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domingo, 3 de maio de 2009

GRIPEBRANDA E LULA TRÊS

Rui Martins

Berna (Suiça) - Será que sou o único tonto do planeta ?

Por favor leitores, pode ser que as artérias entupiram e começo a falar besteira. Neste caso, me avisem para eu praticar minha eutanásia.

Vejam bem, na semana passada estive em Genebra fazendo uma reportagem sobre a malária. Durante mais de 40 anos, os laboratórios farmacêuticos se negaram a fabricar um produto derivado de uma planta chinesa, da família das artemísias, porque os beneficiários desse remédio, principalmente os africanos e alguns países asiáticos, não tinham poder de compra.

E, enquanto isso, um milhão de africanos por ano, a maioria crianças, continua morrendo.

Agora algumas fundações de trilionários mais um imposto por passageiro de avião, criado pelo ex-presidente francês Chirac e o nosso Lula, permitem o financiamento da compra e distribuição em massa desse remédio, coisa de 250 milhões de doses para começar, e os africanos vão poder se curar da malária porque os laboratórios decidiram fabricar.

Dizem mesmo que, em algumas décadas, a malária poderá ser erradicada porque diminuindo o número de infectados os mosquitos vetores continuarão picando as pessoas mas sem transmitir o parasita.

Perceberam? Os laboratórios farmacêuticos podem ter o remédio mas só comercializam se houver um bom mercado, que garanta um bom rendimento.

Um milhão de mortos por ano, na África. Ou será que quando se tem a pele preta se vale menos? Pode ser isso também.

Ora, no último telejornal que vi, aparecia um mapa da Europa cobrindo toda a tela e os números 1, 3, 2, 4, 2, 2, 1 espalhados em cima dos países da União Européia. Sabem o que eram esses números? O de mortos com a atual gripe A, ou suína ou mexicana.

Será que estou dizendo besteira? A OMS colocou a gripe A no nível 5, os jornais e tevê só falam nisso, e talvez aqui se possa usar o linguajar da Folha de São Paulo, aqui sim talvez se possa falar em gripebranda. A histeria levou o governo egípcio, que não come porco, a mandar exterminar 250 mil porcos, deixando os coptas cristãos sem ter o que comer.

Mas, na minha santa ignorância, pergunto – por que a malária na África não foi nunca colocada no nível 6, mesmo se ela mata um milhão por ano e se pode pegar malária até no avião? Por que, ao contrário do que ocorreu com as granjas de frangos de rendimento intensivo em Hong-Kong e China, quase nada se fala ou se mostra das criações mexicanas intensivas de porcos onde surgiu o vírus da gripe suína? E quanto os países estão gastando com o Tamiflu da Roche ?

E se essa gripe suína for tão forte como aquela que peguei no ano passado e que só mata mesmo desnutrido?

Será que o tonto sou eu ou somos todos nós ?

EM TEMPO: Na quarta-feira escrevi se não é o caso de se perguntar ao povo se gostaria de reeleger Lula. Afinal, como disseram alguns leitores nos seus comentários, na democracia é o desejo do povo que vale e, se o presidente tem 76% ou mais de apoio, deve haver muita gente querendo isso.

E já que a descrença nos partidos é geral, por que não se fazer uma sondagem? Não interessa à imprensa fazer tal sondagem? Então, por que não sondamos nós mesmos o terreno?

Aqui no Direto da Redação e em outros blogs que reproduziram a coluna, como o do Azenha, houve uma explosão de reações.

Como metade dos comentários foi favorável à reeleição de Lula, peço para quem ler esta coluna num outro site que não o Direto da Redação, para me contatar pelo email ruimartins@hispeed.ch caso seja favorável a um plebiscito por um terceiro mandato de Lula.


Fonte: Rui Martins - DIRETO DA REDAÇÃO

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Yes, nós temos o Lula!

O elogio de Barak Obama ao nosso presidente Lula, na reunião do G20, repercutiu, aqui, como um soco no estômago daqueles brasileiros que não se conformam com o brilho e o sucesso de um homem que, nascido pobre, de família analfabeta, enfrentou e venceu todos os obstáculos, e tornou-se um estadista com projeção internacional.


Os obstáculos impostos ao Luís Inácio da Silva, ao longo de sua vida, não foram simples obras do acaso, azares do destino, vontades de Deus. São obstáculos cuidadosamente criados, desenvolvidos e aperfeiçoados, ao longo de séculos, por uma sociedade elitista, aristocrática, que cuida e protege muito bem dos seus rígidos e eficazes mecanismos de estratificação e segregação social. Seca, fome, má distribuição de renda, exclusão social e educacional, preconceito, são apenas alguns desses obstáculos aparentemente casuais. O Lula venceu todos eles.

Quem é essa aristocracia brasileira, criadora e mantenedora dos mecanismos de controle social acima mencionados?

Infelizmente, não são apenas os barões e coronéis, herdeiros das capitanias, donos de grandes fortunas e extensões de terras, descendentes de sangue nobre, de famílias "de nome", sempre ligadas ao poder. Muitos brasileiros sem pedigree, sem grandes posses, sem sangue azul incorporaram a cultura e os valores da legítima aristocracia, dando-lhe forças, a baixo custo. São membros da classe média, aqueles que possuem um carro, uma casa financiada ou alugada, às vezes um diploma universitário (mas nenhuma cultura) e, por isso, julgam-se no direito de olhar para os menos abastados com ares de desdém, e não hesitam em colocá-los de volta ao seu "devido lugar", quando necessário. Esse exército alienado, acéfalo, de pobres almas sem opinião própria, a serviço dos "formadores de opinião" - a imprensa controlada pelos verdadeiros aristocratas - forma uma eficaz barreira de proteção, que amortece os possíveis conflitos sociais, logo em sua origem. São os pobres de espírito, controlando os pobres de recursos.


Assim como mestiços que se dizem neo-nazistas, esses pretensos aristocratas sem posses, intelectuais sem cultura, não percebem o papel ridículo que desempenham. Criticam, condenam e atacam categorias que incluem a si mesmos, impedindo o próprio sucesso, e de seus semelhantes. Essa lógica sem sentido dá origem a brasileiros que não acreditam no Brasil, e não aceitam qualquer tipo de sucesso brasileiro. Admiram e consomem todo tipo de produto com tecnologia importada, mas não querem estudar, para desenvolver a tecnologia aqui mesmo.

Esses são os brasileiros que não toleram o Lula, "o cara" que furou todos os bloqueios, e chegou ao topo da pirâmide. Como zagueiros passados para traz por um driblador genial, tentam a derrubá-lo a qualquer custo. Incapazes de criticar o conteúdo do que ele diz, criticam seus erros de português. Sem a menor noção de sua dimensão histórica e política, criticam ações e decisões pontuais. Inconformados com o sucesso de um presidente de origem pobre e sem diploma de nível superior, não se cansam de compará-lo ao seu antecessor, o sociólogo que se julga melhor que todo mundo, só porque respirou os ares de Sorbonne.

Pois é... gostem ou não, ninguém menos que o Barak Obama, o político mais poderoso e mais popular da atualidade, diplomado em Harvard, disse que "Lula é o cara". E não foi um comentário irônico, nem simples gentileza, como querem sugerir alguns - é a opinião de um estadista que, justamente por suas opiniões, ocupa posição de maior destaque no cenário político atual.

Não estou supervalorizando a declaração do Obama, até por ser redundante, já que é sabido que o Lula goza do respeito e admiração de vários outros líderes, de igual importância. Estou apenas me divertindo com a indisfarçável inveja de nossos aristocratas sem pedigree.

Também não estou beatificando o Lula. Estou reconhecendo nele o símbolo de um Brasil que pode dar certo, de um Brasil que valoriza a si mesmo, que reivindica o merecido respeito internacional, que tem orgulho de sua história, e se coloca de igual para igual, frente a qualquer outra nação. Enquanto o Brasil dos aristocratas é um país subdesenvolvido, atrasado, improdutivo, dependente e cheio de problemas, o Brasil do Lula é um país rico, independente, uma potência econômica, uma democracia respeitável.

Sim, nós temos o Lula!!! - e temos bananas, também!!! - bananas para todos!!!


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domingo, 22 de março de 2009

Gilmar Mendes, Protógenes Queiroz e a Satiagraha

Um breve resumo:

A Operação Satiagraha é uma operação da Polícia Federal Brasileira contra o desvio de verbas públicas, a corrupção e a lavagem de dinheiro, desencadeada no início de 2004 e que resultou na prisão, em 8 de julho de 2008, determinada pela 6ª Vara da Justiça Federal em São Paulo, de vários banqueiros, diretores de banco e investidores, dentre os quais, o banqueiro Daniel Dantas.

A partir daquele momento, o que deveria ser mais uma bem sucedida operação da PF, sofreu uma reviravolta surpreendente.
  • Em 9 de julho, menos de 24 horas após a prisão, "o presidente do STF, Gilmar Mendes, decidiu pela liberação do empresário Daniel Dantas, de Verônica Dantas (irmã e parceira de negócios), e de mais nove pessoas presas na terça na Operação Satiagraha da Polícia Federal." - Folha Online.
  • Em 14 de julho, Protógenes Queiroz, o delegado da PF que conduziu as investigações, é afastado do caso, e investigado em duas sindicâncias internas na PF.
Muita água rolou desde então, sempre no sentido de incriminar e desqualificar Protógenes e sua equipe, acusados de usar os recursos da PF para fazer, de forma indiscriminada, escutas telefônicas sem autorização. Mesmo sem jamais surgir uma prova sequer sobre a materialidade de tais escutas, esse assunto se disseminou na mídia dominante, como uma verdade absoluta, inquestionável.

O escândalo mais recente:

Leandro Fortes, jornalista da Carta Capital, denuncia:
No dia 11 de março de 2009, fui convidado pelo jornalista Paulo José Cunha, da TV Câmara, para participar do programa intitulado “Comitê de Imprensa”, um espaço reconhecidamente plural de discussão da imprensa dentro do Congresso Nacional. A meu lado estava, também convidado, o jornalista Jailton de Carvalho, da sucursal de Brasília de O Globo. O tema do programa, naquele dia, era a reportagem da revista Veja, do fim de semana anterior, com as supostas e “aterradoras” revelações contidas no notebook apreendido pela Polícia Federal na casa do delegado Protógenes Queiroz, referentes à Operação Satiagraha.

(...)

Terminada a gravação, o programa foi colocado no ar, dentro de uma grade de programação pré-agendada, ao mesmo tempo em que foi disponibilizado na internet, na página eletrônica da TV Câmara. Lá, qualquer cidadão pode acessar e ver os debates, como cabe a um serviço público e democrático ligado ao Parlamento brasileiro. O debate daquele dia, realmente, rendeu audiência, tanto que acabou sendo reproduzido em muitos sites da blogosfera.

Qual foi minha surpresa ao ser informado por alguns colegas, na quarta-feira passada, dia 18 de março, exatamente quando completei 43 anos (23 dos quais dedicados ao jornalismo), que o link para o programa havia sido retirado da internet, sem que me fosse dada nenhuma explicação. Aliás, nem a mim, nem aos contribuintes e cidadãos brasileiros. Apurar o evento, contudo, não foi muito difícil: irritado com o teor do programa, o ministro Gilmar Mendes telefonou ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, do PMDB de São Paulo, e pediu a retirada do conteúdo da página da internet e a suspensão da veiculação na grade da TV Câmara. O pedido de Mendes foi prontamente atendido.

Felizmente, os vídeos estão disponíveis no YouTube (até que alguém os tire de lá, também). Sem dúvida alguma, é uma entrevista que vale a pena ser vista, e divulgada. Nela, os jornalistas expõem, de forma clara e didática, um pouco do que está por trás de toda essa história.







Não podemos deixar que a censura retorne em nosso País.

Denuncie, passe esse link adiante, e deixe seu comentário.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Entenda a Crise Financeira

Economia é uma das minhas paixões. É claro que, com a minha formação em Engenharia, as sutilezas dos modelos econômicos ainda me parecem um tanto nebulosos, mas talvez seja exatamente essa complexidade e incerteza, inerente aos modelos econômicos, que tornem a Economia uma ciência tão apaixonante.

Já li vários livros e artigos sobre economia, mas nenhum deles é tão preciso e elucidativo quanto a entrevista abaixo (legendas em português).

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Jovem é demitida por comentário no Facebook



A britânica Kimberely Swann, de 16 anos, foi demitida após escrever no site de relaciomentos Facebook que seu emprego era chato. A jovem trabalhou por três semanas no escritório administrativo da empresa Ivell Marketing & Logistics, em Clacton (Essex), antes de ser demitida, diz o jornal “Daily Mail”.

De acordo com Kimberely, seus chefes lhe entregaram uma carta informando sobre a decisão.

Por conta dos comentários feitos no Facebook sobre seu trabalho e a companhia, e considerando que você não está feliz e não gosta do que faz, achamos que seria melhor acabar imediatamente com sua contratação na Ivell Marketing & Logistics”, dizia o texto.

Fonte: G1

Qual a sua opinião sobre esse caso? a atitude da empresa foi correta?

Independente de nossa opinião, o fato é que, em ambientes democráticos, cada um tem o direito de expressar o que pensa, como o fez a jovem Kimberely, mas também cada empresa tem o direito de contratar ou demitir quem ela quiser (respeitados os direitos trabalhistas de cada local). Em resumo, os dois lados estão certos, e não há o que discutir. É a regra do jogo.

Esse não é - e não será - o único caso de problemas profissionais causados por informações que publicamos na internet; então, é melhor entender como as coisas funcionam, em vez de discutir como deveriam funcionar.

Antes de ir para uma entrevista de emprego, você certamente toma um bom banho, coloca uma roupa arrumada, capricha no visual, cabelo, etc... tudo para causar uma boa impressão, mas esse esforço pode ser em vão, se você tiver uma imagem "negativa" publicada no orkut, Facebook, ou qualquer outro site de rede social. De nada adianta o seu visual comportado na hora da entrevista, se você tiver fotos "zoando geral com a galera"... de nada adianta expressar-se de forma ponderada, politicamente correta, se você publicou textos neo-nazistas, ou qualquer outra abobrinha do tipo.

O rastro que você deixa na internet é um testemunho de quem você é, com quem você anda, o que você pensa e o que você faz... e esse rastro ficará na rede, para sempre. As bobagens que você publicou quando adolescente podem lhe causar sérios problemas quando você for um respeitado senhor.

Uma coisa é certa: cada vez mais, as empresas estão consultando a internet, para obter informações sobre seus candidatos / empregados. Isso é invasão de privacidade??? - claro que não!!! - pois foi você mesmo quem publicou as informações, para todos terem acesso!

A internet nos traz um grande poder de expressão mas, com grande poder, vem uma grande responsabilidade. Da próxima vez que você for postar alguma coisa na net, pense nisso!

Leia também: Adolescentes enquadrados por pornografia infantil, nos EUA

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Entenda a licença Creative Commons

Esse vídeo apresenta, de forma muito fácil e clara, o que é a licença Creative Commons, e quais seus objetivos.



A propósito... conforme indicado no rodapé desta página, todo o conteúdo desse blog está licenciado sob CC-BY-SA, e isso significa que eu estou declarando publicamente que qualquer pessoa pode usar esse conteúdo, no todo ou em partes, literalmente ou com alterações, de forma isolada, ou remixado com outros conteúdos, para qualquer fim que deseje - com apenas duas condições: que indique a fonte (BY), e que também usem essa mesma licença para seus trabalhos derivados (SA), ok?

Faço isso porque acredito - assim como todos os outros milhões de pessoas que também aderiram à licença CC, ou outras licenças livres - que o conhecimento não é propriedade individual, mas da humanidade. O conhecimento que eu possuo hoje, em minha mente, originou-se de todas as informações que eu colhi, do mundo, ao longo de minha vida. Meu pensamento é a soma das influências de tudo o que eu ouvi, vi, li e senti, interagindo com outras pessoas. Portanto, minhas criações não são apenas minhas, mas de todas essas pessoas que me influenciaram...

Pense nisso, e seja mais criativo, compartilhando sua criatividade!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Adolescentes são enquadrados por pornografia infantil nos EUA

Três garotas, que supostamente enviaram de seus celulares fotos de si mesmas, nuas ou seminuas, e três garotos, que receberam as imagens, foram acusados de pornografia infantil, pela polícia da Pensilvânia, nos EUA. Todos os adolescentes, que têm idade entre 14 e 17 anos, estudam na mesma escola.

A polícia informou que funcionários da escola perceberam que um(a) estudante foi visto(a) usando um celular durante a aula, o que é proibido na escola. O aparelho então foi apreendido, e as fotos foram encontradas. A investigação policial levou aos outros celulares, com mais fotos.

As garotas estão sendo acusadas de produção, distribuição e posse de pornografia infantil, e os garotos são acusados de posse.

Várias coisas surpreendem nessa curta notícia:

Em primeiro lugar, tudo bem ser proibido usar o celular durante as aulas - acho até que todas as escolas daqui deveriam adotar a mesma prática, mas... é correto um funcionário da escola apreender e bisbilhotar o aparelho, ao ponto de encontrar as fotos? Do meu ponto de vista, isso é invasão de privacidade.

Segundo, é realmente esse o encaminhamento adequado para o caso em questão? Não conheço as leis da Pensilvânia, mas acredito que lá, assim como aqui no Brasil, a intenção da lei é proteger as crianças e adolescentes contra a exploração por parte de terceiros, adultos ou não, mas não foi esse o caso.

As garotas tiraram fotos de si mesmas, aparentemente sozinhas, espontaneamente, e enviaram para os colegas. Nada indica que os garotos tenham, sequer, "induzido" as colegas a tirarem as fotos, tanto é que estão sendo acusados apenas pela posse das imagens. Se algum desses adolescentes tivesse vazado as fotos publicamente, para quaisquer outras pessoas, poderíamos até falar em crime de "distribuição", mas, até onde a imprensa relata, as imagens estavam restritas a esse pequeno grupo de amigos.

Para mim, isso foi uma brincadeira de adolescentes, nada mais. É claro que foi uma brincadeira inadequada, e eles deveriam ser orientados a não repeti-la. Argumentos para isso não faltam.

Em vez de levar o caso à polícia, e transformar uma brincadeira privada em um fato com repercussão internacional, a escola poderia ter chamado os pais e alunos envolvidos para uma conversa reservada - talvez até com a presença de uma autoridade, tipo "conselho tutelar"... esses adolescentes poderiam até ser repreendidos, pegar uma suspensão, ficar de castigo em casa, perder os celulares por um tempo... mas jamais serem acusados criminalmente de produção, distribuição e posse de material pornográfico.

Se houve um crime, nessa história toda, foi do funcionário da escola, que invadiu o celular, sem um mandado.

A questão que fica no ar é se a escola agiu dessa forma porque as leis da Pensilvânia assim determinam, ou se foi realmente falta de sensibilidade dos dirigentes. No Brasil, nosso Legislativo está discutindo leis sobre "pedofilia" e "crimes digitais". Em alguns pontos, essas leis até se cruzam, criando possibilidades para que casos absurdos, como esse, aconteçam por aqui.

notícia publicada na Folha Online,
informações adicionais (em inglês): WXPI, Pittsburg

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Mundo Virtual

Como eu vim parar aqui???

Bem... tudo começou por volta de 1996, quando todos falavam dessa tal de intenet. É claro que eu, como professor de um curso técnico, já havia lido muita coisa sobre essa nova tecnologia. Sabia como ela havia surgido, sua estrutura, os serviços que poderia oferecer, e tinha até opinião formada sobre sua importância, e evolução futura.

O fato é que, naquela época, eu me considerava um profundo conhecedor do assunto, até que, um dia, vi dois alunos conversando em minha sala de aula, empolgados, sobre algo que tinham visto na internet... foi somente nesse dia que percebi que eu sabia muito sobre os detalhes dessa tecnologia, mas nunca havia experimentado nem usufruído dos benefícios dela!!!

Naquele mesmo dia, turbinei o meu 486, instalei um modem US Robotics de 33kbps, contratei um provedor de acesso e...

...e nada! - do alto da minha ignorância, eu tentei acessar a internet usando o gerenciador de arquivos, e não um navegador.

Coisa típica de professor sabichão... enquanto eu me deleitava no meu protegido mundo virtual, lendo nos livros e revistas os detalhes internos dessa nova tecnologia, todas as outras pessoas simplesmente começavam a usá-la. Afinal, o que há de tão fantástico na internet, assim como em outras tantas tecnologias, é exatamente a forma como elas entram naturalmente em nossos quotidianos, e passam a fazer parte de nossas realidades.

E foi assim, instigado por uma conversa entre meus alunos, que eu saí do mundo virtual, e vim parar aqui.

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