Vivemos em uma sociedade doente, em crise. Violência, desemprego, fome... por que essas coisas acontecem, justo no nosso auge científico e tecnológico?
domingo, 20 de novembro de 2011
Podemos construir uma Sociedade melhor? - Parte I
Vivemos em uma sociedade doente, em crise. Violência, desemprego, fome... por que essas coisas acontecem, justo no nosso auge científico e tecnológico?
sábado, 8 de outubro de 2011
Steve Jobs
Conheça um pouco mais sobre sua história, e sua personalidade marcante:
Steve Jobs: um apanhado da vida e da carreira desse gênio da tecnologia
Discurso em Stanford
Piratas do Vale do Silício
segunda-feira, 30 de maio de 2011
JG: Especial sobre as Universidades brasileiras
24/05/2011 - Universidades brasileiras possuem deficiências graves em estrutura
25/05/2011 - Pesquisadores de universidades falam da burocracia para trabalhar
26/05/2011 - Universidades americanas estão entre as melhores instituições do mundo
27/05/2011 - Universidades driblam burocracia e produzem pesquisas surpreendentes
domingo, 10 de abril de 2011
O Linux completará 20 anos!!!
segunda-feira, 28 de março de 2011
Micro-Veículos Aéreos
quarta-feira, 2 de março de 2011
Conrad Wolfram: Ensinando às crianças matemática de verdade com computadores
Fonte: Conrad Wolfram: Ensinando às crianças matemática de verdade com computadores
Temos um problema real com o ensino de matemática atualmente. Basicamente, ninguém está muito contente. Os que estão aprendendo acham que ela é algo isolado, desinteressante e difícil. Os que tentam aplicá-la acham que não sabem o suficiente. Os governos percebem que é muito importante para nossas economias, mas não sabem como adequá-la. E os professores também estão frustrados. Mas matemática é mais importante para o mundo do que em qualquer momento da história humana. Então em uma ponta temos o interesse decrescente na educação matemática, e na outra temos um mundo mais matemático, e mais quantitativo do que jamais tivemos.
Então qual é o problema, porque surgiu esta lacuna, e o que podemos fazer para resolver isto? Bem, na verdade, eu acredito que a resposta está na nossa cara. Usem computadores. Eu acredito que usar corretamente os computadores seja a solução definitiva para fazer a educação matemática funcionar. Então para explicar isto, primeiro vou falar um pouco sobre como a matemática é na vida real e como ela é na educação. Vejam, na vida real a matemática não é necessariamente feita por matemáticos. Ela é feita por geólogos, engenheiros, biólogos, todo o tipo de pessoa -- modelagem e simulação. Ela é bem popular, na verdade. Mas na educação ela parece bem diferente -- problemas elementares, muitos cálculos -- a maioria na mão. Muitas coisas que parecem simples e não difíceis como na vida real, exceto se você estiver aprendendo. E outra coisa sobre matemática: matemática às vezes se parece com matemática -- como neste exemplo aqui -- e às vezes não -- tipo, "estou bêbado?" E aí temos a resposta que é quantitativa no mundo moderno. Você não esperaria por isto alguns anos atrás. Mas você pode descobrir tudo sobre -- infelizmente, meu peso é um pouco maior que isto, mas -- sobre o que acontece.
Então vamos nos afastar um pouco e perguntar, por que estamos ensinando matemática às pessoas? Qual é o propósito de ensinar matemática às pessoas? E em particular, porque estamos ensinando matemática em geral? Porque é uma parte tão importante da educação como uma matéria obrigatória? Bem, acredito que existem três razões: empregos técnicos, tão críticos ao desenvolvimento das nossas economias, o que eu chamo de vida cotidiana. Para funcionar no mundo atual, é preciso ser muito quantitativo, mais do que alguns anos atrás. Calcular sua hipoteca, estar cético das estatísticas do governo, este tipo de coisas. E em terceiro lugar, o que eu chamaria de algo como treino da mente lógica, pensamento lógico. Com os anos tivemos muito esforço da sociedade para sermos capazes de pensar e processar de maneira lógica; é parte da sociedade humana. É muito importante aprender isto. A matemática é uma grande forma de fazer isto.
Então vamos fazer outra pergunta. O que é matemática? O que queremos dizer quando falamos que fazemos matemática, ou que ensinamos as pessoas a fazer matemática? Eu penso que se referem a quatro passos, aproximadamente, a começar por fazer a pergunta certa. O que queremos perguntar? O que estamos tentando descobrir aqui? E esta é a coisa mais errada no mundo exterior, virtualmente além de de qualquer outra parte da matemática. As pessoas perguntam a coisa errada, e claro, recebem a resposta errada, por esta razão, senão por outras. Então o próximo passo é pegar este problema e transformá-lo de um problema do mundo real em um problema matemático. Este é o segundo estágio. Uma vez isto feito, então temos o passo da computação. Transforme em uma resposta em forma matemática. E é claro, a matemática é poderosa para isto. E então finalmente, leve de volta ao mundo real. Respondeu a questão? E também verifique o resultado -- um passo crucial. E aqui está a incoerência disto. Em educação matemática, gastamos em torno de 80% do tempo talvez ensinando as pessoas a fazer o passo três na mão. Mas este é um passo que computadores podem fazer melhor que qualquer humano com anos de prática. Ao invés disto, deveríamos estar usando computadores para fazer o passo três e usando os estudantes para botar muito mais esforço aprendendo a fazer os passos um, dois e quatro -- conceitualizando problemas, aplicando os passos, fazendo o professor ensinar como fazer isto.
O ponto crucial aqui é: matemática não é igual a calcular. Matemática é uma matéria muito mais ampla que cálculos. É compreensível que tudo isto tenha se entrelaçado ao longo dos séculos. Só havia uma forma de fazer cálculos: manualmente. Mas nas últimas décadas isto mudou completamente. Tivemos a maior transformação de qualquer matéria antiga que eu jamais poderia imaginar com computadores. Calcular era geralmente o passo limitante, e agora frequentemente não é. Então eu penso em termos de a matemática ter se libertado dos cálculos. Mas esta libertação da matemática ainda não chegou na educação. Vejam, eu penso em cálculos, de certa forma, como o maquinário da matemática. É a tarefa elementar. É a coisa que você gostaria de evitar se pudesse, dar a uma máquina para ela fazer. É um meio para um fim, não o fim em si. E a automação nos permite ter este maquinário. Os computadores nos permitem fazer isto. E este não é um probleminha. Eu estimei que, atualmente no mundo, gastamos cerca de 106 vidas em média ensinando as pessoas a calcular manualmente. Este é um empenho humano assombroso. Então é melhor termos muita certeza -- e, a propósito, a maioria nem se divertiu aprendendo. Então é melhor termos muita certeza que sabemos o porquê de estarmos fazendo isto e que tenha um propósito real.
Eu acho que devemos aceitar os computadores fazendo os cálculos e só fazer cálculos manualmente quando fizer sentido ensinar isto às pessoas. E eu acredito que existem alguns casos. Por exemplo: aritmética mental. Eu ainda faço muito disto, especialmente para estimar. As pessoas dizem, isto e aquilo é verdade, e eu digo, hmm, não sei não. Vou pensar um pouco a respeito. Ainda é mais rápido e mais prático fazer isto. Então eu penso que praticidade é um caso que compensa ensinar às pessoas a calcular manualmente. E também existem alguns aspectos conceituais que também podem se beneficiar do cálculo manual, mas eu acho que eles são relativamente poucos. Uma coisa sobre a qual eu pergunto com frequencia é grego antigo e como ele se relaciona a isto. Vejam, o que estamos fazendo agora, é que estamos forçando as pessoas a aprender matemática. É um assunto importante. Não estou por um minuto sugerindo que, se as pessoas estão interessadas em calcular manualmente ou em seguir seus próprios interesses em qualquer assunto, por mais bizarro -- elas deveriam fazer isto. Isto é exatamente a coisa certa, as pessoas seguirem seus próprios interesses. Eu estava um pouco interessado em grego antigo, mas eu não acho que nós deveríamos forçar toda a população a aprender uma matéria como grego antigo. Eu não acho que se justifique. Por isso faço a distinção entre o que estamos forçando as pessoas a fazer e o assunto que está na moda e o assunto que, de certo modo, as pessoas podem seguir por interesse próprio e talvez até serem incentivadas a isto.
Então quais são os problemas que as pessoas veem nisto? Bem, um deles é que, elas dizem, você precisa aprender o básico primeiro. Você não deveria usar a máquina até você saber o básico do assunto. Então minha pergunta habitual é, o que significa básico? Básico do quê? O básico de dirigir um carro é aprender a consertá-lo, ou projetá-lo por acaso? O básico para aprender a escrever é saber afiar um bico-de-pena? Acho que não. Acho que você precisa separar o básico daquilo que você está tentando fazer de como é feito e a mecânica de como fazer. E a automação permite fazer esta separação. Cem anos atrás, certamente é verdade que para dirigir um carro você meio que precisava saber muito sobre a mecânica do carro e como o tempo de ignição funcionava e coisas do tipo. Mas automação em carros permitiu separar isto, então dirigir agora é um assunto muito separado, por assim dizer, da engenharia do carro ou do aprendizado de como consertá-lo. Então a automação permite esta separação e também permite -- no caso da direção, e eu acredito também no caso futuro da matemática -- um modo democratizado de fazer isto. Pode ser difundido por um número muito maior de pessoas que realmente consiga trabalhar com isto.
Então tem outra coisa que vem com o básico. As pessoas confundem, eu acredito, a ordem das invenções das ferramentas com a ordem na qual elas deveriam ser usadas no ensino. Só porque o papel foi inventado antes dos computadores, não necessariamente significa que você consegue chegar mais no básico da matéria usando papel ao invés de um computador para ensinar matemática. Minha filha me proporcionou uma narrativa um tanto bacana sobre isto. Ela gosta de fazer o que ela chama de laptop de papel. (Risos) Então eu perguntei a ela um dia, "Sabe, quando eu tinha a sua idade, eu não fazia estas coisas. Você sabe por quê?" E depois de um ou dois segundos de cuidadosa reflexão, ela disse, "Não tinha papel?" (risos) Se você nasceu depois dos computadores e do papel, não faz diferença a ordem que usam isto para lhe ensinar, você só quer ter a melhor ferramenta.
Então outro que aparece é "computadores simplificam a matemática." Que de alguma forma, se você usa um computador, é só um apertar de botões estúpido, mas se você faz manualmente, é tudo esforço intelectual. Isto meio que me incomoda, preciso dizer. Nós realmente acreditamos que a matemática que a maioria das pessoas está praticando na escola hoje realmente é algo além de aplicar procedimentos a problemas que elas não compreendem de fato, por razões que elas não entendem? Acho que não. E o que é pior, o que elas estão aprendendo lá nem é mais útil na prática. Pode ter sido 50 anos atrás, mas não é mais. Quando eles estão fora da escola, eles fazem no computador. Só para deixar claro, eu penso que os computadores realmente podem ajudar com este problema, de fato, tornando-o mais conceitual. Claro, como qualquer grande ferramenta eles podem ser usados de forma completamente negligente, como transformar tudo em um show multimídia, como no exemplo que me mostraram alguém resolvendo uma equação manualmente, onde o computador era o professor -- ensinando ao estudante como manipular e resolver manualmente. Isto é loucura. Por que estamos usando computadores para mostrar a um aluno como resolver manualmente um problema que o computador deveria estar resolvendo? Tudo ao contrário.
Deixe-me mostrar que você também pode tornar os problemas mais difíceis de calcular. Normalmente na escola, você faz coisas como resolver equações de segundo grau. Mas quando você está usando um computador, você pode simplesmente substituir. Torne-a uma equação do quarto grau; torne-a mais difícil, em relação ao cálculo. Os mesmos princípios se aplicam -- cálculos, mais difíceis. E problemas do mundo real parecem malucos e horríveis como isto. São problemas bem cabeludos. Eles não são as coisas simples, elementares que vimos na matemática da escola. E pense no mundo exterior. Nós realmente acreditamos que engenharia e biologia e todas estas outras coisas que tem se beneficiado tanto com os computadores e a matemática de alguma forma conceitual foram reduzidos por usar computadores? Creio que não; muito pelo contrário. Então o problema que realmente temos na educação matemática não é que os computadores podem simplificá-la, mas que tenhamos problemas simplificados no momento. Bem, outro problema que as pessoas levantam é que de alguma forma os procedimentos de calcular manualmente ensinam a compreensão. Então se você passar por muitos exemplos, você pode conseguir a resposta -- você pode entender como o básico do sistema funciona melhor. Eu creio que há uma coisa que eu acho muito válida aqui, que é que eu acho que entender os procedimentos e os processos é importante. Mas tem uma forma fantástica de fazer isto no mundo moderno. É chamado de programação.
Programação é como a maioria dos procedimentos e processos são escritos hoje em dia, e também é uma ótima forma de envolver muito mais os estudantes e verificar que eles realmente entenderam. Se você realmente quer ter certeza que entende matemática então escreva um programa para fazê-la. Creio que é pela programação que deveríamos verificar a compreensão. Então para deixar claro, o que eu realmente estou sugerindo aqui é que temos a oportunidade única de tornar a matemática mais prática e mais conceitual, simultaneamente. Eu não consigo pensar em nenhuma outra matéria onde isto tenha sido possível recentemente. Geralmente é um tipo de escolha entre o vocacional e o intelectual. Mas eu acho que podemos fazer ambos ao mesmo tempo aqui. E nós abrimos tantas possibilidades a mais. Você pode fazer tantos problemas a mais. O que eu realmente acho que ganhamos disto é estudantes adquirindo intuição e experiência em muito mais quantidades do que eles jamais tiveram antes. E experiência com problemas mais difíceis -- poder brincar com a matemática, interagir com ela, senti-la. Nós queremos pessoas que possam sentir a matemática instintivamente. É isto que o computador nos permite fazer.
Outra coisa que ele nos permite fazer é reordenar o currículo. Tradicionalmente é por quão difícil é calcular, mas agora podemos reordená-lo por quão difícil é entender os conceitos, independente de quão difícil é calcular. Cálculo tradicionalmente é ensinado muito tarde. Por que isto? Bem, é muito difícil fazer os cálculos, este é o problema. Mas na verdade muitos dos conceitos são compreensíveis para uma faixa etária muito mais jovem. Este é um exemplo que eu criei para a minha filha. E muito, muito simples. Estávamos falando sobre o que acontece quando você aumenta o número de lados de um polígono para um número muito grande. E é claro, ele se transforma em um círculo. E a propósito, ela também insistiu muito em ser possível trocar a cor, um aspecto importante para esta demonstração. Você pode ver que este é um passo muito primitivo em direção a limites e cálculo diferencial e o que acontece quando você leva as coisas ao extremo -- e lados muito pequenos e um número muito grande de lados. Exemplo muito simples. Esta é uma visão do mundo que geralmente não damos às pessoas até muitos, muitos anos depois. E ainda assim, é uma visão prática do mundo muito importante. Então um dos bloqueios que temos ao levar este plano adiante são os exames. No fim, se testamos todos manualmente nas provas, é meio que difícil conseguir mudar os currículos a um ponto onde eles possam usar computadores durante os semestres.
E uma das razões pelas quais é tão importante -- então é muito importante ter computadores nas provas. Então podemos fazer questões, questões reais, questões como, qual é a melhor política de seguro de vida a escolher? -- questões reais que pessoas tem na sua vida cotidiana. E vejam, isto não é um modelo idiotizado aqui. Isto é um modelo real onde podemos ser solicitados a otimizar o que acontece. quantos anos de proteção você necessita? O que isto faz aos pagamentos e às taxas de juros e assim por diante? Não estou em nenhum momento sugerindo que seja o único tipo de questão que deveria ser perguntado em provas, mas acredito que seja um tipo muito importante que no momento é completamente ignorado e é crítico para as pessoas terem um entendimento real.
Então eu acredito que uma reforma crítica precisa ser feita na matemática baseada em computadores. Precisamos ter certeza que podemos levar nossas economias adiante, e também nossas sociedades, baseado na idéia de que as pessoas realmente podem sentir matemática. Isto não é um extra opcional. E o país que fizer isto primeiro vai, no meu ponto de vista, dar um salto à frente dos outros alcançando mesmo uma nova economia, uma economia aprimorada, uma perspectiva aprimorada. De fato, eu até digo para nos movermos daquilo que chamamos de economia do conhecimento para aquilo que chamaríamos de economia do conhecimento computacional, onde a matemática de alto nível está integrada ao que todos fazem da forma que o conhecimento atualmente integra. Podemos envolver muito mais alunos assim, e eles podem divertir-se fazendo isto. E, vamos entender, isto não é um tipo de mudança incremental. Estamos tentando transpor o abismo aqui entre a matemática escolar e a matemática do mundo real. E você sabe que se você caminha através do abismo, você acaba tornando as coisas piores do que se você nem tivesse começado -- desastre maior ainda. Não, o que estou sugerindo é que deveríamos saltar, deveríamos aumentar nossa velocidade para que seja alta, e deveríamos pular de um lado para o outro -- claro, tendo calculado nossa equação diferencial muito cuidadosamente.
(Risos)
Então quero ver um currículo matemático completamente mudado, renovado, construído da estaca zero, baseado em ter computadores lá, computadores que são agora quase onipresentes. Máquinas de calcular estão por toda parte e vão estar em todos os lugares em poucos anos. Nem tenho certeza se deveríamos chamar a matéria de matemática, mas o que tenho certeza é que é a matéria principal do futuro. Vamos buscar isto. E já que estamos no assunto, vamos nos divertir um pouco, por nós, pelos estudantes e pelo TED aqui.
Obrigado.
(Aplausos)
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
O Detector de Passageiros Suspeitos
Um de nossos professores pegou um taxi e, conversa vai, conversa vem, o taxista comentou sobre a onda de assaltos a taxis que estava acontecendo na época, e a preocupação que isso estava causando a todos os seus colegas... Nesse momento, o professor se identificou, mencionando todos os seus títulos acadêmicos, e disse que imaginava uma solução para esse problema:
Imagine uma caixinha - um aparelho eletrônico microprocessado - instalado aqui, no painel do seu taxi. Essa caixinha teria dois LED's: um vermelho, outro verde. Ao aproximar-se de um possível passageiro, se o LED verde acender, pode encostar sem medo, porque o passageiro não é suspeito, e não oferece risco, mas se o LED vermelho acender, isso indicaria que o passageiro é suspeito, possivelmente um assaltante, e aí o senhor simplesmente segue em frente, e não cai em sua armadilha.O taxista ficou maravilhado!!! - aquilo era fantástico! - a solução definitiva para todos os problemas de assaltos!
Conversaram animadamente sobre as possibilidades desse aparelho e, quando deixou o professor em seu destino, dirigiu-se imediatamente para o sindicato dos taxistas, onde contou toda a história, e convenceu seus colegas sobre a importância de bancar o desenvolvimento desse aparelho.
Após quatro anos bancando o projeto, diversos papers sobre o assunto foram publicados, alguns deles em congressos internacionais... mas não havia sequer um protótipo, com um funcionamento aproximado àquele descrito na primeira conversa. Irritado, e pressionado por seus colegas, o taxista procurou o professor para uma conversa definitiva. Foi quando ouviu a seguinte explicação:
Amigo, acho que o senhor não compreende o que significa uma pesquisa acadêmica... Quando conversamos, eu lhe apresentei uma ideia de algo que solucionaria o seu problema - e o senhor mesmo concordou que a ideia era boa, e que valia a pena investir nela - mas eu nunca disse que eu já sabia como fabricar tal aparelho, nem mesmo se chegaríamos a tal resultado, algum dia.Sem argumentos, o taxista voltou à sede do sindicato, e tentou explicar isso aos seus colegas.
Não sabemos o que aconteceu a partir daí... imagino apenas que aqueles taxistas compreenderam o que significa uma pesquisa acadêmica (pelo menos, uma parte delas)...
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
III Jornada de Informática - COINF/Lagarto
No dia 28, apresentarei palestra sobre Sistemas Embarcados
Veja programação completa aqui
Atualização: Veja os slides da apresentação
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Sua universidade desenvolve coisas assim?
É claro que a capacidade de trabalhar com modelos matemáticos é fundamental para a formação em qualquer engenharia, mas... a matemática só se transforma em engenharia quando somos capazes de ir além dos modelos, e construir soluções concretas, para problemas reais.
Se você é professor, e atua em um curso de tecnologia (em qualquer nível, em qualquer área), reflita: as atividades que você desenvolve em sua disciplina contribuem para a construção de soluções concretas? ou tudo é desenvolvido no plano idealizado dos modelos e simulações?
Se você é estudante, em um curso de tecnologia, repito: o domínio das ferramentas matemáticas é fundamental para o seu curso, e não há como você fugir disso, mas fique atento, porque os seus professores podem estar usando o formalismo matemático para mantê-lo ocupado, com a falsa sensação de que estão aprendendo algo útil, quando na realidade o que eles querem mesmo é fugir do laboratório, e esconder de você as dificuldades do mundo real!
Abaixo, vejam a diferença entre modelar, e construir soluções para problemas reais.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
A Eletrizante História de Nikola Tesla
Link para baixar na íntegra, em .AVI-H264:
Tamanho do arquivo: 255.1 MB
http://www.megaupload.com/?d=1Z4SILHF
Em Torrents:
Coloque no Google: History Channel.Modern Marvels - Nikola Tesla - Mad.Electricity - Dublado - x264 ,( ou Dual Audio ), e vai achar vários resultados deste mesmo vídeo.
Assistam e divulguem.
sábado, 28 de agosto de 2010
1975: Kodak desenvolve a primeira câmera digital
Bem... não era exatamente algo que nós chamaríamos de "portátil", mas... foi realmente um feito impressionante! - Ela levava 23 segundos para gravar uma imagem com resolução de 100 x 400 pontos (0,04 Mega pixels, para fazer um comparativo com as atuais), e a imagem era visualizada removendo-se a fita k7 da câmera para um dispositivo de reprodução: basicamente, um microcomputador adaptado com uma unidade para fazer a leitura da fita k7, transferir os dados para a memória RAM e gerar um sinal de vídeo NTSC, que poderia ser visualizado em um televisor comum.
Vencido o desafio tecnológico para desenvolver esses protótipos, vinha um desafio ainda maior: mostrar o invento aos executivos da empresa:
"Após tirar algumas fotos das pessoas presentes na reunião, e mostrá-las na TV, as perguntas começaram a surgir: Por que alguém iria querer ver suas fotos na TV? Como você iria guardar essas imagens? Como seria um álbum de fotos eletrônicas? quando esse tipo de abordagem poderia estar disponível para os consumidores?"O invento foi patenteado em 1978 (US 4,131,919), e esquecido. Fora a patente, não houve qualquer divulgação desse projeto até 2001.
Steve Sasson, funcionário da Kodak e um dos desenvolvedores desse invento, descreve:
Muitos avanços ocorreram desde então. Computadores pessoais, a internet, conexões de banda-larga e impressoras domésticas com qualidade fotográfica são apenas algumas delas. É engraçado, hoje, olhar para trás e perceber que nós não pensamos realmente nisso como a primeira câmera "digital". Estávamos olhando-a como uma possibilidade distante. Talvez um trecho de um relatório técnico escrito na época resuma melhor:
"A câmera descrita neste relatório representa uma primeira tentativa de demonstrar um sistema fotográfico que pode, com melhorias na tecnologia, mudar substancialmente o modo como fotografias serão tiradas no futuro"
Mas na realidade, nós não fazíamos a menor idéia...
Referência: Kodak: Plugged In - We had no idea
Saiba mais:
domingo, 27 de junho de 2010
Brasil conquista 4º lugar na Copa 2010
Com um time baiano, o Brasil conquistou o 4º lugar na RoboCup o campeonato internacional de Futebol de Robôs que, este ano, aconteceu em Singapura.
A equipe BahiaMR qualificou-se para as semifinais; após uma madrugada de trabalho intenso [ao invés de concentração, programação!…] o pessoal conseguiu ajustar as principais falhas do time e jogou a semifinal contra o RT-Lions da Alemanha de forma muito equilibrada. Após um primeiro tempo em 0×0, no segundo tempo a equipe alemã conseguiu dois gols e venceu por 2×0, numa partida de boa qualidade e muito disputada. Uma hora depois, outra excelente partida, também muito equilibrada, terminou numa vitória de 3×0 do MRL do Irã sobre o BahiaMR, decidindo o 3o Lugar. Isto deixou o BahiaMR em 4o Lugar no ranking final da competição.
Na final, outra excelente partida vencida pelo WF Wolves da Alemanha por 2×1 sobre o conterrâneo RT-Lions manteve o título na Alemanha, trocando apenas de instituição.

Na foto acima, o Time de Robótica da Bahia (BRT), liderado pelo professor Marco Simões (à frente, segurando a bandeira do Bahia, seu time do coração), que fez a seguinte avaliação sobre a participação de seus liderados na robocup2010:
É isso aí, amigo Marco! parabéns pela conquista! - grande abraço, e sucesso em 2011, na Turquia!Minha análise final da nossa participação na RoboCup é que foi novamente muito proveitosa. Fico bastante satisfeito em ver o progresso dos meus estudantes, o aprendizado e o amadurecimento dos mesmos ao participar destas competições. Infelizmente não levamos a bandeira brasileira ao pódio este ano, mas estamos confiantes que todas as lições aprendidas ainda trarão muito orgulho para o nosso país e, o mais importante, transformarão estes jovens em grandes cientistas da computação, que poderão trazer muitas alegrias e resultados importantes ao Brasil.
Na RoboCup, todos os que têm a oportunidade de estar lá são grandes vencedores. Pela primeira vez nosso grupo de pesquisa teve um artigo aceito para o Simpósio, com apresentação oral. Apesar de termos dois professores co-autores do artigo presentes no evento, motivamos o estudante de graduação, autor principal do paper, a apresentar e ele o fez muito bem, apesar de ser a primeira vez que faria uma apresentação deste porte. A contribuição que pudemos proporcionar para a formação deste estudante foi fantástica e isto já nos recompensa bastante.
Agradeço pela cobertura que o blog e o TERRA fizeram deste evento e da nossa participação em especial; espero que a maior repercussão que a vinda dos brasileiros para Cingapura ganhou possa refletir em maior apoio público e privado para novas iniciativas desta jovem e dedicada comunidade de robótica inteligente que temos no Brasil. Tomara que nos próximos anos o BRT e equipes de todo o Brasil possam brilhar na RoboCup.
Finalizo agradecendo a todos os parceiros que tornaram possível a nossa participação na quarta RoboCup da história do BRT: Uneb, em especial ao Magnífico Reitor Lourisvaldo Valentim; aos programas PICIN/UNEB, IC/FAPESB, PIBIC/CNPq pelas bolsas de IC que viabilizam a manutenção dos nossos estudantes dedicados ao projeto; ao BiLab pelo apoio no trabalho com o hardware dos micro-robôs da Realidade Mista e à Fácil Informática pelos investimentos de P&D feitos no nosso projeto.
Referência: termina a ROBOCUP: brasil chega em quarto lugar
sábado, 19 de junho de 2010
Divagações sobre Formação e Perfis Acadêmicos...
O ponto central é: todos sabemos muito bem o que é "ciência", mas... que é "tecnologia"? - estamos usando essa palavra o tempo todo, mas qual o seu significado? - será que ela significa o mesmo para todos nós?
A CIÊNCIA procura observar os fenômenos, com o objetivo de tentar criar MODELOS.
A ENGENHARIA procura utilizar os MODELOS para criar soluções para problemas reais. Portanto, não compete ao engenheiro criar os modelos. Essa é a competência do cientista. O engenheiro precisa, sim, ter domínio do USO desses modelos, para criar soluções otimizadas (menor custo, maior eficiência...). Infelizmente, a maioria dos cursos de Enhenharia parece não compreender isso, e enfatiza a dedução de modelos, em detrimento da sua aplicação em problemas concretos.
Acontece que, de fato, não dá pra isolar essas duas atividades. Do trabalho do engenheiro, podem surgir DOIS subprodutos:
- ao manipular e combinar modelos, muitas vezes o engenheiro acaba refinando-os, ou mesmo criando NOVOS MODELOS. Tudo bem, isso acontece com frequência - mas temos que ter em mente que esse NÃO É o seu principal objetivo - portanto, não deve ser o foco de sua formação. Ele deve estar preparado TAMBÉM para isso, mas não APENAS para isso.
- ao explorar o espaço de possíveis soluções para um dado problema, os engenheiros acabam encontrando "categorias" de soluções. Dentro de cada categoria, o problema pode ser reduzido a um conjunto de parâmetros, e resolvido de forma muito mais simples que o caminho original, genérico, de encontrar as soluções a partir dos modelos fundamentais. Por exemplo: para projetar os prédios de Niemeyer, não tem jeito: eles são únicos! - então o engenheiro vai ter que resolver equações diferenciais, calcular momento fletor, tensões, etc - ponto a ponto, viga a viga - tudo a partir dos modelos originais da Física; mas para projetar um edifício tipo "engradado", desses que se constrói aos montes, o cálculo é muito mais simples, e pode ser feito com ajuda de tabelas, a partir de alguns PARÂMETROS.
É isso que eu defino como TECNOLOGIA: qualquer artefato que permita solucionar certas categorias de problemas a partir de um conjunto de parâmetros, abstraindo-se a complexidade dos modelos que deram origem a essas soluções.
Na eletrônica, temos os chips... na medicina, os comprimidos... na informática, as bibliotecas... Quer montar um oscilador? use esse chip! Tá com dor de cabeça, tome esse comprimido! quer ordenar uma lista? use essa função! - para usar essas soluções, não precisamos saber o que há dentro delas, muito menos como foram feitas - temos apenas que compreender seus parâmetros (entradas, saídas, sintomas, efeitos colaterais...). Para formar um técnico, portanto, eu não preciso torturá-lo durante anos com modelos e teorias que ele jamais vai usar! - A formação de um técnico deve ser focada na compreensão dos conceitos e parâmetros que lhe permitam APLICAR as tecnologias ao seu alcance.
Já que chegamos até aqui, podemos definir o que é um TECNÓLOGO: é o sujeito que conhece várias tecnologias, e é capaz de escolher a melhor delas para uma dada aplicação. Ele não é um engenheiro: sua formação não é dedicada à criação ou otimização de novas soluções, embora, eventualmente, ao usar e associar diversas tecnologias, ele possa criar novas tecnologias.
Exemplo: muitos médicos de consultório atuam como tecnólogos. A maioria deles não faz a menor ideia do que há dentro dos comprimidos, muito menos como eles agem no organismo. Eles sabem apenas que, dado um conjunto de sintomas (e outros parâmetros), receita-se o comprimido X, em tal dose. Acontece que, com a prática (e algum conhecimento que ele têm de fisiologia e farmacologia), ele pode experimentar a associação do comprimido X com Y, e encontrar novos resultados, para determinados casos. Isso pode dar origem a um novo tipo de tratamento, ou, uma nova TECNOLOGIA de tratamento. Importante notar que essa nova tecnologia de tratamento pode abrir novas fronteiras de conhecimento...
Ciência e Tecnologia são, portanto, como Yin e Yang: uma promove a outra, as duas fazem parte de um mesmo todo, mas cada uma deve manter sua essência própria. Na atuação de cada profissional (e na formação deles), esses dois elementos estarão sempre presentes, mas é importante saber que são distintos, e qual é o papel de cada um para aquele profissional. Infelizmente, nossa cultura acadêmica parece não compreender esse equilíbrio, e valoriza demais a formação científica, em detrimento da tecnológica.
Então... voltando à discussão sobre o mestrado...
O objetivo de um mestrado é fazer com que uma pessoa se torne MESTRE em alguma arte, ciência, técnica ou tecnologia EXISTENTE. Deve apenas aplicar o que já se sabe, e o que já existe - de uma forma diferente da que NORMALMENTE é feita - mas não necessariamente de uma forma inédita.
Um mestrado em ENGENHARIA, portanto, deve ter seu foco na APLICAÇÂO de modelos existentes, com o objetivo de gerar novas TECNOLOGIAS. Se, por acaso, esse estudo resultar num avanço científico (melhoria ou criação de novos modelos), ótimo!!! - mas esse não é o seu objetivo principal.
Apenas para concluir... tudo isso que está escrito aqui pertence ao campo da FILOSOFIA! - cujo objetivo é imaginar como as coisas DEVERIAM SER, sem nenhum compromisso em prender-se a como elas REALMENTE SÃO...
o que nos leva a um resumo desses quatro conceitos, que considero fundamentais:
A Filosofia imagina como as coisas deveriam ser;
A Ciência observa como elas realmente são;
A Engenharia as modifica, como desejamos que sejam;
A Tecnologia nos permite usá-las, abstraindo as três anteriores.
A correta compreensão desses 4 conceitos - ou eixos - é essencial para a construção dos currículos e perfis de nossos cursos - em todas as áreas, e em todos os níveis.
Você consegue identificar o equilíbrio e a distinção clara entre esses 4 conceitos, no perfil curricular de seu curso?
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Vã Filosofia...
A Filosofia imagina como as coisas deveriam ser;
A Ciência observa como elas realmente são;
A Engenharia as modifica, como desejamos que sejam;
A Tecnologia nos permite usá-las, abstraindo as três anteriores.(eu mesmo)
terça-feira, 11 de maio de 2010
Quem disse que pinguins não podem voar?
domingo, 18 de abril de 2010
Por que o Linux não está atraindo desenvolvedores jovens?
Enquanto alguns argumentam que esse envelhecimento é positivo, pois implica em maior maturidade e experiência do grupo, que assim geraria código de melhor qualidade, outros admitem que já estão ficando cansados, e alertam para a necessidade de atrair gente nova, com mais energia e entusiasmo.
Um dos problemas para a entrada de novos desenvolvedores é que a base de código do Linux tornou-se muito complexa - ou, segundo alguns, caótica. Não é nada fácil cair de pára-quedas nessa selva de códigos, e sair programando. Leva-se muito tempo para se localizar, e entender como as coisas funcionam. Essa dificuldade inicial pode assustar os desenvolvedores menos experientes.
Outro fator, levantado neste artigo, é que o Linux teria se tornado "um dos mais chatos projetos de código aberto existentes". Cada vez mais profissionalizado, com desenvolvedores pagos por grandes corporações, a comunidade de desenvolvimento do Linux teria deixado de ser um ambiente vibrante e criativo para se tornar um ambiente burocrático, onde as contribuições de programadores amadores, que dedicam apenas suas horas de folga, têm pouca chance de serem aceitas.
Levada ao Slashdot, a discussão levantou uma terceira hipótese: os cursos atuais de Ciência da Computação estão voltados para níveis mais altos de abstração, e não estão mais preparando programadores para desenvolvimento de baixo nível, como faziam nos anos 70. Sem essa formação, exceto por habilidades ou curiosidades individuais, os novos programadores seriam simplesmente incapazes de lidar com as entranhas de um sistema operacional, ou de um controlador de dispositivos, escritas em puro código C (ou assembly).
Como professor, considero esta última a mais preocupante. Ao passo que a tecnologia se desenvolve, elevar o nível de abstração dos cursos torna-se uma obrigação, mas não podemos deixar descoberta a outra ponta. Temos que apresentar às novas gerações como as coisas acontecem, lá embaixo. Certamente, alguns jovens se interessarão por esse mundo - belo e misterioso - da escovação de bits. A continuidade do desenvolvimento tecnológico depende disso.
E você? qual a sua opinião? deixe o seu comentário!
sábado, 20 de março de 2010
Informação, Tecnologia, Curiosidade e Tempo Ocioso...
O que acontece quando temos uma quantidade abundante de informação, livremente acessível, aliada a tecnologias que permitem manipular essas informações com grande agilidade e facilidade? Bem, se somarmos a isso uma boa dose de curiosidade, e algum tempo ocioso, o resultado pode ser surpreendente...
tudo começou com um breve tweet:
luisnassif Paris 26 Gigapixels http://bit.ly/cZrNNr
É claro que não resisti, e cliquei no link. Muito bacana! uma foto panorâmica de Paris, em altíssima resolução, associada a uma tecnologia que permite navegar em 2D pela paisagem, ampliar, reduzir, observar detalhes e obter informações sobre alguns pontos importantes!
Passei algum tempo navegando pela paisagem... até que bateu a maldita curiosidade: De onde a foto foi tirada??? - se eu posso ver vários pontos de referência, então é possível localizar precisamente onde a câmera foi instalada! - bom desafio, para quem não tem nada o que fazer numa manhã de sábado...
A primeira dica veio do extremo esquerdo da imagem: o alinhamento perfeito entre a Torre Eiffel, e a cúpula dourada de L'Hôtel des Invalides.

A segunda dica veio aproximadamente do centro da imagem: o alinhamento quase perfeito entre L'Opéra Garnier (ao fundo) e a torre da Igreja de Saint-Germain des Prés (em primeiro plano).

Pronto! tenho quatro pontos de referência, que formam duas retas, que convergem para o ponto onde a câmera foi instalada. Agora, é só entrar no Google Maps, procurar esses quatro pontos, traçar as retas, e Voilà! - o cruzamento das linhas determina o ponto exato de onde a imagem foi capturada: uma das torres da Igreja de Saint Sulpice.
A imagem abaixo é interativa, experimente! clique nos controles e na imagem para apliar, reduzir e navegar, e veja você mesmo onde as linhas se cruzam!
Visualizar Paris 26Gpx em um mapa maior
Legal... o mistério foi solucionado... mas eu ainda não estou satisfeito! - quero conhecer esse lugar de perto, observá-lo por vários ângulos, como se eu estivesse lá, em Paris. Sem problema!
Aí está: a foto foi tirada do alto desta torre que está em reforma. Observe que a imagem abaixo também é interativa: você pode navegar por este ambinete em 3D, olhar dentro das vitrines, dar a volta nas quadras... Clique e arraste à vontade. Caminhe pelas ruas de Paris! Divirta-se!
Visualizar Paris 26Gpx em um mapa maior
Tá pensando que é só isso??? - ainda não acabou. As imagens acima foram colhidas pelo próprio Google: um carro da empresa percorre as ruas de grandes cidades, tirando fotos 360º, daí, essas fotos são incorporadas ao Google Maps, permitindo essa visualização em 3D.
Mas... eu quero me sentir como um verdadeiro turista, e capturar cada ângulo, cada detalhe. Não quero caminhar apenas pelas ruas, mas também pelas praças, e até mesmo poder entrar nos prédios! - pois é... essa mesma ferramenta permite incorporar também fotos tiradas por turistas. Um processo de reconhecimento de imagens identifica a posição relativa de cada foto, compondo um mosaico, permitindo que você navegue por elas...
Infelizmente, esse recurso não pode ser incorporado aqui nesta página, mas você pode acessá-lo clicando neste link.
Dependendo da sua curiosidade, simplesmente digitando "Saint Sulpice, Paris" no Google, você pode encontrar muito mais do que apenas páginas sobre esse tema; pode encontrar imagens, vídeos, mapas, notícias e livros. O texto encontrado está escrito em francês? não tem problema: você pode procurar uma versão em português (na própria Wikipedia), ou usar uma ferramenta de tradução automática - o resultado não é tão bom, mas é melhor que nada!
Impressionante, não? ...e pensar que há apenas alguns anos, nós podíamos contar somente com alguns poucos livros em uma biblioteca. Todos esses recursos - e muitos mais - estão disponíveis, acessíveis a todos! Portanto, da próxima vez que você tiver um tempinho livre, em vez de procurar por BBBobagens, use a sua curiosidade para fuçar a rede! - você vai encontrar coisas que estão muito além da sua imaginação.
sábado, 19 de dezembro de 2009
A diferença entre Invenção e Inovação: Digitalização de Livros
Uma dupla sertaneja pode ser muito criativa na composição de suas letras e arranjos, mas... será sempre uma dupla sertaneja! - a criação (invenção) de músicas novas não implica, necessariamente, em inovação. É verdade que algumas "duplas sertanejas" têm apenas um integrante... o que me deixa um tanto confuso... mas isso não é exatamente o que eu quero dizer quando me refiro a "surpreendente". (nada contra as duplas sertanejas, ok? - talvez eu não entenda muito desse gênero musical...)
Eu estava procurando soluções para digitalização de livros, e vejam o que eu encontrei:
Geralmente, quando pensamos em digitalização de textos, pensamos em scanners: aqueles equipamentos que vasculham a página, de cima a baixo, lendo-a linha por linha. Scanners são lentos, e alguns deles são barulhentos... Existem centenas de modelos diferentes de scanners, todos eles diferentes entre si, mas não há nada de surpreendente neles... não mesmo???
Apenas por curiosidade, como isso foi feito? - o ruído que normalmente ouvimos num scanner vem de seu motor de passo - um tipo de motor que, a cada pulso de comando elétrico, gira precisamente um determinado ângulo (um "passo"). Controlando a frequência dos pulsos de comando, controlamos a frequência do ruído emitido por ele. Daí, basta que alguém totalmente desocupado se dedique a afinar os tons, e programar a música.
Mas vamos em frente, afinal, reprogramar um scanner para tocar música é algo surpreendente, mas não é muito útil...
Scanners de mesa são interessantes para digitalização de folhas soltas, mas sua operação com livros (principalmente os grandes, pesados e volumosos) torna-se basante complicada. Para virar cada página, você tem que erguer o livro inteiro, virá-lo para cima, virar a página, e assentá-lo novamente sobre o vidro, tomando cuidado para esticar as páginas corretamente. Além de trabalhoso e improdutivo, esse processo é muito insalubre para o operador.
Uma solução óbvia para esse problema é inverter todo o mecanismo, deixando o livro confortavelmente apoiado sobre uma mesa, e escaneando-o por cima:
Mas esse processo ainda é lento demais!!! - Por que os scanners têm que funcionar dessa forma? - simplesmente por "tradição" tecnológica. O processo de escaneamento vem das antigas máquinas (analógicas) de fotocópia: apenas adaptaram o mesmo mecanismo a um sensor digital (o CCD), para digitalizar a imagem, linha por linha.
Os CCDs são os mesmos dispositivos usados nas câmeras digitais, para captar fotografias. Mas... as câmeras digitais não escaneiam mecanicamente a imagem de um lado a outro... por que os scanners ainda continuam fazendo esse processo mecanicamente? Isso era justificável na década de 80, quando os CCDs ainda estavam em sua infância, e o custo por pixel era alto - a solução, na época, era construir CCDs com todos os pixels em uma única linha (no eixo X, digamos), e mover mecanicamente o sensor ao longo do eixo Y. Hoje, temos CCDs bidimensionais, com milhões de pixels, de forma que a imagem é projetada sobre sua superfície, e captada de uma só vez.
Então, em vez de scanners, podemos usar câmeras fotográficas para digitalizar a página intera em um click! - em tese, esse processo será muito mais rápido. Vejam como seria:
Bem... dá pra ver que a captura é bem mais rápida, pois cada página é fotografada instantaneamente por uma câmera, mas o processo de virar manualmente as páginas ainda não é dos mais elegantes. Será que não há um jeito melhor de fazer isso, automaticamente? Vejam algumas soluções:
Não sei... confesso que essa máquina me dá medo! - ela é complexa demais!!! - fico imaginando que, um dia, ela pode tornar-se autoconsciente, e sair andando pelas ruas, com uma metralhadora nas "mãos", atirando prá todos os lados. Ok... talvez eu esteja vendo muitos filmes... mas lembre-se que essas máquinas vão ler todos os nossos livros! - melhor não facilitar... e mesmo que ela não se torne o Exterminador do Futuro... imagine o dia que ela precisar de manutenção!
Ninguém pode negar que, com exceção da música sertaneja, há muita criatividade e engenhosidade em todos os exemplos mencionados até aqui. Entretanto, nenhum deles é surpreendente; por mais complexas e elaboradas que sejam, em suas implementações, todas essas soluções são óbvias, em seus conceitos. Nada disso é inovador.
Finalmente, a solução genial, surpreendente, e inovadora:
Surpreender é fazer com que uma pessoa diga: "caramba! porque eu não pensei nisso antes!" - e foi exatamente essa a minha reação ao ver essa solução. É um sistema extremamente simples, rápido e eficiente, e seus autores conseguiram essa proeza, porque se libertaram dos conceitos existentes, e conseguiram pensar de forma verdadeiramente inovadora:
Abrir o livro totalmente, como nos scanners tradicionais, estraga a encadernação - assim essa solução apoia o livro em "V". O suporte permite ainda o ajuste para livros de qualquer espessura. Em vez de tentar criar complexos mecanismos para imitar o movimento humano, as páginas são viradas pelo próprio mecanismo de captura da imagem: ao encostar o vidro em V no livro, cria-se uma leve sucção, que une as páginas enquanto o mecanismo sobe, e um pequeno jato de ar vira as páginas para a esquerda, quando escaneadas. Tudo é muito simples... engenhosamente simples... inovadoramente simples.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Para quem gosta de reclamar das dificuldades
Aos 22, em palestra para o TED, conta com suas próprias palavras como ele conseguiu dominar o vento, e por de pé uma plateia repleta de azungu.
(clique em view subtitles para ativar legendas em Português)
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Robô imita anatomia de músculos e esqueleto humano
Normalmente, robôs humanoides imitam a forma humana, mas os mecanismos internos usados para dar-lhes movimento são muito diferentes dos que nós usamos, e isso se reflete em suas características. Isso gera severas limitações nas formas de interação em que tais robôs podem se engajar, no conhecimento que eles podem adquirir do ambiente e, portanto, na natureza do seu envolvimento cognitivo com o ambiente.

O objetivo do projeto é, a partir desse "corpo", desenvolver uma "consciência", capaz de controlar seus movimentos - não com movimentos pré-programados, mas realmente aprender a usar esse corpo, como nós aprendemos a usar o nosso. É um projeto ambicioso - por isso mesmo, fascinante.
Referência:



