Esse vídeo apresenta uma excelente e concisa descrição das tecnologias que levaram à criação do que hoje conhecemos como internet.
Legendas em português por Guilherme Euler
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Microsoft aponta armas contra "competidores de código aberto"
A Microsoft publicou ontem, no LinkedIn, uma chamada para seleção de um novo diretor de "estratégia para código aberto", com foco em desktops. Segundo a nota:
Embora pesquisas mostrem um crescimento consistente do Mac-OS sobre o Windows nos desktops, com uma participação estável, ainda muito pequena, do Linux, alguns analistas apontam que a gigante de Redmond já se preocupa com as ações agressivas da Canonical, em colocar o Ubuntu como sistema padrão em netbooks, notebooks e dispositivos móveis.
Outra preocupação óbvia é com o crescimento real do Firefox (e, futuramente, do Chrome), sobre o IE...
Veja essa, e outras matérias em SERGIPE: Tecnologia e Inovação
"The Windows Competitive Strategy team is looking for a strong team member to lead Microsoft's global desktop competitive strategy as it relates to open source competitors."Esse posicionamento, tão explícito, de definir estratégias com relação a "competidores de código aberto", nos faz pensar: que competidores são esses?
Embora pesquisas mostrem um crescimento consistente do Mac-OS sobre o Windows nos desktops, com uma participação estável, ainda muito pequena, do Linux, alguns analistas apontam que a gigante de Redmond já se preocupa com as ações agressivas da Canonical, em colocar o Ubuntu como sistema padrão em netbooks, notebooks e dispositivos móveis.
Outra preocupação óbvia é com o crescimento real do Firefox (e, futuramente, do Chrome), sobre o IE...
Veja essa, e outras matérias em SERGIPE: Tecnologia e Inovação
Os melhores cursos OCW
Em complementação ao artigo anterior, "Estude no MIT, sem sair de casa", estou colocando aqui uma seleção dos meus cursos preferidos no OCW. Essa página é dinâmica, e novos cursos serão adicionados à medida que eu os for encontrando.
Os cursos listados aqui estão em inglês, mas eu mesmo pretendo começar a traduzi-los, em breve.
8.01 Physics I: Classical Mechanics (Fall 1999) - Prof. Walter Lewin
Esse maravilhoso curso de física é composto por 35 aulas em vídeo, todas elas com legendas (em ingês), e transcrição completa (em inglês)
8.02 Electricity and Magnetism (Spring 2002) - Prof. Walter Lewin
Esse curso (igualmente maravilhoso) é composto por 36 aulas em vídeo, todas elas com legendas (em ingês), e transcrição completa (em inglês).
A introdução (vídeo acima) não tem legenda, mas eu fiz a transcrição, que pode ser acessada aqui.
8.03 Physics III: Vibrations and Waves (Fall 2004) - Prof. Walter Lewin
Esse curso é composto por 26 aulas em vídeo. Infelizmente, ainda não conta com legendas nem transcrição das aulas, mas esses recursos devem ser adicionados logo.
6.002 Circuits and Electronics (Spring 2007) - Prof. Anant Agarwal
Esse curso é composto por 25 aulas em vídeo, todas elas com transcrição completa (em inglês). Legendas ainda não estão disponíveis.
Os cursos listados aqui estão em inglês, mas eu mesmo pretendo começar a traduzi-los, em breve.
8.01 Physics I: Classical Mechanics (Fall 1999) - Prof. Walter Lewin
Esse maravilhoso curso de física é composto por 35 aulas em vídeo, todas elas com legendas (em ingês), e transcrição completa (em inglês)
8.02 Electricity and Magnetism (Spring 2002) - Prof. Walter Lewin
A introdução (vídeo acima) não tem legenda, mas eu fiz a transcrição, que pode ser acessada aqui.
8.03 Physics III: Vibrations and Waves (Fall 2004) - Prof. Walter Lewin
Esse curso é composto por 26 aulas em vídeo. Infelizmente, ainda não conta com legendas nem transcrição das aulas, mas esses recursos devem ser adicionados logo.
6.002 Circuits and Electronics (Spring 2007) - Prof. Anant Agarwal
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
8.02 Electricity and Magnetism Introduction, by Walter Lewin (transcription)
Abaixo, está a transcrição da fala introdutória do Prof. Walter Lewin para a disciplina 8.02 - Eletricidade e Magnetismo.
A transcrição de todas as outras aulas deste curso já está no site do MIT/OCW - somente essa estava faltando, então fiz essa transcrição na intenção de ajudar a tornar esse material acessível ao maior número de pessoas. Pretendo fazer a tradução de todo o material, quando tiver tempo.
Se alguém encontrar algum erro, ou quiser juntar-se a mim nesse trabalho, por favor, entre em contato pelo email: fprudente@gmail.com
The following content is provided under a Creative Commons licence. Your support will help MIT OpenCourseWare continue to offer high-quallity educational resources for free.
To make a donnation, or view additional materials from hundreds of MIT courses, visit MIT OpenCourseWare, at ocw.mit.edu.
Well, 8.02 is, of course, largely about Electricity and Magnetism. And at the hart of Electricity and Magnetism are the four... the famous four equations we call them the Maxwell's Equations.
It's quite a difficult course for students, and I go out of the way to also introduce many phenomenon that they see around them, and make those phenomenon connect with Electricity and Magnetism.
For instance: lightning, I do an electrocardiogram in class, I discuss metal detectors, I discuss musical instruments, magnetic levitation, I talk about northern light, which is very relevant to Electricity and Magnetism, I spend almost the whole lecture on particle accelerators, I tell them why the sunsets are red, and why the skies are blue; I talk about rainbows, about halos, about glories... I talk about color perception, and since I do Doppler effect I also talk about Big-Bang cosmology; and then, during my very last lecture, I introduce them into my research... the research I did during my early days at MIT, when I was making x-rays observations from very high-flying balloons at altitudes of 140 to 150 thousand feet.
So, my goal is, wherever possible, to make them see "through" the equations, to make them see the "beauty" all around them and, by doing that, to make them love physics.
Well, the 8.02 course is the second course in physics, it's mandatory, its what we call a general institute requirement, either you have to take this course, or you have to take one, which is slightly higher level: 8.022.
So, it is the... it is the basis that students get during their first year, 8.01 - Newtonian Mechanics, and then 8.02 - Electricity and Magnetism; and if they go into Physics, of course, they get a lot more, but if they never go into Physics, then this is all they will ever see about physics, which is quite a lot, actually!
We evaluate the students through traditional exams, and, the lectures are given in the main lecture hall of MIT, and then the students meet, in smaller groups, with professors, we call those "recitations", which is largely problem solving.
There are many events on this course, every lecture is an event, and the students will have taken me... well... telling that, indeed, going to my lectures is an event. I'm not a very traditional lecturer, so therefore I really like to think this lecture is an event.
We do have a contest, which is very, very popular: we hand to the students a piece of wood, some copper wire, a few paper clips, and two magnets, and the goal is to make an electric motor; and they get a quote of credit depending upon how fast the motor is going, and this is really... a real happening, it's an incredible event, and some of the motors are extraordinary in their design. If you and I would try to build a motor, we'll be lucky if your motor rotates 400 revolutions per minute, but let me tell you, some students go to the 5000 revolutions per minute mark! it's really quite... quite amazing, and they really spend so much time on that... it's a wonderful event, it's really a happening!
My message to all educators is: what counts is NOT what you cover, but what counts is what you UNCOVER, and this is often forgotten! so, there is a general tendency, not everyone, but a general tendency, to run too much down the throats of the students, and overlook that that's very anti productive, because it goes one ear in, as we say in Holland, and it goes other ear out again. So what you cover is not what matters but what you uncover is what matters. And if you can somehow do it so that there are parts of the course that they will remember for the rest of their lives, that's even more important. If a student has come to my lectures on rainbows, and halos and glories, for the rest of their lives, rainbows will never be the same! and they will always think of me, when they see a rainbow and, in fact, sometimes 20 or 30 years after a lecture, they send me still pictures, and they say "professor Lewin, I saw a rainbow and I thought of you, and here is a picture!", and the interesting thing is they sometimes send me a picture which is not even a rainbow, it is a glory, but it doesn't matter... what it shows is that I have succeeded in making them love Physics, and that's my goal, and that should be the goal of every educator: to make them love Physics.
Source:
Walter Lewin, 8.02 Electricity and Magnetism (Introduction), Spring 2002. (MIT OpenCourseWare: Massachusetts Institute of Technology), available online (Accessed 06/feb/2009). License: Creative commons BY-NC-SA
A transcrição de todas as outras aulas deste curso já está no site do MIT/OCW - somente essa estava faltando, então fiz essa transcrição na intenção de ajudar a tornar esse material acessível ao maior número de pessoas. Pretendo fazer a tradução de todo o material, quando tiver tempo.
Se alguém encontrar algum erro, ou quiser juntar-se a mim nesse trabalho, por favor, entre em contato pelo email: fprudente@gmail.com
The following content is provided under a Creative Commons licence. Your support will help MIT OpenCourseWare continue to offer high-quallity educational resources for free.
To make a donnation, or view additional materials from hundreds of MIT courses, visit MIT OpenCourseWare, at ocw.mit.edu.
Well, 8.02 is, of course, largely about Electricity and Magnetism. And at the hart of Electricity and Magnetism are the four... the famous four equations we call them the Maxwell's Equations.
It's quite a difficult course for students, and I go out of the way to also introduce many phenomenon that they see around them, and make those phenomenon connect with Electricity and Magnetism.
For instance: lightning, I do an electrocardiogram in class, I discuss metal detectors, I discuss musical instruments, magnetic levitation, I talk about northern light, which is very relevant to Electricity and Magnetism, I spend almost the whole lecture on particle accelerators, I tell them why the sunsets are red, and why the skies are blue; I talk about rainbows, about halos, about glories... I talk about color perception, and since I do Doppler effect I also talk about Big-Bang cosmology; and then, during my very last lecture, I introduce them into my research... the research I did during my early days at MIT, when I was making x-rays observations from very high-flying balloons at altitudes of 140 to 150 thousand feet.
So, my goal is, wherever possible, to make them see "through" the equations, to make them see the "beauty" all around them and, by doing that, to make them love physics.
Well, the 8.02 course is the second course in physics, it's mandatory, its what we call a general institute requirement, either you have to take this course, or you have to take one, which is slightly higher level: 8.022.
So, it is the... it is the basis that students get during their first year, 8.01 - Newtonian Mechanics, and then 8.02 - Electricity and Magnetism; and if they go into Physics, of course, they get a lot more, but if they never go into Physics, then this is all they will ever see about physics, which is quite a lot, actually!
We evaluate the students through traditional exams, and, the lectures are given in the main lecture hall of MIT, and then the students meet, in smaller groups, with professors, we call those "recitations", which is largely problem solving.
There are many events on this course, every lecture is an event, and the students will have taken me... well... telling that, indeed, going to my lectures is an event. I'm not a very traditional lecturer, so therefore I really like to think this lecture is an event.
We do have a contest, which is very, very popular: we hand to the students a piece of wood, some copper wire, a few paper clips, and two magnets, and the goal is to make an electric motor; and they get a quote of credit depending upon how fast the motor is going, and this is really... a real happening, it's an incredible event, and some of the motors are extraordinary in their design. If you and I would try to build a motor, we'll be lucky if your motor rotates 400 revolutions per minute, but let me tell you, some students go to the 5000 revolutions per minute mark! it's really quite... quite amazing, and they really spend so much time on that... it's a wonderful event, it's really a happening!
My message to all educators is: what counts is NOT what you cover, but what counts is what you UNCOVER, and this is often forgotten! so, there is a general tendency, not everyone, but a general tendency, to run too much down the throats of the students, and overlook that that's very anti productive, because it goes one ear in, as we say in Holland, and it goes other ear out again. So what you cover is not what matters but what you uncover is what matters. And if you can somehow do it so that there are parts of the course that they will remember for the rest of their lives, that's even more important. If a student has come to my lectures on rainbows, and halos and glories, for the rest of their lives, rainbows will never be the same! and they will always think of me, when they see a rainbow and, in fact, sometimes 20 or 30 years after a lecture, they send me still pictures, and they say "professor Lewin, I saw a rainbow and I thought of you, and here is a picture!", and the interesting thing is they sometimes send me a picture which is not even a rainbow, it is a glory, but it doesn't matter... what it shows is that I have succeeded in making them love Physics, and that's my goal, and that should be the goal of every educator: to make them love Physics.
Source:
Walter Lewin, 8.02 Electricity and Magnetism (Introduction), Spring 2002. (MIT OpenCourseWare: Massachusetts Institute of Technology), available online (Accessed 06/feb/2009). License: Creative commons BY-NC-SA
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
TED 2009 acontece essa semana
Há 25 anos, pessoas notáveis se reúnem na California para uma das maiores e mais importantes conferências sobre Tecnologia, Entretenimento e Design - a TED. São políticos, cientistas, filósofos, artistas, pensadores... pessoas que compartilham somente um ponto em comum: possuem algo extraordinário a compartilhar.
Vídeo promocional TED
(com legendas em português)
As principais palestras TED, ao longo de todos esses anos, estão arquivadas e podem ser vistas, on-line ou off-line, no próprio site ted.com., mas somente em inglês, sem legendas. Muitos desses vídeos podem ser encontrados também em um canal próprio no YouTube. Alguns videos, com legendas em português, podem ser encontrados no Youtube, e no dotSub. Todo o conteúdo é livre e pode ser compartilhado, desde que mantenha o objetivo original, de "promover a difusão de boas ideias".
Nesta semana, de 04 a 07 de fevereiro, acontece a edição da TED 2009, que pode ser acompanhada ao vivo. Se você tem acesso a banda-larga, não pode perder.
Vídeo promocional TED
(com legendas em português)
As principais palestras TED, ao longo de todos esses anos, estão arquivadas e podem ser vistas, on-line ou off-line, no próprio site ted.com., mas somente em inglês, sem legendas. Muitos desses vídeos podem ser encontrados também em um canal próprio no YouTube. Alguns videos, com legendas em português, podem ser encontrados no Youtube, e no dotSub. Todo o conteúdo é livre e pode ser compartilhado, desde que mantenha o objetivo original, de "promover a difusão de boas ideias".
Nesta semana, de 04 a 07 de fevereiro, acontece a edição da TED 2009, que pode ser acompanhada ao vivo. Se você tem acesso a banda-larga, não pode perder.
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Estude no MIT, sem sair de casa
O OpenCourseWare, promovido pelo MIT - Massachussetts Institute of Technology, é um programa que objetiva abrir todo o conteúdo dos seus cursos na internet, sob licença CC, que permite a tradução para qualquer idioma e o uso por qualquer um que deseje - educadores ou alunos.
Criado em 2001, o OCW já conta com mais de 1800 cursos, contendo textos, exercícios, notas de aulas, e até as aulas em vídeo - muitas delas, possuem até legendas e transcrição. O tipo de material disponível varia para cada curso, mas novos conteúdos e mídias são adicionados a cada dia.
No YouTube, o OCW possui um canal próprio, que concentra e organiza os cursos com aulas disponíveis em vídeo. São mais de 800 vídeos, que registram, aula por aula, diversas disciplinas, de diversas áreas de conhecimento. A novidade é que, recentemente, os vídeos ganharam legendas (ainda em inglês... mas lembre-se que qualquer um pode traduzi-lo!) - acessando pelo site do OCW, você pode baixar os videos, em MP4, as legendas e transcrições.
Uma coisa importante a se registrar: as aulas são dadas com recursos comuns: quadro, giz, retro-projetor... nada de recursos hi-tech, como ambientes de imersão 3D, lousas interativas... eventualmente, um data-show, mas somente quando realmente necessário. De extraordinário, somente os professores.
Todas as aulas (pelo menos, nas disciplinas de engenharia) contam com uma demonstração prática. Aqui, também, nenhum recurso que nos cause inveja - são equipamentos comuns, presentes em qualquer universidade ou centro de educação tecnológica brasileiros - muitas montagens são bem artesanais, com placas de acrílico, baldes, canecos, algumas estruturas em madeira... materiais e componentes comuns. De extraordinário, além da simplicidade dos experimentos, é o seu poder de sintetizar o conteúdo de cada aula. Mesmo sem entender inglês, é impossível não compreender os experimentos!
(Walter Lewin é um show!)
Mais uma vez, o MIT mostra que excelência se conquista com competência, e não com aparência. O OCW é uma ideia simples, mas revolucionária. Seu potencial, ainda não totalmente explorado, é imenso.
Explore, use, divulgue e, principalmente, mostre esse material aos seus professores. Se for o caso, provoque-o com uma pergunta inocente: "por que suas aulas não são assim???"
Nota: O OCW não é um curso formal do MIT, não dá direito a qualquer tipo de diploma ou certificado, não serve como acesso ao MIT, e os materiais podem não refletir, na íntegra, o conteúdo dos cursos. No Brasil, alguns conteúdos do OCW podem ser acessados, traduzidos para português ou espanhol, pelo site do Universia.
Saiba mais:
- Todos os cursos OCW
- Cursos com materiais em áudio / vídeo
- Cursos traduzidos para português
- Minha seleção de cursos
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domingo, 1 de fevereiro de 2009
Pode o Software Livre ajudar a combater a Pirataria?

Em primeiro lugar, é preciso entender que, em certo nível, a "pirataria" (cópia e distribuição não autorizada) pode funcionar como forma de publicidade, estimulando a onipresença do produto e, assim, fortalecendo a marca. No caso do software, cuja aceitação e uso está muito associada a hábitos, isso pode ser uma variável de fundamental importância. As empresas sabem disso e, mesmo sem jamais admitir, incluem esse conceito em seus modelos de negócio.
Software Livre (ou código aberto) é um modelo de desenvolvimento, e não de negócio. Por esse motivo, por si só, ele não terá efeito algum contra a pirataria de um produto comercial, exceto pela redução da participação desse produto no mercado. A simples existência do Linux não influi na pirataria do Windows, assim como a simples existência do GIMP não influi na pirataria do PhotoShop, ou o OpenOffice, com relação ao MS Office. Se você deseja ter um Nike, vai comprar um Nike - legítimo ou pirateado - mesmo que o tênis do outro fabricante tenha a mesma funcionalidade, seja tão bonito quanto (mas não igual, nem semelhante) e seja mais barato. Não é diferente com o software.
Se algum produto de SL começar a ganhar visibilidade, e conquistar presença relevante de mercado, aí sim, ele vai acabar reduzindo a fatia de mercado dos produtos concorrentes e, com ela, a fatia pertencente à pirataria - mas isso é o mesmo que matar o paciente para eliminar a doença. Não é essa a resposta que estamos procurando...
Temos que aceitar que o poder de copiar e distribuir é uma consequência inevitável da tecnologia digital. Não adianta tentar criar mecanismos que impeçam a cópia, pois eles sempre serão superados. Não adianta criar leis que proíbam a cópia, pois isso somente levará à criação de mercados clandestinos. Modelos de negócios que se sustentem nesses tipos de proteções simplesmente vão morrer, mais cedo ou mais tarde, quer concordemos com isso ou não.
Acredito, portanto, que somente com a adoção de modelos de negócios inteligentes, associados à estratégia de desenvolvimento colaborativo (aberto e livre), é que teremos uma solução definitiva para esse problema. O Google é um bom exemplo disso.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
OLPC XO-2 terá hardware livre
O projeto OLPC (Um Laptop por Criança), idealizado e capitaneado por Nicholas Negroponte, se prepara para entrar em uma nova fase.
Oficialmente, o projeto nasceu há exatos 4 anos, em janeiro de 2005, no fórum econômico de Davos, quando Nicholas expôs sua ideia visionária, quase utópica, de revolucionar a educação com a distribuição de um laptop para cada criança, no mundo inteiro. Seu plano era criar um produto atraente, com conceitos inovadores, e vender milhões de unidades nos países ricos, para assim reduzir os custos de produção (por economia de escala) e subsidiar a distribuição gratuita nos países mais pobres.
Após 4 anos, a primeira versão do laptop, o XO-1, pode comemorar um relativo sucesso. Em meio a problemas com desenvolvedores, acordos frustrados com grandes parceiros, e adaptações nos rumos do próprio projeto, Nicholas se mantém otimista:
E o conceito desse novo notebook é realmente inovador. A novidade que mais me agradou, entretanto, foi a intenção de desenvolvê-lo como um projeto de hardware livre. Segundo Negroponte:
Fonte: The Guardian
Oficialmente, o projeto nasceu há exatos 4 anos, em janeiro de 2005, no fórum econômico de Davos, quando Nicholas expôs sua ideia visionária, quase utópica, de revolucionar a educação com a distribuição de um laptop para cada criança, no mundo inteiro. Seu plano era criar um produto atraente, com conceitos inovadores, e vender milhões de unidades nos países ricos, para assim reduzir os custos de produção (por economia de escala) e subsidiar a distribuição gratuita nos países mais pobres.
Após 4 anos, a primeira versão do laptop, o XO-1, pode comemorar um relativo sucesso. Em meio a problemas com desenvolvedores, acordos frustrados com grandes parceiros, e adaptações nos rumos do próprio projeto, Nicholas se mantém otimista:
"Há mais de 600.000 laptops distribuídos, 250.000 em trânsito, e outros 380.000 em produção, logo são cerca de 1,2 milhão de unidades. Trinta e um países, em 19 linguagens, são as estatísticas exatas. É menos do que eu havia antecipado, mas ainda assim é gratificante."
Primeira geração: XO-1
(clique para ampliar)
A nova versão do laptop da OLPC, o XO-2, teve seu primeiro protótipo apresentado em maio de 2008, e traz um novo conceito:(clique para ampliar)
"A primeira geração é um laptop que pode ser um livro; a próxima geração será um livro, que pode ser um laptop"
Segunda geração: XO-2
(clique para ampliar)
(clique para ampliar)
E o conceito desse novo notebook é realmente inovador. A novidade que mais me agradou, entretanto, foi a intenção de desenvolvê-lo como um projeto de hardware livre. Segundo Negroponte:
"Uma coisa importante sobre o XO-2 é que vamos fazê-lo como um programa de hardware livre. O XO-1 foi realmente projetado como se fôssemos a Apple. O XO-2 será projetado como se fôssemos o Google - vamos querer que as pessoas copiem ele. Faremos seus componentes disponíveis. Tentaremos usar uma abordagem exatamente oposta à que adotamos com o XO-1"
Outro ponto interessante sobre o XO-2 é que ele tem apelo comercial para consumidores ocidentais, como um leitor para e-books, e há potencialmente um mercado de massa, para o preço-alvo de $75,00. Por ser um projeto livre, empresas como Asus ou Acer podem fabricá-lo, sem terem que pagar royalties à OLPC.
Um projeto que foi iniciado para ajudar crianças em países em desenvolvimento pode acabar ajudando também crianças no ocidente. "Eu não reclamaria", diz Nicholas.
Um projeto que foi iniciado para ajudar crianças em países em desenvolvimento pode acabar ajudando também crianças no ocidente. "Eu não reclamaria", diz Nicholas.
Fonte: The Guardian
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Apple ganha patente para interface do iPhone
A patente, intitulada "Touch screen device, method, and graphical user interface for determining commands by applying heuristics", descreve o uso de displays multi-toque, a definição de gestos com múltiplos pontos de toque, e a aplicação de heurísticas para identificar esses gestos e associá-los a comandos, tais como "executar aplicativo", "mudar de página", ou "zoom". Em resumo: a patente descreve o comportamento da interface do iPhone e de outros produtos da Apple, além das tecnologias que implementam esse comportamento.
A aprovação dessa patente chega em momento certo para incendiar a guerra que se anuncia entre a Apple e a Palm, com o lançamento do Palm Pre - concorrente direto do iPhone, que implementa uma interface muito semelhante. Um dia após a aprovação da patente, Tim Cook, que atualmente substitui Steve Jobs no comando da Apple, fez declarações agressivas, deixando claro, sem citar nomes, que a Apple "gosta de competição, desde que suas Propriedades Intelectuais não sejam desrespeitadas".
A questão central, aqui, é discutir se o sistema de patentes, em casos semelhantes a esse, contribuem ou não para o desenvolvimento tecnológico global.
É claro que a Apple investiu tempo e dinheiro no desenvolvimento da interface do iPhone, e merece crédito por isso. Nenhuma empresa tem o direito de "roubar" ou "copiar" as tecnologias (algoritmos, heurísticas, códigos) que fazem essa interface funcionar, mas... seria justo impedir que outras empresas imitem, com implementação própria, o "estilo" ou o "comportamento" dessa interface?
No mundo dos sistemas computacionais, principalmente nos Sistemas Embarcados, é cada vez mais nebulosa a linha que distingue entre funcionalidade e implementação, conceito e tecnologia. Nesse ambiente nebuloso, o sistema de patentes pode gerar mais problemas que soluções, e pode estimular mais investimentos nos departamentos jurídicos, que nos de P&D.
A aprovação dessa patente chega em momento certo para incendiar a guerra que se anuncia entre a Apple e a Palm, com o lançamento do Palm Pre - concorrente direto do iPhone, que implementa uma interface muito semelhante. Um dia após a aprovação da patente, Tim Cook, que atualmente substitui Steve Jobs no comando da Apple, fez declarações agressivas, deixando claro, sem citar nomes, que a Apple "gosta de competição, desde que suas Propriedades Intelectuais não sejam desrespeitadas".
A questão central, aqui, é discutir se o sistema de patentes, em casos semelhantes a esse, contribuem ou não para o desenvolvimento tecnológico global.
É claro que a Apple investiu tempo e dinheiro no desenvolvimento da interface do iPhone, e merece crédito por isso. Nenhuma empresa tem o direito de "roubar" ou "copiar" as tecnologias (algoritmos, heurísticas, códigos) que fazem essa interface funcionar, mas... seria justo impedir que outras empresas imitem, com implementação própria, o "estilo" ou o "comportamento" dessa interface?
No mundo dos sistemas computacionais, principalmente nos Sistemas Embarcados, é cada vez mais nebulosa a linha que distingue entre funcionalidade e implementação, conceito e tecnologia. Nesse ambiente nebuloso, o sistema de patentes pode gerar mais problemas que soluções, e pode estimular mais investimentos nos departamentos jurídicos, que nos de P&D.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Adolescentes são enquadrados por pornografia infantil nos EUA
Três garotas, que supostamente enviaram de seus celulares fotos de si mesmas, nuas ou seminuas, e três garotos, que receberam as imagens, foram acusados de pornografia infantil, pela polícia da Pensilvânia, nos EUA. Todos os adolescentes, que têm idade entre 14 e 17 anos, estudam na mesma escola.
A polícia informou que funcionários da escola perceberam que um(a) estudante foi visto(a) usando um celular durante a aula, o que é proibido na escola. O aparelho então foi apreendido, e as fotos foram encontradas. A investigação policial levou aos outros celulares, com mais fotos.
As garotas estão sendo acusadas de produção, distribuição e posse de pornografia infantil, e os garotos são acusados de posse.
Várias coisas surpreendem nessa curta notícia:
Em primeiro lugar, tudo bem ser proibido usar o celular durante as aulas - acho até que todas as escolas daqui deveriam adotar a mesma prática, mas... é correto um funcionário da escola apreender e bisbilhotar o aparelho, ao ponto de encontrar as fotos? Do meu ponto de vista, isso é invasão de privacidade.
Segundo, é realmente esse o encaminhamento adequado para o caso em questão? Não conheço as leis da Pensilvânia, mas acredito que lá, assim como aqui no Brasil, a intenção da lei é proteger as crianças e adolescentes contra a exploração por parte de terceiros, adultos ou não, mas não foi esse o caso.
As garotas tiraram fotos de si mesmas, aparentemente sozinhas, espontaneamente, e enviaram para os colegas. Nada indica que os garotos tenham, sequer, "induzido" as colegas a tirarem as fotos, tanto é que estão sendo acusados apenas pela posse das imagens. Se algum desses adolescentes tivesse vazado as fotos publicamente, para quaisquer outras pessoas, poderíamos até falar em crime de "distribuição", mas, até onde a imprensa relata, as imagens estavam restritas a esse pequeno grupo de amigos.
Para mim, isso foi uma brincadeira de adolescentes, nada mais. É claro que foi uma brincadeira inadequada, e eles deveriam ser orientados a não repeti-la. Argumentos para isso não faltam.
Em vez de levar o caso à polícia, e transformar uma brincadeira privada em um fato com repercussão internacional, a escola poderia ter chamado os pais e alunos envolvidos para uma conversa reservada - talvez até com a presença de uma autoridade, tipo "conselho tutelar"... esses adolescentes poderiam até ser repreendidos, pegar uma suspensão, ficar de castigo em casa, perder os celulares por um tempo... mas jamais serem acusados criminalmente de produção, distribuição e posse de material pornográfico.
Se houve um crime, nessa história toda, foi do funcionário da escola, que invadiu o celular, sem um mandado.
A questão que fica no ar é se a escola agiu dessa forma porque as leis da Pensilvânia assim determinam, ou se foi realmente falta de sensibilidade dos dirigentes. No Brasil, nosso Legislativo está discutindo leis sobre "pedofilia" e "crimes digitais". Em alguns pontos, essas leis até se cruzam, criando possibilidades para que casos absurdos, como esse, aconteçam por aqui.
A polícia informou que funcionários da escola perceberam que um(a) estudante foi visto(a) usando um celular durante a aula, o que é proibido na escola. O aparelho então foi apreendido, e as fotos foram encontradas. A investigação policial levou aos outros celulares, com mais fotos.
As garotas estão sendo acusadas de produção, distribuição e posse de pornografia infantil, e os garotos são acusados de posse.
Várias coisas surpreendem nessa curta notícia:
Em primeiro lugar, tudo bem ser proibido usar o celular durante as aulas - acho até que todas as escolas daqui deveriam adotar a mesma prática, mas... é correto um funcionário da escola apreender e bisbilhotar o aparelho, ao ponto de encontrar as fotos? Do meu ponto de vista, isso é invasão de privacidade.
Segundo, é realmente esse o encaminhamento adequado para o caso em questão? Não conheço as leis da Pensilvânia, mas acredito que lá, assim como aqui no Brasil, a intenção da lei é proteger as crianças e adolescentes contra a exploração por parte de terceiros, adultos ou não, mas não foi esse o caso.
As garotas tiraram fotos de si mesmas, aparentemente sozinhas, espontaneamente, e enviaram para os colegas. Nada indica que os garotos tenham, sequer, "induzido" as colegas a tirarem as fotos, tanto é que estão sendo acusados apenas pela posse das imagens. Se algum desses adolescentes tivesse vazado as fotos publicamente, para quaisquer outras pessoas, poderíamos até falar em crime de "distribuição", mas, até onde a imprensa relata, as imagens estavam restritas a esse pequeno grupo de amigos.
Para mim, isso foi uma brincadeira de adolescentes, nada mais. É claro que foi uma brincadeira inadequada, e eles deveriam ser orientados a não repeti-la. Argumentos para isso não faltam.
Em vez de levar o caso à polícia, e transformar uma brincadeira privada em um fato com repercussão internacional, a escola poderia ter chamado os pais e alunos envolvidos para uma conversa reservada - talvez até com a presença de uma autoridade, tipo "conselho tutelar"... esses adolescentes poderiam até ser repreendidos, pegar uma suspensão, ficar de castigo em casa, perder os celulares por um tempo... mas jamais serem acusados criminalmente de produção, distribuição e posse de material pornográfico.
Se houve um crime, nessa história toda, foi do funcionário da escola, que invadiu o celular, sem um mandado.
A questão que fica no ar é se a escola agiu dessa forma porque as leis da Pensilvânia assim determinam, ou se foi realmente falta de sensibilidade dos dirigentes. No Brasil, nosso Legislativo está discutindo leis sobre "pedofilia" e "crimes digitais". Em alguns pontos, essas leis até se cruzam, criando possibilidades para que casos absurdos, como esse, aconteçam por aqui.
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