Páginas

Mostrando postagens com marcador Sociedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sociedade. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de agosto de 2015

Sou muito rico - e todos deveriam ser!

Hoje acordei com o barulho da chuva na janela do meu quarto. Levantei, tomei um banho quente, e um pensamento surgiu em minha mente: sou muito rico!

Apesar de toda aquela chuva, eu estava abrigado, tomando um banho quente. Minha rua não enche, minha casa não tem infiltrações... Mas o que é riqueza, afinal? a riqueza pode ser medida? colocada em uma escala? posso considerar-me rico apenas por ter uma boa casa, com um chuveiro quente?

Certamente, sou mais rico do que qualquer Rei ou Imperador de eras passadas. Mesmo sendo um modesto cidadão de classe média, com um plano de saúde que não é dos melhores, tenho acesso a recursos médicos com os quais um faraó egípcio jamais sonhou. Parcelando em 6x sem juros, posso ir a lugares onde Alexandre, o Grande jamais conseguiria chegar. Com um PC e um plano de internet, tenho acesso a mais livros do que tudo o que foi reunido nas bibliotecas de Alexandria, ou de Bagdá.

Se a comparação com eras passadas não parece ser muito justa, então vamos pensar no presente. Bill Gates é muito mais rico do que eu, e disso eu não tenho a menor dúvida... mas sinceramente, eu não teria tanta certeza em outras comparações. Por exemplo, quando vi a notícia de que o Eike Batista tinha um Lamborghini em sua sala, o primeiro pensamento que surgiu um minha mente foi: mas por que alguém manteria um Lamborghini na sala??? - bem... talvez, seja inseguro demais dar um rolé em São Paulo pilotando um Lamborghini sem blindagem... aliás... não faz o menor sentido blindar um carro esportivo... pensando bem, acho que esse tipo de carro nem seria capaz de vencer os obstáculos das ruas de São Paulo... na boa... acho que o meu chuveiro quente é mais útil que um Lamborghini na sala. É óbvio que o Eike Batista também tem chuveiro quente - talvez até seja revestido de ouro... mas acho que você já entendeu a ideia.

A riqueza é a medida da capacidade de realizar seus desejos. Considero muito rico aquele que pode realizar a maioria dos seus desejos (e necessidades), sem precisar fazer as contas, para saber se pode ou não pagar por aquilo. Eu posso tomar quantos banhos quentes eu quiser, sem me preocupar com o valor da conta de energia no final do mês, e jamais desejei ter um Lamborghini... logo, sou muito rico.

Mas meu objetivo não é escrever um texto de filosofia de boteco, ou de auto-ajuda. Não estou aqui para relativizar a riqueza (ou a pobreza), muito menos para filosofar sobre a felicidade que podemos extrair das coisas mais simples da vida.


Enquanto eu tomo meu banho quente, em minha casa segura e confortável, a chuva está destruindo casas de pessoas que não tem a mesma sorte. Não atribuo essa minha sorte ao acaso, muito menos à vontade de um deus. A rua onde moro não enche porque houve investimento público em um sistema de drenagem eficiente. A minha casa resiste à chuva porque foi bem construída. Da mesma forma, a má sorte das inúmeras pessoas que hoje sofrem não se deve ao acaso, nem à vontade de um deus. As condições precárias de suas vidas podem ser totalmente explicadas por nossas ações.

Ao comparar a minha riqueza com a dos reis do passado, quero mostrar que a riqueza global - a capacidade global de realizar desejos e necessidades individuais - aumenta com o tempo. A humanidade é muito mais rica hoje, do que no passado, de tal modo que qualquer cidadão de classe média, hoje, tem acesso a muito mais bens e serviços que um rei da Idade Média. E que fique muito claro: isso não é mérito meu, nem seu. Podemos viajar de avião porque a humanidade desenvolveu o avião.

Mas se é assim... por que ainda há tanta miséria e fome? basicamente... por que a riqueza não é distribuída. Para que um idiota possa satisfazer um desejo tão imbecil quanto ter um Lamborghini em sua sala, é necessário que muitas outras pessoas deixem de ter acesso a bens e serviços básicos - como uma casa bem construída, em uma rua com saneamento decente, e com chuveiro quente.

Ter uma boa casa, com chuveiro quente, TV, computador, acesso à internet não é luxo! - poder ir ao shopping, jantar fora nos fins de semana, viajar, dar boa educação aos filhos, também não é luxo. Em uma sociedade justa, todos deveriam ter acesso a esses bens e serviços.

Para encerrar... esse texto também não é uma crítica ao capitalismo, nem apologia ao comunismo. É uma crítica ao egoísmo. O egoísmo é a fonte da corrupção, e haverá corrupção em qualquer sociedade, com qualquer sistema econômico, sempre que o egoísmo se tornar o seu principal valor.

Na próxima vez que você tomar um banho quente, pense nisso, e o mundo será um lugar melhor.

domingo, 20 de novembro de 2011

Podemos construir uma Sociedade melhor? - Parte I

Já pararam pra pensar por que as coisas são como são?

Vivemos em uma sociedade doente, em crise. Violência, desemprego, fome... por que essas coisas acontecem, justo no nosso auge científico e tecnológico?

É muito importante compreender como funciona a nossa economia. Compreender que todos os processos econômicos são criados e definidos por nós - humanos.

Os noticiários falam de crises econômicas como se fossem eventos naturais... já perceberam isso? É mais ou menos assim: "um terremoto seguido de tsunami abalou o Japão, matando milhares de pessoas...", e logo em seguida "crise econômica abala a Europa, atingindo milhares de famílias...". O objetivo do noticiário é fazer com que você se conforme com as notícias ruins, sem se opor.

Não podemos impedir um terremoto... mas podemos impedir crises econômicas e outros problemas sociais. Basta compreender como as coisas funcionam, atualmente, e pensar como elas deveriam funcionar.

Para começar, vamos compreender como criamos a Sociedade de Consumo:


Ficou interessado? - aprenda mais sobre o ciclo de produção dos aparelhos eletrônicos.


sábado, 14 de maio de 2011

Mamãe, eu sou gay...

Vejam o que aconteceu com uma amiga minha: sua filha, de 9 anos, na hora do almoço, ergueu seu copo de guaraná como se fosse uma taça de champanhe, e anunciou:
--Atenção gente, chamem os repórteres!!! -- vamos brindar, porque tenho uma importante revelação a fazer...

--Eu sou gay!
Ainda sem entender direito o motivo daquele ato, a mãe perguntou: mas porque você acha que é gay, minha filha? e ela respondeu:
--Ah, mãe... porque eu não gosto de brincar com meus amigos... apenas com minhas amigas... então: gay é quando uma menina gosta de outras meninas, ou quando um menino gosta de outros meninos!
Isso poderia ser entendido como uma inocente brincadeira de criança, mas a conversa se estendeu, e os argumentos da menina - ao mesmo tempo seguros e equivocados - deixaram a mãe realmente preocupada.

Interessante notar o tom "televisivo" que a menina criou, chamando "repórteres", fazendo um "brinde", anunciando uma "revelação"... isso pode dar uma pista de como esse tema chegou ao seu interesse: o homossexualismo está na pauta da TV, em todos os horários. São personagens gays nos programas de humor e nas novelas... discussões sobre a união civil de homossexuais nos telejornais... campanhas contra a homofobia... não há uma preocupação em saber como esses conteúdos serão assimilados pelas crianças.

Mas há ainda outra questão: de onde ela tirou o conceito do que "gay é quando uma menina gosta de outras meninas, ou quando um menino gosta de outros meninos"? - não podemos atribuir isso diretamente à TV, sem uma análise mais cuidadosa.

Esse é o principal interesse da mãe, e para isso ela já está levando a filha a uma psicóloga. A preocupação da mãe não é saber se a menina realmente é gay ou não... o problema é compreender como esse tema entrou na "agenda" de uma menina de 9 anos, e a partir de quais elementos ela está construindo seus conceitos sobre o assunto.

Eu aproveito a carona no caso, para discutir uma outra questão: o respeito à opção sexual de cada indivíduo e o combate à homofobia são temas importantes, mas... qual é a melhor forma - e qual o melhor momento - de levar esse tema às crianças?

Cartilha contra homofobia x "Kit Gay"

O Ministério da Educação iniciou, nas escolas públicas, a distribuição de um material cujo conteúdo é, no mínimo, discutível: um conjunto de cartilhas, cartazes e vídeos, cujo objetivo é "orientar" ou "balizar" a discussão sobre o homossexualismo e homofobia nas escolas.

Eu não quero me somar aos moralistas e religiosos, que se opõem ao material com argumentos preconceituosos. A discussão não é por aí.

A questão é que o MEC está cometendo um grande erro ao tentar combater o preconceito com outro preconceito. O material elaborado e distribuído pelo MEC "impõe" a aceitação de alguns valores, de forma tão arbitrária quanto aqueles que se opõem a eles. A discussão não é ser "contra" ou "a favor" do homossexualismo, como um confronto de dogmas. Esse caminho não levará a lugar algum.

Em um dos vídeos mais polêmicos, intitulado "encontrando Bianca", um jovem relata que sempre se viu como menina, que se sente melhor se vestindo como mulher, e que prefere ser chamada de "Bianca", em vez do seu nome de registro, "José Ricardo". Argumenta que todos devem respeitar essa sua opção, e relata que muitas vezes sofreu com piadas e até agressões.

Podemos perceber que a intenção dos seus idealizadores é boa. O tema central é o respeito à individualidade e às diferenças, e não há dúvidas de que esse é um tema que merece ser abordado.

Entretanto, quando tratamos de políticas públicas, precisamos levantar outras questões: o tema está sendo abordado da forma correta? como avaliar a qualidade desse material? como a mensagem contida no vídeo será assimilada pelos jovens de diferentes faixas etárias? sob qual metodologia esse tema será abordado nas escolas?

A Educação precisa ser apresentada ao Método Científico

Sou educador e, infelizmente, todos os dias, percebo que a Educação não conhece o Método Científico. Tudo é feito na base do "achismo". Uns acham que devem fazer assim, outros acham o contrário, daí montam comissões, conselhos, que passam meses discutindo o sexo dos anjos, filosofando no vazio, buscando um "consenso"... mas ninguém propõe uma abordagem científica!!!

Como sabemos se um novo remédio é eficaz ou não? Existe um longo processo para isso! - são testes rigorosos em laboratório, publicação de resultados em periódicos e eventos especializados, onde esses resultados serão avaliados, reproduzidos e possivelmente questionados por outros profissionais da mesma especialidade para, somente após a validação, ser autorizado o teste em um pequeno grupo de pacientes, com o acompanhamento de um outro grupo, de controle, e a avaliação de mais resultados. Pode-se levar décadas para a homologação de uma nova droga ou tratamento - mas todo esse processo tem dois objetivos: garantir que aquela droga realmente produz o efeito prometido, e conhecer seus efeitos colaterais.

Esse material que o MEC está distribuindo foi avaliado em algum estudo científico? seus resultados foram publicados em periódicos e eventos especializados? sua metodologia foi reproduzida e avaliada por outros profissionais, que confirmaram os resultados? seus efeitos foram devidamente medidos e comparados a um grupo de controle?

Toda política pública na Saúde baseia-se em resultados de processos científicos rigorosos. Por que, então, deve ser diferente na Educação? Por que a Educação é sempre tratada de forma mambembe, através de improvisos e achismos? Será que, algum dia, a Educação será tratada como uma ciência?

Em uma estrutura escolar falida, que não consegue sequer formar a capacidade básica de interpretação de textos, é sensato despejar cartilhas sobre um tema tão complexo, sem nenhum estudo sério sobre seus efeitos e consequências?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A Morte de bin Laden e a relação Ocidente/Oriente

Ouça aqui o áudio da entrevista com Sérgio Malbergier ao Programa Pânico (rádio Jovem Pan), falando da morte de Osama Bin Laden. É uma entrevista descontraída, divertida, mas muito informativa. Vale a pena ouvir.

Sérgio Malbergier é jornalista. Foi editor dos cadernos Dinheiro (2004-2010) e Mundo (2000-2004), correspondente em Londres (1994) e enviado especial da Folha a países como Iraque, Israel e Venezuela, entre outros. Dirigiu dois curta-metragens, "A Árvore" (1986) e "Carô no Inferno" (1987). Escreve para a Folha Online às quintas.

sábado, 2 de abril de 2011

Bullying: A solução pode ser mais simples do que você imagina

Esse vídeo correu o mundo na semana passada: Casey Heynes, um jovem autraliano que vinha sendo constantemente agredido e humilhado por seus colegas, resolve reagir e, ao fazê-lo, não só pôs um ponto final às rotineiras agressões que vinha sofrendo, mas se tornou uma celebridade mundial - um símbolo da luta contra o bullying.

Chamo a sua atenção para alguns detalhes do vídeo: no início, Casey comporta-se de forma absolutamente passiva. Mesmo após receber um soco no rosto, não esboça qualquer reação, mantém o olhar baixo, e quase não se defende. Percebam que, enquanto o agressor o desafia, há um grupo de outros jovens (por trás da câmera) que lhe dão cobertura e o incitam. É possível ouvi-los dizendo: "Coragem! - continue! continue! - estamos aqui na retaguarda!".

Após reagir, e se livrar do agressor magrelo, vem um jovem bem mais alto, com pose de durão, como quem diz: "e aí? vai me encarar também?"... e esse é o principal momento do vídeo: Casey o encara. Não faz nenhum gesto de agressão, apenas olha-o diretamente nos olhos, e o grandão simplesmente congela, sem saber o que fazer. Ele não reconhece mais em Casey a figura da vítima passiva, o saco de pancadas, o alvo fácil que, por tanto tempo, aceitou as agressões sem reagir.

Casey vira as costas, e sai andando. Livre e vitorioso.



O que aconteceu a partir daí?

Bom... os dois meninos foram suspensos pela direção da Escola - erro típico de diretores que preferem lavar as mãos a realmente investigar o que aconteceu e decidir quem deve realmente ser punido, mas o importante mesmo é que Casey começou a receber apoio imediato, não apenas de seus próprios colegas, mas também de centenas de milhares de pessoas, de todos os cantos do mundo. De patinho feio, rejeitado e excluído, passou a ser ser aclamado como herói. Tamanha foi a repercussão, que ele foi até entrevistado em um programa de TV.

Em apenas alguns segundos, sua vida mudou: uma simples reação - que nada tem a ver com o golpe espetacular, mas com a sua mudança de postura - trouxe-lhe de volta a auto-confiança e auto-estima. Suas palavras são contundentes:



O bullying é sempre um ato de covardia, praticado por covardes. A pose de valentão é apenas pose. Na maioria dos casos, são apenas indivíduos confusos, assustados, que não conseguem encarar seus próprios fantasmas, e que escolhem justamente aqueles menos reativos para serem suas vítimas. A passividade é a pior das atitudes.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Contra dados não há argumentos

Algumas pessoas (incluindo representantes de grandes veículos de mídia) tentam gerar desinformação, para confundir a população e induzi-los a erro na hora de votar. Isso é um atentado à democracia.

Então, vamos deixar o trololó da mídia de lado, e vamos direto aos dados.

A mídia diz que FHC "estabilizou a economia brasileira", e que Lula só conseguiu fazer alguma coisa por causa dessa herança de FHC. Dizem também que o Brasil perdeu a oportunidade histórica de crescer igual à China... Será verdade? vamos aos dados?

O gráfico abaixo (gerado por um aplicativo do Google, com dados do Banco Mundial) compara o crescimento do PIB do Brasil e da China.


O gráfico mostra claramente que Brasil e China sempre tiveram PIBs idênticos, até 1996, quando o PIB brasileiro misteriosamente começa a cair, enquanto a China continua a crescer.

FHC, que foi o presidente do Brasil de 1994 até 2002, faz muito mimimi, dizendo que o PIB brasileiro caiu por causa das "crises econômicas mundiais"... mas como explicar, então, que nesse período, o PIB brasileiro DIMINUIU em 7% enquanto o da China cresceu 160%?

Com a posse de Lula, em 2003, o gráfico mostra imediata recuperação do PIB brasileiro. De 2003 a 2008, sob o governo Lula, o nosso PIB cresceu 188%, enquanto a China cresceu 198%.

Qual é o argumento para o trololó da mídia, afinal???

FHC, o sociólogo iluminado, entregou para Lula um país quebrado, porque VENDEU todas as suas riquezas nos processos de privataria.

Lula recuperou a economia brasileira, enfrentou em 2008 a maior crise econômica da história, deste a grande crise de 1929, e fez o Brasil crescer tanto quanto a China. Só não estamos hoje no mesmo patamar da China por causa dos 8 anos de atraso durante o período FHC.

Contra dados, não há argumentos.

domingo, 5 de setembro de 2010

Os Anjos, os demônios... e o Jabor

Recebi mais um email sobre as eleições 2010, dessa vez com um texto atribuído ao Arnaldo Jabor, dizendo: "Vote na Dilma e ganhe, inteiramente grátis, um José Sarney de presente agregado ao Michel Temmer..."

Então... vote no Serra, e ganhe, inteiramente grátis... espere... prefiro que o próprio candidato se pronuncie!


é triste, mas essa é a realidade da política brasileira. O povo do Maranhão vota nos Sarney... O povo das Alagoas vota em Calheiros e Collor... o povo do Pará vota no Barbalho... todos eles são (foram / serão) legitimamente eleitos. Todos nós, e o próximo presidente, seja quem for, vai ter que conviver com essa realidade.

por causa da aritmética eleitoral, o PT precisa se coligar ao PMDB... assim como o PSDB precisa do DEM. Simples assim. PMDB e DEM estão aí, desde o princípio dos tempos, sempre como legendas de aluguel. Coligam-se com um e com outro, fazem número, mas nunca tiveram identidade ou ideologia. Claro que o PV, PSOL, PSTU podem bradar sua pureza, durante a campanha... mas sabemos que, apesar de suas boas intenções, não se sustentam em nosso sistema político.

quanto aos Delúbios e Valérios... todos sabemos que eles também estão vagando pelos corredores do Planalto desde sempre. Não foram criados pelo PT, nem pelo PSDB... e não se iludam: não seriam extintos pelo PV, PSOL ou PSTU. Eles simplesmente fazem parte do ecossistema, assim como os vermes, insetos e os fungos: você pode não gostar da existência deles, mas eles têm um papel no ecossistema.

o argumento do Jabor, portanto, apesar de basear-se em premissas corretas, não passa de simples manipulação. É puro sofisma, pois suas premissas se aplicam a todos os lados. Nem vou comentar as citações ao Ahmadinejad, Chaves e Castro... o Jabor vai votar em quem, afinal? Quem é o candidato que, se eleito presidente (do Brasil), vai riscar do mapa todos esses nomes do cenário político nacional e internacional (sem substituí-los por outros, de igual quilate)?

O Jabor votaria em Deus??? - acho que não. Pela lógica tortuosa do Jabor, é possível provar que Deus está associado a todos esses malfeitores, já que sabe de tudo, tem o poder para intervir, mas nada faz.

Jabor está acima do bem e do mal.

numa eleição, não há anjos nem demônios, apenas candidatos. Cada um com seus vícios e virtudes, cada um com suas histórias e realizações. Em vez de seguir os agouros de um comentarista qualquer, melhor seguir sua própria consciência.

democracia é um processo... e infelizmente, é um processo mais lento do que nós gostaríamos. Mas, não sejamos pessimistas! - nosso cenário político já foi muito mais podre do que o atual. Nossa democracia ainda é muito recente, e nosso povo ainda está aprendendo a votar. Aos poucos, vamos aprendendo com tentativas e erros, mas a cada eleição, vejo que o cenário vai melhorando.

apesar do terrorismo do Jabor, estamos no caminho certo.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A Imparcialidade da Globo

Durante essa semana, o JN, da Rede Globo, entrevistou os 4 candidatos à Presidência da República. Veja cada um dos vídeos, e observe o tratamento dado a cada candidato. Conte o número de vezes - e a forma - que cada candidato é interrompido pelos entrevistadores, e o ridículo tratamento dado (e aceito) ao candidato do PSOL. Tire suas próprias conclusões!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Os Desafios do Ensino Superior

Programa Canal Livre, exibido pela Band em 23/11/2009.

Parte I - Luiz Roberto Curi:
  • Sociólogo,
  • ex-diretor de políticas do Ensino Superior do MEC,
  • diretor nacional do SEB - Sistema Educacional Brasileiro.





Parte II - João Manuel Cardoso de Melo
  • Economista,
  • fundador da FACAMP





Parte III - Adalberto Fazzio
  • Prof. titular do Instituto de Física da USP
  • Reitor da Universidade Federal do ABC



sexta-feira, 16 de abril de 2010

Temos boas notícias, mas...

Interessante... toda vez que a Globo se vê obrigada a divulgar uma boa notícia sobre a economia brasileira, sempre tem um "mas..."

Desta vez, foi o fantástico e animador desempenho do setor de transporte aéreo de passageiros, que registrou crescimento de 32% no tráfego nacional, e quase 11% no internacional, no último ano. Essa deveria ser uma boa notícia, para todos nós, brasileiros,

mas...

a Cristiane Pelajo, do Jornal da Globo, prefere chamar a atenção para um fato negativo: a superlotação nos aeroportos, consequência (segundo ela) de uma suposta falta de investimentos.

Para mim, a superlotação é consequência do dado que eles mesmos mostraram: um crescimento muito rápido, para o qual, nem mesmo as companhias aéreas (privadas e, supostamente super-competentes) foram capazes de se preparar. Eu mesmo sou testemunha ocular do investimento feito nos aeroportos do Recife e de Salvador, e sei que o PAC contemplou vários outros.



logo em seguida, o comentarista Arnaldo Jabor acha ótimo que a classe média viaje mais de avião, mas para ele, os aeroportos viraram um inferno por causa da lenta modernização dos serviços públicos. Ele ainda tenta dar um nó na lógica, quando diz:
"É ótimo que a classe média viaje mais de avião, isso é resultado da estabilidade econômica e do crescimento que o Plano Real possibilitou..."
Puxa!!! - o crescimento de 32% do tráfego aéreo nacional, ocorrido entre março de 2009 e março de 2010 deve-se exclusivamente ao Plano Real, lançado em 1994, apesar das asneiras (segundo eles) do governo atual...

Isso que eu chamo de forçar a barra!!!




Deixe o seu comentário!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

10 tendências de comportamento dos jovens de 20 e poucos anos

Há algumas semanas, o Dan Pankraz, especialista em planejamento para o público jovem da DDB, postou um texto com as 10 maiores tendências de comportamento das pessoas de 20 e poucos anos. A origem desses pontos, ele disse, foi um estudo conduzido pela Marian Salzman, Presidente da Euro RSCG Worldwide PR. O Pankraz chama esse grupo de “Real-Time Generation”, ou geração do tempo real. Segundo ele, são pessoas com algumas características bem diferentes das gerações anteriores.

Ele pontuou que essas informações são essenciais não só pra profissionais de marketing e comunicação, mas para qualquer um que precise lidar com esse pessoal - agora e no futuro.

É bem interessante. Vamos lá…

1. Expectativas em tempo real
Virtualmente, ninguém nos seus 20 e poucos anos em um país desenvolvido conhece a vida sem a comunicação instantânea. Eles se conectam com seus amigos em tempo real, sem esperar pelo correio ou até mesmo pelo e-mail. As notícias – tanto do mundo quanto dos seus amigos – vêm em um feed ao vivo (RSS, tweets e atualizações no Facebook) direto de onde ocorreram. Quando precisam de informação, encontram tudo online, em abundância. Por isso mesmo, os livros não são muito comuns nas suas vidas.

2. Vida local mais intensa
Um paradoxo da tecnologia em tempo real sem fronteiras é a maneira como ela reforça as conexões locais. Com os novos aparatos tecnológicos, os jovens fazem amigos que vivem próximos e recebem mensagens de empresas da vizinhança oferecendo promoções. O local é o novo global, diz Pankraz e, para ninguém mais isso é tão verdadeiro como para o pessoal de 20 e poucos anos.

3. Transparência radical
Esse grupo cresceu com a TV mostrando a realidade e um culto radical às celebridades. Eles presenciaram a mídia entrando cada vez mais na vida dos famosos. Eles passaram suas vidas em uma cultura do ‘vazamento’ de informação no seu nível mais alto. Trata-se de um mundo onde até os mais grandiosos confessam erros e mostram suas emoções a milhões de espectadores. Esses jovens constantemente usam tecnologias que os deixam ‘nus’ – às vezes até literalmente – em frente dos amigos. Eles sabem que nada online é confidencial. Essa geração é muito mais transparente sobre seus pensamentos, sentimentos e ações do que qualquer geração anterior.

4. Expectativa por tudo barato ou gratuito
A globalização barateou muitas coisas essenciais. Esses jovens conseguem se alimentar e se vestir com um custo incrivelmente baixo. Além disso, a internet traz música, software, programas de TV e todo tipo de conteúdo a preço zero. Uma das principais e mais poderosas marcas do mundo, o Google, oferece diversos serviços poderosos sem nenhum custo para o usuário.

5. Demanda por entretenimento
Em alguns lugares do mundo, particularmente no ocidente, o entretenimento tem sido parte essencial da educação. Esses jovens cresceram assistindo a programas baseados na diversão - como os desenhos animados, por exemplo –, experimentaram gráficos interativos na sala de aula e nos museus – o que é uma abordagem muito apoiada pelos pesquisadores – e passaram muitas horas jogando videogames. Essa demanda por entretenimento, ao contrário das gerações anteriores - os acompanhará – seja na faculdade, no trabalho ou em outras situações.

6. Preocupação com o planeta
Os jovens vêm de uma época com crescente número de reportagens sobre o que há de errado com o planeta. Verdades inconvenientes sobre mudanças climáticas, espécies desaparecendo, destruição dos habitats e falta de água têm sido assunto diário pra eles.

7. Visão do luxo como padrão
As ferramentas básicas de um jovem de 20 e poucos anos são um verdadeiro luxo se comparadas aos padrões das gerações anteriores. Sejam eles ou seus pais os responsáveis por pagar a conta, o pessoal de 20 e poucos anos de países desenvolvidos têm, em média:

• Um smartphone de cerca de $100 mais as taxas mensais de assinatura.
• Um computador de pelo menos $300 mais as taxas mensais de conexão banda larga.
• Uma TV wide-screen de pelo menos $300 mais as taxas de TV a cabo.
• Alta educação, até onde conseguem ir.

8. A favor dos negócios. Contra as multinacionais.
Os jovens de hoje não compartilham as ideologias contraculturais que impulsionaram seus pais. Eles cresceram em um ambiente em que o mercado livre foi reverenciado e distribuiu os bens de consumo. Esse pessoal não é anti-corporações. Alguns deles até fundaram algumas delas, como o Google, por exemplo. Mas eles não gostam muito de empresas multinacionais.

9. Contra a parcialidade da mídia
A mídia em 2010 é imensamente maior do que foi em 2000. Cada vez mais várias novas fontes estão disponíveis em qualquer lugar, pra qualquer pessoa, a qualquer hora. Não é de se espantar que, segundo o estudo, 70% dos jovens tem acesso a notícias através da internet. Toda essa escolha, mais o crescente nível educacional que traz um entendimento maior das coisas, faz desses jovens conhecedores da parcialidade da mídia. Outro dado da pesquisa: 70% disseram que as mídias de notícias deveriam ser reguladas para que ajam de forma independente – sem ligação ao estado ou às empresas.

10. Naturalmente EU, aspirando pelo NÓS.
Os jovens estão acostumados à auto-expressão, auto-estima, computadores pessoais, perfis pessoais, características personalizadas e marketing pessoal. Seja em culturas altamente individualistas (ex: EUA) ou mais coletivistas (ex: China), as empresas vem prosperando por permitir que as pessoas se expressem. Culturalmente e comercialmente, o pessoal de 20 e poucos anos foi sempre incentivado a ser mais egoísta do que seus antecessores. Ainda, eles estão todos cientes de que todo mundo que busca objetivos egoístas cria problemas para o planeta. Os integrantes dessa geração se encontram entre o impulso de fazer o que quer sozinho e o desejo de fazer a coisa certa em conjunto. Ou então, entra em questão a seguinte observação: ‘Todo mundo quer salvar o planeta, mas ninguém quer ajudar a própria mãe a lavar a louça’.

(PS: esse post foi transcrito integralmente do blog Carlos Henrique Vilela que trata de assuntos como marketing, comportamento, planejamento e tendências. Vale a pena dar uma visitada)

Indicação: Murilo Lima


O que você acha desses 10 pontos? concorda? discorda?
deixe o seu comentário!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A Mídia e o Poder - PHA

Nessa palestra à CONFECOM - Conferência Nacional da Comunicação, na Bahia, em 14/11/2009, o jornalista Paulo Henrique Amorim fala, sem meias-palavras, sobre o oligopólio da mídia, sua relação com o poder e os golpes de Estado; sobre exemplos que deveríamos observar na Argentina, e dá o tom do debate sobre a Lei de Imprensa no Brasil.



Se você preferir, eis uma versão muito mais divertida das opiniões deste brilhante jornalista, em sua entrevista no programa Pânico.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Flávio Gikovate - Inteligência Emocional

Palestra de Flávio Gikovate: "Inteligência Emocional - Saiba usar a sua para crescer", ministrada em 06/2004 no Centro de Convenções Rebouças




Saiba mais:

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Será este o nosso século final?

No século XX, a ciência humana deu um salto inimaginável: em poucos anos, fomos capazes de traçar quase toda a história do cosmos, do Big Bang até o momento atual e além, e de compreender a estrutura da matéria, das partículas subatômicas até agrupamentos de galáxias. Nesse caminho, desenvolvemos tecnologias capazes de nos destruir, juntamente com toda a vida na Terra.

O desafio para a ciência do século XXI é, não apenas sintetizar o muito grande e o muito pequeno, mas compreender o muito complexo - E as coisas mais complexas que conhecemos somos nós mesmos, no meio do caminho, entre átomos e estrelas. Assim como transformamos a vida na Terra, aprenderemos a transformar o próprio homem.

Nesta fascinante palestra, Sir Martin Rees, astrônomo, professor de astrofísica e cosmologia na Universidade de Cambridge, nos conduz por uma belíssima viagem pela vastidão do tempo e do espaço, para nos localizar em nosso momento atual, o século XXI, e perguntar: será este o nosso século final?


Clique em view subtitles para selecionar legendas em Português

Saiba mais:

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Aimee Mullins e seus 12 pares de pernas

Aimee nasceu com um problema que obrigou os médicos a amputar suas pernas, logo abaixo dos joelhos, quando tinha apenas 1 ano de idade. Por causa dessa triste condição, passou sua infância e adolescência em meio a tratamentos, fisioterapias, uso de próteses...

Entretanto, ela descobriu algo surpreendente: que a sua "deficiência" também poderia torná-la... superpoderosa!
Eu falava com cerca de 300 crianças entre seis e oito anos, num museu para crianças, e trouxe comigo uma mala cheia de pernas(...) e eu disse: "Crianças, rápido: Eu acordei hoje e decidi que quero poder saltar sobre uma casa. Nada muito grande, só dois ou três andares. Se vocês pudessem pensar em um animal, ou super-herói, ou desenho animado, qualquer coisa que vocês possam imaginar agora, que tipo de pernas vocês fariam para mim?"

Imediatamente, alguém gritou "canguru!" "Não, não! Deveria ser um sapo!" "Não. Deveria ser o Inspetor Bugiganga!" "Não, não! Deveria ser Os Incríveis." E outras coisas que eu não conheço. Então, um de oito anos perguntou: "Ei, por que você não gostaria de voar, também?" E todos, inclusive eu, fizemos "É..." (Risos) E, de repente, eu deixei de ser uma mulher que as crianças teriam sido treinadas para ver como "deficiente" e passei a ter um potencial que seus corpos não tinham. Alguém que poderia ser supercapacitada!


Clique em view subtitles para selecionar legendas em Português

Deixe o seu comentário!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O certo, o errado, e eu

Você já teve a sensação de estar ficando maluco, por ter que explicar coisas óbvias, enquanto coisas absurdas parecem ser aceitas como normais?

Nossos políticos em Brasília são uma fonte inesgotável de exemplos assim: o sujeito é flagrado enfiando dinheiro de propina nas meias, e justifica, de forma muito simples: "só coloquei nas meias porque não uso mala". Pronto! tá tudo explicado! - Ele nem se dá o trabalho de negar a acusação!!!

Mas não quero aqui falar da (i)moralidade na política. O que realmente me assusta é a inversão de padrões morais em nosso dia-a-dia.

Apenas como exemplo, para iniciar minha reflexão, vou retomar (agora que a discussão já esfriou) o caso da estudante da Uniban, que quase pôs a universidade abaixo por causa de um vestido curto.

A estudante virou celebridade nacional, com entrevistas em horário nobre e destaque em capas das principais revistas. Durante 15 dias, esse parecia ser o assunto mais importante no país: todos queriam opinar se a moça tinha ou não o direito de usar um vestido curto dentro da universidade, se os estudantes tinham ou não o direito de provocar aquele ataque, e se a instituição tinha ou não o direito de expulsar a estudante. Ao final de toda a discussão... quem estava certo? e quem estava errado? alguém sabe? - alguém se importa?

Esse debate terminou exatamente como começou: cada um com sua opinião, baseada em nada, sem uma conclusão mais ampla. O que acontecerá, por exemplo, quando um aluno resolver assistir aula sem camisa? teremos toda essa polêmica novamente? o que aprendemos nesse debate?

Para mim, a conclusão é simples: todos estavam certos, em princípio, mas todos agiram de forma errada (ouch?! - isso é possível???), mas meu foco, aqui, não é discernir o que é certo ou errado.

Esse texto trata da aparente falta de interesse (ou coragem) em discutir seriamente cada questão, e chegar a conclusões. Perdidos na polêmica vazia entre o certo e o errado, onde relativizamos todos os valores, talvez como forma de libertação dos padrões absolutos impostos pelo regime militar de outrora, estamos caindo num outro tipo de regime absolutista: uma sociedade amoral, onde "é proibido proibir" - e também questionar, criticar, opinar...

Confundimos Democracia com Anarquia, Autoridade com Autoritarismo... condenamos todo tipo de norma, regra ou padrão (moral?) como algo absolutamente inaceitável, e aceitamos a banalização e relativização de tudo, como algo natural. Nesse cenário, onde o sofisma subjuga a lógica, todos os argumentos passam a ser válidos.

Sou professor, e sempre que questiono a utilidade e a relevância daquilo que estamos ensinando, recebo dos colegas respostas do tipo: "Todos nós estamos aqui, dando o nosso melhor, cumprindo nossos horários, seguindo os conteúdos... e vem você questionar a qualidade de nosso trabalho?!?! - quem você pensa que é??? - pensa que é melhor que os outros???"

Pois é... aí eu tenho que justificar o óbvio...

É possível produzir uma educação medíocre, mesmo cumprindo todo o conteúdo e carga horária. Educação é um processo coletivo, onde a soma de disciplinas (desconexas) não resulta, necessariamente, numa formação integrada. E por aí vai...

Todos sabem que a qualidade do que fazemos é ruim, mas... quem pode provar? Diante de qualquer crítica, citamos nossos currículos! "Somos mestres, doutores, especialistas! - como nosso trabalho pode ser ruim?". Nada é mais cansativo que ter que justificar o óbvio... Nada é mais desesperador que ver a lógica se dissolver em meio ao sofisma...

Felizmente, quando me vejo perdido nesse caldeirão, onde o certo e o errado se misturam, e onde é proibido questionar, posso contar com a lembrança da sábia definição, deixada por meu pai:
"Certo é tudo aquilo cujas consequências você pode encarar de cabeça erguida."
Pronto. Isso me basta para seguir em frente.

PS: É claro que, quando meu pai falava em "cabeça erguida", ele não era capaz de imaginar a cara-de-pau que as pessoas têm, para defender de cabeça erguida o indefensável. Assim, a definição ainda me é suficiente.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Como o Google Sidewiki pode revolucionar a Democracia

O Google lançou o Sidewiki: um serviço que permite a qualquer pessoa adicionar um comentário a qualquer página na internet. Para utilizá-lo, basta instalar a barra de ferramentas do Google em seu navegador (Firefox ou IE).

Com ele instalado, para adicionar um comentário a qualquer página, basta clicar no botão da barra de ferramenta, e digitar. Simples assim. Seu comentário poderá ser lido por todas as outras pessoas que também possuam a ferramenta, e que visitem aquela mesma página. Sempre que você visitar uma página que já possui comentários adicionados por outras pessoas, aparecerá uma discreta barra vertical, à esquerda da página, que poderá ser expandida para dar acesso às mensagens. A ferramenta permite, ainda, que os usuários votem positivamente ou negativamente nos comentários uns dos outros, criando um sistema aberto de moderação.

É evidente que esse recurso poderá ser usado de mil maneiras, com milhares de propósitos! - você poderá adicionar comentários, lembretes, recados, complementos, links para conteúdos relacionados, aos seus sites preferidos ou em sua rede social... entretanto, o poder dessa nova ferramenta é inimaginável e, certamente, vai muito além da web. Ela tem o potencial para transformar a sociedade.

Imagine, por exemplo, que qualquer cidadão poderá, livremente, anexar mensagens às páginas de políticos, de órgãos governamentais, de veículos de imprensa, de empresas... mesmo que essas não possuam o recurso para postar comentários, ou onde a postagem dependa de moderação.

É a Democracia, e a Liberdade de Expressão, levada ao seu limite máximo. Agora sim, todos têm o mesmo direito para expressar seus pensamentos.

Detalhe: os comentários não são anônimos. Para usar o serviço, você deverá estar logado como usuário do Google, portanto, se fizer comentários caluniosos, ofensivos, etc, poderá ser identificado, portanto... aprecie com moderação! - Com grande poder, vem grande responsabilidade!

Acredito (e espero) que essa ferramenta tem tudo para se transformar em algo tão revolucionário e transformador quanto a Wikipedia... só o tempo dirá.

Vamos lá! - Instale o Google Sidewiki agora mesmo, e exerça a sua liberdade de expressão!

Deixe o seu comentário!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Artigos mais recentes:

Artigos mais lidos:

.