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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Como o Google Sidewiki pode revolucionar a Democracia

O Google lançou o Sidewiki: um serviço que permite a qualquer pessoa adicionar um comentário a qualquer página na internet. Para utilizá-lo, basta instalar a barra de ferramentas do Google em seu navegador (Firefox ou IE).

Com ele instalado, para adicionar um comentário a qualquer página, basta clicar no botão da barra de ferramenta, e digitar. Simples assim. Seu comentário poderá ser lido por todas as outras pessoas que também possuam a ferramenta, e que visitem aquela mesma página. Sempre que você visitar uma página que já possui comentários adicionados por outras pessoas, aparecerá uma discreta barra vertical, à esquerda da página, que poderá ser expandida para dar acesso às mensagens. A ferramenta permite, ainda, que os usuários votem positivamente ou negativamente nos comentários uns dos outros, criando um sistema aberto de moderação.

É evidente que esse recurso poderá ser usado de mil maneiras, com milhares de propósitos! - você poderá adicionar comentários, lembretes, recados, complementos, links para conteúdos relacionados, aos seus sites preferidos ou em sua rede social... entretanto, o poder dessa nova ferramenta é inimaginável e, certamente, vai muito além da web. Ela tem o potencial para transformar a sociedade.

Imagine, por exemplo, que qualquer cidadão poderá, livremente, anexar mensagens às páginas de políticos, de órgãos governamentais, de veículos de imprensa, de empresas... mesmo que essas não possuam o recurso para postar comentários, ou onde a postagem dependa de moderação.

É a Democracia, e a Liberdade de Expressão, levada ao seu limite máximo. Agora sim, todos têm o mesmo direito para expressar seus pensamentos.

Detalhe: os comentários não são anônimos. Para usar o serviço, você deverá estar logado como usuário do Google, portanto, se fizer comentários caluniosos, ofensivos, etc, poderá ser identificado, portanto... aprecie com moderação! - Com grande poder, vem grande responsabilidade!

Acredito (e espero) que essa ferramenta tem tudo para se transformar em algo tão revolucionário e transformador quanto a Wikipedia... só o tempo dirá.

Vamos lá! - Instale o Google Sidewiki agora mesmo, e exerça a sua liberdade de expressão!

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

terça-feira, 22 de setembro de 2009

The Matrix... versão Windows

Genial!!! - agora com legendas em português.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Robô imita anatomia de músculos e esqueleto humano

Normalmente, robôs humanoides imitam a forma humana, mas os mecanismos internos usados para dar-lhes movimento são muito diferentes dos que nós usamos, e isso se reflete em suas características. Isso gera severas limitações nas formas de interação em que tais robôs podem se engajar, no conhecimento que eles podem adquirir do ambiente e, portanto, na natureza do seu envolvimento cognitivo com o ambiente.

Entretanto, um novo tipo de robô está sendo desenvolvido por um consórcio formado por várias universidades européias - um robô antropomimético. Em vez de apenas copiar a forma externa de um humano, ele imita nossas estruturas e mecanismos internos - ossos, juntas, músculos e tendões - e portanto tem o potencial para agir e interagir como humanos.

(Ser ou não ser...)

O objetivo do projeto é, a partir desse "corpo", desenvolver uma "consciência", capaz de controlar seus movimentos - não com movimentos pré-programados, mas realmente aprender a usar esse corpo, como nós aprendemos a usar o nosso. É um projeto ambicioso - por isso mesmo, fascinante.



Referência:
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sábado, 19 de setembro de 2009

Liberdade para os seus Dados!

A tão-falada computação em núvem é uma proposta bacana: com ela, você pode acessar seus aplicativos e dados de qualquer lugar, sem a necessidade de tê-los instalados no dispositivo que você está usando no momento. Como benefício extra, você também não precisa mais se preocupar com atualização de softwares, nem com a sincronização das diversas cópias do mesmo arquivo, que você deixou espalhados no pendrive, no desktop de casa, no seu notebook, no computador do trabalho ou da faculdade.

Eu, por exemplo, uso exclusivamente o gmail via web, e há muitos anos que não uso um cliente de email. Para a edição de documentos, ainda não dá para dispensar completamente o BrOffice, mas para documentos mais simples, eu sempre prefiro usar o Google Docs. O mesmo para minha agenda, favoritos, fotos, etc: tá tudo na web. Até mesmo esse blog: ele é editado diretamente no navegador (alguém ainda usa o Front-Page?).

Poder acessar e manipular seus arquivos diretamente via web é muito prático, mas tem um grande problema: para que isso seja possível, você tem que confiar seus arquivos aos cuidados de um servidor (o Google, por exemplo). O que acontece quando, depois de anos depositando seus dados em um determinado serviço, você resolve migrar para outro?

Até agora, a resposta era: você não migra. A maioria desses serviços não dispõem de meios para exportar os dados lá depositados. Mesmo para os serviços que possuem alguma função de exportação, não há padronização (formato de arquivos) que tornem simples a importação em outro serviço.

Isso cria uma armadilha: É fácil se apaixonar por um serviço (muitas vezes, gratuito), e esquecer completamente sobre a importância de controlar seus próprios dados.

A "Frente para Libertação dos Dados" (Data Liberation Front) é uma iniciativa de um grupo de desenvolvedores do Google para tornar seus dados livres e acessíveis, de modo que você possa movê-los para qualquer outro serviço que deseje. O objetivo da equipe é viabilizar a exportação / importação de dados de / para qualquer serviço Google, sem nenhum custo adicional, da forma mais fácil possível.

O objetivo do grupo é desenvolver tecnologias e padrões amplamente aceitos, para compatibilizar a troca de dados entre todos os serviços, de preferência, com alguns clicks. Enquanto isso não acontece, o site traz instruções específicas, sobre como exportar / importar dados de cada serviço Google para os similares mais comuns.

Vale a pena guardar esse endereço: um dia, você pode precisar dele.

Referências:

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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Estudantes do MIT tiram fotos do espaço, gastando apenas U$150

Oliver Yeh, Justin Lee e Eric Newton, estudantes do MIT, construíram um aparato de baixo custo para fotografar a Terra, a mais de 28.000 metros de altura. Em vez de foguetes e sofisticados sistemas de controle, eles encheram um balão meteorológico com hélio e penduraram nele uma câmera digital.

(fonte: wired.com)

Claro que a coisa não é assim tão simples...

A essa altitude, a temperatura pode atingir -55ºC, o que causaria problemas ao funcionamento das baterias e partes eletrônicas da câmera. Para contornar esse problema, os estudantes colocaram tudo dentro de uma caixa de isopor, e adicionaram algumas bolsas térmicas para manter tudo aquecido lá dentro.


Outro detalhe importante é: quem vai apertar o botão para tirar as fotos??? - Para isso, os estudantes reprogramaram o firmware da câmera, fazendo-a tirar uma foto a cada 5 segundos. Um cartão de 8GB foi suficiente para registrar todas as fotos da missão. A Canon A470 foi escolhida exatamente por seu baixo custo, e também por permitir facilmente sua reprogramação, através do CHDK (Canon Hacker’s Development Kit).

Mais um problema: o balão não possui qualquer controle de vôo, e será carregado livremente pelos ventos. Como localizá-lo quando ele retornar ao chão? Os estudantes resolveram esse problema adicionando um celular Motorola i290, equipado com GPS, e uma antena externa, para conseguir ter alcance para a rede celular. Para rastrear o sinal do GPS, utilizaram o software Accutracking.


Custo total da missão, incluindo a fita adesiva: U$148,00.


O que há de extraordinário nesse feito é exatamente que ele não tem nada de extraordinário, exceto a criatividade dos estudantes. Esse experimento poderia ter sido feito por qualquer pessoa, em qualquer lugar. Todos os componentes utilizados podem ser comprados em lojas comuns, e nenhum conhecimento muito específico foi necessário - apenas curiosidade, e vontade.

Todos os detalhes deste projeto - denominado Ícaro - estão disponíveis neste site.

Referências:

Software Freedom Day - em Aracaju/SE


Acontecerá no próximo dia 19 de setembro de 2009 o Software Freedom Day (SFD) na Faculdade de Administração e Negócios de Sergipe (FANESE) em Aracaju/SE.
O SFD é um evento que tem como principal objetivo promover o uso de software livre, apresentando sua filosofia, seu alcance, avanços e desenvolvimento ao público em geral. Ele acontece simultaneamente em diversas cidades do mundo e, neste ano, Aracaju terá sua primeira edição.

Mais informações:

softwarefreedomday.org

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Para Stallman, Partido Pirata pode prejudicar o Software Livre

O Partido Pirata surgiu em 2006, na Suécia, com propostas para reformar as leis de copyright, eliminar o sistema de patentes, assim como reforçar a proteção à privacidade individual, tanto na internet quanto na "vida real", e defender o livre compartilhamento de informações.


Apesar de muito recente, a iniciativa vem ganhando adeptos em todo o mundo - principalmente após o julgamento do site The Pirate Bay. Hoje, o partido é o terceiro maior da Suécia, em número de afiliados, já conta com um assento no Parlamento Europeu, e transformou-se numa rede internacional de partidos, com representações em mais de 30 países, incluindo o Brasil.

Especificamente com relação ao copyright, o Partido defende que "o monopólio, por parte do proprietário do copyright, para exploração comercial de uma obra estética deveria se limitar a cinco anos após sua publicação", em vez da proteção atual, que garante 70 anos após a morte do autor.

A princípio, a proposta parece bastante razoável mas, para Richard Stallman, criador da GPL - Licença Pública Geral, ela pode trazer consequências indesejáveis para o movimento do Software Livre:
"a combinação específica escolhida pelo Partido Pirata Sueco, ironicamente, é um tiro pela culatra no caso especial do software livre. Tenho certeza que eles não têm essa intenção, mas é o que deverá acontecer.

A GPL, e outras licenças de copyleft, usam a lei de copyright para defender a liberdade de cada usuário. A GPL permite a todos publicar modificações, mas apenas sob a mesma licença (...) e todos os redistribuidores são obrigados a dar livre acesso ao código-fonte."
Segundo Stallman, com a proposta do Partido Pirata,
"Após cinco anos, o código-fonte cairia em domínio público, e desenvolvedores de software proprietário estariam livres para incluí-los em seus programas [sem a obrigação, da GPL, de disponibilizar os fontes].

O software proprietário é protegido não apenas por copyright, mas também pelo EULA [Contrato de Licença ao Usuário Final], e os usuários não possuem o código-fonte. Mesmo que o copyright permita o compartilhamento não-comercial, o EULA pode proibi-lo.

Assim, qual seria o efeito de terminar o copyright desse programa após 5 anos? Isso não obrigaria o desenvolvedor a disponibilizar o código-fonte, e presumivelmente muitos nunca o farão. (...) O programa poderia ainda possuir uma "bomba programada", para fazê-lo parar de funcionar após 5 anos e, nesse caso, as cópias em domínio público não funcionariam."
Perceberam a armadilha? o Stallman está certo, mais uma vez!

Ele conclui seu artigo enfatizando que não se opõe aos princípios do Partido Pirata, e propõe mudanças em sua plataforma.

Uma opção seria estender o tempo do copyright para 10 anos, especificamente para o software livre, mas o PP não aceita criar essa excessão. Outra proposta seria obrigar o desenvolvedor de software proprietário entregar o código-fonte a um terceiro, que o manteria em segredo pelo prazo de 5 anos, e o tornaria público, após esse prazo.

E você? qual a sua sugestão?

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domingo, 19 de julho de 2009

Cópias de obras em domínio público são protegidas por copyright?

Responda rápido: A cópia de uma obra que está em domínio público é protegida por copyright? Essa é a questão que está no centro de uma disputa legal da National Portrait Gallery, de Londres, contra um colaborador da Wikipedia, nos EUA.

Derrick Coetzee, um dos administradores da Wikipedia em inglês, inseriu na base Wikimedia Commons cerca de 3300 imagens de alta resolução de pinturas - todas feitas no séc XIX ou antes e, portanto, claramente em domínio público - digitalizadas pela National Portrait Gallery. Acontece que a NPG alega que investiu muito esforço, tempo e dinheiro no trabalho de digitalização dessas obras e que, embora as pinturas estejam em domínio público, os arquivos digitalizados são fruto de seu trabalho - sendo, assim, protegidos por copyright.

Apesar de não cobrar pelo acesso online ao acervo, nem pela visita presencial ao seu museu, em Londres, a NPG obtém receita com a venda de cópias impressas e direitos de reprodução das cópias digitalizadas para livros e revistas, e alega que a disponibilização desses arquivos na base Commons prejudica essa receita.

Por outro lado, representantes e colaboradores da Wikimedia alegam que as obras encontram-se em domínio público, e que várias outras galerias e museus, em vários países, já doaram voluntariamente seus acervos digitais para a Wikimedia Commons, e que a NPG deveria fazer o mesmo.

Para apimentar a discussão, acrescento o fato de que a NPG alega que as imagens eram disponibilizadas no seu site através de um aplicativo que permitia o zoom de suas partes, e que Coetze provavelmente usou algum software para baixar automaticamente as várias partes, recompondo as imagens totais em alta resolução, configurando um ato de "quebra de dispositivo de proteção", considerado ilegal pelo direito britânico. Entretanto, a NPG é inscrita, perante o governo britânico, como uma organização beneficente, isenta de impostos, que recebe verbas governamentais e donativos públicos, e que tem como missão "promover a apreciação e entendiento da pintura em todas as mídias (...) para a faixa mais ampla de visitantes que for possível". Se uma organização recebe dinheiro público para digitalizar obras em domínio público, ela tem o direito de "proteger" esses arquivos?

Comentários sobre essa questão em vários blogs afirmam que, nos EUA, não há dúvida: a cópia de uma obra em domínio público é também domínio público, mas que na Grã-Bretanha, há um vazio na legislação. Alguém sabe como essa questão seria resolvida segundo a legislação brasileira?

Referências:
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