Esses são os slides de uma palestra que apresentei para o I SENAI-TEC, aqui em Aracaju, em 2008.
Quase todos nós já ouvimos falar de Software Livre, e muitos até já utilizam regularmente alguns de seus representantes mais famosos, como o Br-Office, o Firefox, até mesmo algum sistema operacional baseado em Linux. O problema é que muitas dessas pessoas acabam associando que Software Livre é sinonimo de Software Gratuito, e que essa é a sua principal (ou única) vantagem. Além disso, por desconhecerem os verdadeiros interesses por trás das guerras de formatos e padrões, não entendem por que certos documentos do Word ficam desformatados no Br-Office, ou porque certas páginas da web não abrem corretamente no Firefox, e acabam também associando que Software Livre é algo que não funciona direito.
O que me surpreende, entretanto, é que mesmo entre os profissionais de TI, muitos ainda desconhecem o que realmente é Software Livre, e têm preconceitos quanto à sua estabilidade, qualidade e potencial de exploração comercial. A motivação para essa palestra surgiu de uma conversa que eu tive, entre profissionais de TI, sobre a importância de difundir o conceito (não apenas o uso) de SL nas escolas, quando um deles discordou, defendendo que as escolas devem usar os "softwares que o mercado usa", e saiu com essa pérola:
"Essa onda de Software Livre nunca vai ganhar força, porque não tem apelo de mercado..."Assim, o objetivo principal dessa apresentação é derrubar alguns mitos que ainda pesam sobre o conceito de Software Livre, principalmente quando relacionado à sua exploração como atividade lucrativa. Com base na frase do ilustre colega, eu procuro mostrar:
- Um pouco de história, para provar que SL não é uma "onda". Ao contrário, desde o princípio da história da computação, o software sempre foi desenvolvido de forma aberta e colaborativa, com parcerias entre empresas e universidades, porque todos acreditavam que somente o hardware tinha valor comercial. Com o advento do microcomputador, nos anos 70, aí sim, surge uma "onda" para defender a propriedade intelectual sobre o software;
- O que realmente significa Software Livre, e a diferença entre Livre e Gratuito;
- De que forma você pode explorar um SL como uma atividade comercial, e que vantagens isso pode trazer para o desenvolvedor profissional de software;
- Alguns exemplos de empresas de software proprietário que, para se manterem competitivas, foram forçadas a adaptar seus modelos de negócios para SL.
- Finalmente, como os conceitos de desenvolvimento colaborativo e compartilhamento de informações estão dando origem a outros fenômenos, como projetos de Hardware Livre (afinal, sou professor de Eletrônica, e não de Computação!!!)
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