortex A9, com quatro núcleos, que serão usados nessa nova geração de netbooks, prometem desempenho compatível com aplicações de desktops, enquanto consomem dez vezes menos energia que um Intel Atom.

Essa é uma importante notícia, para o segmento que promete ser o mais inovador dos últimos anos. A primeira geração de netbooks foi construída simplesmente como notebooks reduzidos: a mesma velha arquitetura x86, com menos memória, menos periféricos. Nada foi realmente redesenhado especificamente para esse novo fim. Agora, com o grande sucesso desse segmento, as indústrias começam a investir em novos projetos, novas arquiteturas.

A segunda geração de netbooks promete mudanças mais radicais: uso de novas arquiteturas, buscando melhores relações de desempenho e consumo de energia, e desenvolvimento de novas interfaces, que permitam uma experiência totalmente nova ao usuário.

Pela primeira vez, a hegemonia Windows / Intel pode ser ameaçada. As versões do Windows para dispositivos móveis rodam na arquitetura ARM, mas as versões para desktops rodam somente na arquitetura x86. A entrada da arquitetura ARM no mundo dos PCs, ainda que através do segmento dos netbooks, representa uma oportunidade de mudanças num cenário há muito estagnado.

Taí uma briga que eu vou querer acompanhar bem de perto!

Referências:
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sábado, 9 de maio de 2009

Desenvolvedores de Software devem ser responsabilizados por seus códigos?

A Comissão Europeia está propondo que produtores de software possam ser responsabilizados por prejuízos causados por eventuais falhas, da mesma forma fazemos com qualquer outro produto. Se essa proposta se tornar lei, empresas de software poderão ser processadas por falhas de segurança, ou mesmo pela ineficácia de seus produtos.

Com base nessa notícia, o Linux Journal abriu uma interessante discussão sobre esse assunto, tentando avaliar os lados positivos e negativos de tal proposta, iniciando com um argumento para cada lado:

Bruce Schneier é favorável à proposta, defendendo que
Em nenhuma outra indústria, produtos de má qualidade são vendidos para um público que já espera por problemas frequentes, e onde os consumidores é que devem se virar para solucioná-los. Se um fabricante de automóveis tem um problema com uma série, e lança uma nota de recall, isso é um evento raro, e um bom negócio - você pode levar seu automóvel e ele será consertado, de graça. Computadores são o único item no mercado de consumo em massa que coloca toda a responsabilidade nas costas do consumidor, exigindo que ele tenha alto nível de conhecimento técnico apenas para sobreviver.

(...)

O caminho para resolver isso é responsabilizar o produtor de software. Computadores são também o único item de consumo em massa onde os fabricantes não se responsabilizam por falhas. A razão pela qual os automóveis são tão bem construídos é que seus fabricantes são responsabilizados se algo der errado. A falta de responsabilização para o software é, efetivamente, um vasto subsídio do governo para a indústria de TI. Isso permite que eles produzam mais produtos em menos tempo, com menos preocupação quanto à confiabilidade, segurança, e qualidade.
Por outro lado, Alan Cox é contrário à proposta. Segundo ele,

Seria difícil responsabilizar desenvolvedores de código aberto por seus códigos, pela própria natureza do desenvolvimento do código aberto. Como desenvolvedores compartilham códigos por toda a comunidade, a responsabilidade é coletiva. "Potencialmente, não há como responsabilizar alguém".

O concenso entre os dois pontos de vista parece estar na separação entre software livre, onde não há uma relação comercial entre desenvolvedor e consumidor, e o software proprietário, licenciado, onde há uma relação comercial explícita, com contrato que estabelece direitos e deveres de cada parte.

E você? qual a sua opinião?


Referências:

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domingo, 12 de abril de 2009

Festival de Software Livre, em Aracaju

O FLISOL (Festival Latinoamericano de Instalação de Software Livre) é o maior evento de divulgação de Software Livre da América Latina. Ele acontece desde 2005, e seu principal objetivo é promover o uso de software livre, apresentando sua filosofia, seu alcance, avanços e desenvolvimento ao público em geral.

Com esta finalidade, diversas comunidades locais de software livre (em cada país, em cada cidade/localidade), organizam simultaneamente eventos em que se instala gratuitamente e totalmente legal, software livre nos computadores levados pelos participantes. Também, paralelamente, são oferecidas apresentações, palestras e oficinas, sobre temas locais, nacionais e latinoamericanos sobre Software Livre, com toda sua variedade de expressões: artística, acadêmica, empresarial e social.

O FLISOL 2009 acontece no dia 25 de abril em diversas cidades.

Em Aracaju, SE:

O FLISOL 2009 será realizado nas instalações da FANESE, no 2º piso do Shopping
Riomar, das 9:00 às 18:00 hs.

Na ocasião, estarei apresentando uma palestra sobre Modelos de Negócios Baseados em Software Livre. Apareça lá!


Para informações sobre o FLISOL 2009 em outras localidades, visite o site principal do evento.

terça-feira, 31 de março de 2009

Liberdade para Remixar

Sempre que eu tento explicar a alguém os princípios do software livre, sinto que há uma certa dificuldade, para quem não é programador, em compreender a importância da "liberdade para modificar" o código original. Geralmente, as pessoas ou não demonstram entusiasmo algum pela ideia, ou até condenam o fato de alguém "se aproveitar" de um trabalho existente para criar um trabalho "derivado", argumentando que isso é um estímulo à "falta de criatividade" ou, num discurso mais comercial, que é um "desestímulo à criação original". Muitos não percebem o potencial criativo que pode emergir quando as pessoas têm liberdade para aplicar sua criatividade sobre a criação de alguém.

Ao tomar conhecimento do vídeo que apresento abaixo, percebi imediatamente que esse é o exemplo perfeito para explicar o significado, a importância, e o poder da "liberdade para modificar".

Kutiman é um músico israelense, que pegou dezenas de vídeos amadores no YouTube e os recortou e remixou, criando algo completamente novo, original, vibrante, distinto de qualquer um dos vídeos iniciais - e absolutamente fantástico. O trabalho foi colocado, obviamente, de volta no YouTube, como uma série de (até o momento) 7 vídeos, apropriadamente intitulados "Thru-you".

Kutiman-Thru-you - 01 - Mother of All Funk Chords:


Todos os vídeos da série trazem os links para os vídeos originais, que serviram como "matéria-prima". Dê uma olhada nesses vídeos. Fica claro, nesses exemplos, que a criação do Kutiman não se trata de "trabalho derivado". Ele não apenas "modificou" ou "adicionou" algo aos vídeos originais. Com sua fantástica criatividade, ele foi capaz de recortar cada vídeo original, modificando sua própria essência. A composição desses vídeos, recortados e remixados, não é semelhante, em nada, a nenhuma das ideias dos trabalhos originais. É algo totalmente novo. Inédito.

Observe, por exemplo, o vídeo "Someday", apresentado abaixo. Dois dos seus principais "ingredientes" são: o vocal, e a melodia básica, tocada em um sintetizador. O fato interessante é que o Kutiman recortou a sequência do vocal, mudando a letra, a melodia e o tempo da canção original (Soon) e, mais impressionante ainda, é que o vídeo original do sintetizador não contém melodia alguma, apenas uma sequência de notas, pois seu autor queria apenas demonstrar que algumas teclas apresentavam problemas.

Kutiman-Thru-you - 05 - Someday:


A banda Radiohead já fez experimentos nesse sentido, fornecendo em seu site a "matéria-prima", em trilhas originais, e permitindo que as pessoas pudessem remixá-las à vontade, colocando-as de volta no site, mas nada tão radical, nem tão original quanto o Kutiman.

Agora, extrapole esse conceito para todas as outras formas de criação humana.

Remixando John Lennon: imagine um mundo onde tudo - idéias, conceitos, algoritmos, fórmulas, produtos, tecnologias, textos, músicas, pinturas... - pudesse ser compartilhado, sem restrições legais, sem proibições quanto ao acesso, uso, modificação ou redistribuição. Não se trata apenas do acesso gratuito - isso nada tem a ver com preço ou custo - trata-se da liberdade para recriar, modificar, transformar e combinar ideias, dando origem a coisas completamente novas, sem burocracia - trata-se de permitir uma verdadeira e profunda revolução cultural, científica, tecnológica, muito além da imaginação de qualquer um de nós, através da livre combinação do poder criativo de bilhões de pessoas.

As tecnologias necessárias para esse novo mundo já estão disponíveis, hoje. Espero que não demore muito para que toda a sociedade perceba isso.

Você pode ver a série completa dos vídeos no site thru-you.com.

Leia mais sobre esse assunto:
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segunda-feira, 9 de março de 2009

O que é uma Distribuição Linux?

O Sistema Operacional é, como o nome já diz, o sistema (ou programa) que trata da operação básica do computador. É ele o responsável pela coordenação do funcionamento de todos os componentes de hardware (unidades de disco, placas de rede, som, vídeo, portas seriais, USB, paralelas, teclado, mouse, scanners, impressoras, câmeras...), e também dos componentes de software - os diversos aplicativos que você deseja executar.

O Linux, como já vimos, é apenas o núcleo desse complicado sistema. Além do núcleo, há vários outros componentes, como o shell, que faz a interface com o usuário, e um enorme conjunto de programas utilitários (para listar diretórios, copiar arquivos, cadastrar usuários, etc), que formam o Sistema Operacional propriamente dito. Mas o SO, sozinho, é inútil. É como um carro sem os bancos, sem o bagageiro. Funciona, mas não é usável.

Qualquer pessoa que já tenha comprado um computador com o Sistema Operacional Windows sabe disso: você chega em casa, tira o computador da caixa, conecta todos os cabos, liga na tomada e... nada! - você dá de cara com uma tela colorida, uma setinha que se mexe com o mouse, mas não há nada de útil para fazer com ele (exceto jogar paciência!), porque não há nenhum aplicativo instalado nele.

Para tornar seu sistema realmente útil, você precisa de um conjunto de Aplicativos: editor de textos, planilha, navegador de internet, gerenciador de arquivos, reprodutor multimídia... e é esse o papel de uma Distribuição.

A Distribuição (ou "distro", para os íntimos), nada mais é que um pacotão que integra SO + Aplicativos, tudo prontinho, ajustado, configurado, com ferramentas próprias para facilitar a instalação e desinstalação de novos aplicativos. Enquanto os usuários do sistema Windows têm que enfrentar uma longa jornada para instalar e configurar todos os seus aplicativos preferidos, um a um, uma distribuição baseada em softwares livres traz isso tudo pronto.

Por serem compostas por softwares livres, cada distribuição tem total liberdade de escolher qual o melhor conjunto de aplicativos e configurações. Cada distribuição tem um objetivo em mente, por exemplo, algumas são direcionadas a aplicações profissionais, como servidores web ou computação científica, outras são direcionadas a programadores, outras a jogos, ou a multimídia, ou a escritório... não significa que cada distribuição esteja restrita e limitada àquele esse fim, pois o usuário pode instalar novos aplicativos e modificar as configurações a qualquer momento. Você pode, inclusive, criar a sua própria distribuição, e compartilhá-la com seus amigos, vizinhos, colegas, etc.

Lembre-se sempre: se o software é Livre, isso significa que você tem liberdade para fazer o que você quiser.

Uma "Distribuição Linux" é, portanto, uma distribuição que contém o Linux como seu núcleo, além de uma infinidade de outros componentes, previamente instalados e configurados. Como cada pessoa tem a liberdade para criar sua própria distribuição, é impossível enumerar quantas distribuições existem, mas o site DistroWatch lista as 100 distribuições mais usadas.

Diante de tantas opções... Qual é a melhor Distribuição?

Não só de Linux vive o Software Livre!

O vídeo abaixo, muito popular no YouTube, conta a história do Linux, relacionando-o aos conceitos de inovação, modernidade, desenvolvimento, qualidade, estabilidade, etc. Isso é ótimo e, em termos gerais, o vídeo cumpre muito bem com seu papel, mas comete alguns erros, que eu não poderia deixar de comentar aqui.



O video afirma que o Linux, iniciado em 1991, criou o conceito de Software Livre
"(...) ao desenvolvê-lo, Linus quebrou todos os conceitos comerciais da história, e deixou aberto o código-fonte do sistema. Surgiu aí uma grande mudança, um fenômeno sem precedentes na história da evolução humana, a do Software Livre".
Embora eu seja fã do Linux, tenho que defender a História:

Desde o início da computação moderna (anos 50), o software sempre foi desenvolvido abertamente, em processo colaborativo, geralmente envolvendo empresas e universidades. Isso por duas razões principais: primeiro, naquela época, os computadores eram máquinas enormes, caríssimas, e ninguém via valor comercial no software; segundo, porque a infraestrutura de software era muito limitada (ausência de compiladores, sistemas operacionais, grande incompatibilidade entre diferentes hardwares...), o que tornava a atividade de programar extremamente complexa, exigindo a colaboração entre os poucos profissionais capacitados.

Com o surgimento dos microcomputadores, nos anos 70, que passaram a vender milhares de unidades, surgiu também a oportunidade para vender software. Foi aí que um tal de Bill Gates, presidente de uma tal de Micro-Soft (ambos eram absolutamente desconhecidos, na época), escreveu uma carta, criticando o hábito de compartilhar softwares de maneira aberta (ato que ele compara a "roubar"), e defendendo o direito à propriedade intelectual (copyright) sobre o desenvolvimento de software. Nesse momento, surge o conceito de Software Proprietário.

Para rebater esse movimento, Richard Stallman, em 1985, criou a Fundação do Software Livre, com o objetivo de coordenar a divulgação e defesa dos conceitos de Software Livre e de copyleft (o oposto ao copyright), a elaboração da licença GPL (General Public License), assim como o desenvolvimento de um sistema operacional livre, anterior ao Linux, chamado GNU.

O Projeto GNU criou toda a infraestrutura necessária ao funcionamento de um Sistema Operacional, faltando apenas um componente chamado kernel (núcleo). Comparando com um automóvel, que é formado por inúmeros componentes (suspensão, rodas, freios, chassis, direção, câmbio, sistema elétrico... e motor), um SO também é formado por inúmeros componentes, e o kernel é apenas um deles, responsável por coordenar a execução das diversas tarefas, e a alocação dos diversos recursos. Pela sua importância, o kernel pode ser comparado ao motor de um automóvel - o componente principal - se é que alguém pode dizer que o motor é mais importante que os freios, ou a direção...

O GNU teria seu próprio kernel, chamado HURD, mas seu desenvolvimento, baseado no moderno conceito de microkernel, ou kernel modular, tornou-se complexo demais, e não prosperou. Foi aí que surgiu o Linus Torvalds, com uma abordagem mais pragmática, e desenvolveu o kernel Linux, adotando o antigo e bem conhecido conceito de kernel monolítico, muito mais fácil de desenvolver, e com desempenho melhor.

O Linux, então, foi integrado ao GNU, formando o sistema operacional GNU/Linux, que as pessoas, por simplicidade ou desconhecimento, referem-se apenas como "Linux". Comparando com equipes de Formula1, a "McLaren" pilotada por Ayrton Senna pertencia à equipe formalmente chamada McLaren/Honda (carro da McLaren, com motor da Honda).

O vídeo também atribui ao Linux a criação do modelo de desenvolvimento colaborativo
"(...) formou-se então uma verdadeira comunidade de cooperação, com milhares de desenvolvedores ao redor do planeta, trazendo consigo mais uma mudança impressionante: a forma de trabalho em desenvolvimento de projetos."
O conceito de desenvolvimento colaborativo não surgiu com o Linux. Embora ele seja um dos mais importantes exemplos, pelo seu tamanho, visibilidade e número de desenvolvedores, não é o único, muito menos o primeiro. O projeto GNU, citado acima, já era desenvolvido de forma colaborativa e, paralelo ao Linux, milhares de outros grandes projetos de software são desenvolvidos colaborativamente.

Software Livre é um conceito amplo, que define quatro liberdades básicas para desenvolvedores ou usuários de software:
  • A liberdade para executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº 0);
  • A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº 1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;
  • A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 2);
  • A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade nº 3). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;
Resumindo:
  • O Linux é apenas um importante exemplo de Software Livre, mas não é o único.
  • Dada a sua importância e visibilidade, o Linux contribuiu muito para a difusão do conceito de Software Livre, mas não é o seu criador.
  • Os sistemas operacionais que atualmente chamamos de "Linux", na verdade são a combinação de dois grandes projetos: o sistema operacional GNU, mais o núcleo Linux.
Feitas essas correções - que não invalidam nem diminuem o valor desse vídeo, recomendo a leitura dos seguintes artigos:

O que é uma Distribuição Linux?
Modelos de Negócios Baseados em Software Livre

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