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sábado, 8 de outubro de 2011

Steve Jobs

05/11/2011 - Morre Steve Jobs: um gênio, visionário, controverso... um homem cheio de qualidades e defeitos, que não teve medo de ousar e, por isso mesmo, conseguiu por várias vezes reinventar a si mesmo. Reinventar a tecnologia, foi apenas uma consequência.

Conheça um pouco mais sobre sua história, e sua personalidade marcante:

Steve Jobs: um apanhado da vida e da carreira desse gênio da tecnologia



Discurso em Stanford



Piratas do Vale do Silício

domingo, 2 de outubro de 2011

terça-feira, 12 de julho de 2011

Devo estudar inglês, ou mandarim?

O mundo que conhecemos é dominado pelos EUA. De lá, assimilamos a cultura, valores e, principalmente, produtos e tecnologias. Na minha geração, aprender inglês foi essencial.

Mas o que podemos recomendar às futuras gerações? Quem está na escola hoje deve esperar a mesma distribuição geopolítica do século XX?

Certamente não.

Enquanto as economias dominantes dos países "desenvolvidos" (EUA e Europa Ocidental) parecem lutar contra crises cada vez mais frequentes, alguns países "em desenvolvimento" chamam a atenção do mundo por seu crescimento econômico: são os BRIC - Brasil, Rússia, Índia e China.

O Brasil, acreditem, está em franco crescimento econômico e tecnológico. Nossa economia, historicamente baseada em commodities, começa a desenvolver-se também em produtos com maior valor agregado. Isso representa um grande desafio para as futuras gerações: aprender a trabalhar com o cérebro, e não com as mãos.

Mas quem lidera essa revolução é a China. Com mais de 1,3 bilhão de habitantes, a economia chinesa cresce a um ritmo sem igual. Já é possível sentir o efeito desse crescimento na prática, com a invasão de produtos chineses: das quinquilharias vendidas a R$1,99 até automóveis.

Mas não pense que a China será apenas um grande exportador de produtos de consumo. Tudo indica que, nos próximos 20 anos, ela se tornará a maior potência econômica, tecnológica, militar... e portanto... cultural!

Para compreender esse novo mundo, recomendo essas três palestras:
somadas, elas tomarão menos de 1 hora do seu tempo, mas eu garanto: elas podem definir o seu futuro.

Ah! - e quanto à pergunta que está no título dessa matéria??? - deixe o seu comentário!!!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Murilo Gun em "Entrevista com o Estagiário"

Você conhece alguém que pensa como esse rapaz???

sábado, 14 de maio de 2011

Mamãe, eu sou gay...

Vejam o que aconteceu com uma amiga minha: sua filha, de 9 anos, na hora do almoço, ergueu seu copo de guaraná como se fosse uma taça de champanhe, e anunciou:
--Atenção gente, chamem os repórteres!!! -- vamos brindar, porque tenho uma importante revelação a fazer...

--Eu sou gay!
Ainda sem entender direito o motivo daquele ato, a mãe perguntou: mas porque você acha que é gay, minha filha? e ela respondeu:
--Ah, mãe... porque eu não gosto de brincar com meus amigos... apenas com minhas amigas... então: gay é quando uma menina gosta de outras meninas, ou quando um menino gosta de outros meninos!
Isso poderia ser entendido como uma inocente brincadeira de criança, mas a conversa se estendeu, e os argumentos da menina - ao mesmo tempo seguros e equivocados - deixaram a mãe realmente preocupada.

Interessante notar o tom "televisivo" que a menina criou, chamando "repórteres", fazendo um "brinde", anunciando uma "revelação"... isso pode dar uma pista de como esse tema chegou ao seu interesse: o homossexualismo está na pauta da TV, em todos os horários. São personagens gays nos programas de humor e nas novelas... discussões sobre a união civil de homossexuais nos telejornais... campanhas contra a homofobia... não há uma preocupação em saber como esses conteúdos serão assimilados pelas crianças.

Mas há ainda outra questão: de onde ela tirou o conceito do que "gay é quando uma menina gosta de outras meninas, ou quando um menino gosta de outros meninos"? - não podemos atribuir isso diretamente à TV, sem uma análise mais cuidadosa.

Esse é o principal interesse da mãe, e para isso ela já está levando a filha a uma psicóloga. A preocupação da mãe não é saber se a menina realmente é gay ou não... o problema é compreender como esse tema entrou na "agenda" de uma menina de 9 anos, e a partir de quais elementos ela está construindo seus conceitos sobre o assunto.

Eu aproveito a carona no caso, para discutir uma outra questão: o respeito à opção sexual de cada indivíduo e o combate à homofobia são temas importantes, mas... qual é a melhor forma - e qual o melhor momento - de levar esse tema às crianças?

Cartilha contra homofobia x "Kit Gay"

O Ministério da Educação iniciou, nas escolas públicas, a distribuição de um material cujo conteúdo é, no mínimo, discutível: um conjunto de cartilhas, cartazes e vídeos, cujo objetivo é "orientar" ou "balizar" a discussão sobre o homossexualismo e homofobia nas escolas.

Eu não quero me somar aos moralistas e religiosos, que se opõem ao material com argumentos preconceituosos. A discussão não é por aí.

A questão é que o MEC está cometendo um grande erro ao tentar combater o preconceito com outro preconceito. O material elaborado e distribuído pelo MEC "impõe" a aceitação de alguns valores, de forma tão arbitrária quanto aqueles que se opõem a eles. A discussão não é ser "contra" ou "a favor" do homossexualismo, como um confronto de dogmas. Esse caminho não levará a lugar algum.

Em um dos vídeos mais polêmicos, intitulado "encontrando Bianca", um jovem relata que sempre se viu como menina, que se sente melhor se vestindo como mulher, e que prefere ser chamada de "Bianca", em vez do seu nome de registro, "José Ricardo". Argumenta que todos devem respeitar essa sua opção, e relata que muitas vezes sofreu com piadas e até agressões.

Podemos perceber que a intenção dos seus idealizadores é boa. O tema central é o respeito à individualidade e às diferenças, e não há dúvidas de que esse é um tema que merece ser abordado.

Entretanto, quando tratamos de políticas públicas, precisamos levantar outras questões: o tema está sendo abordado da forma correta? como avaliar a qualidade desse material? como a mensagem contida no vídeo será assimilada pelos jovens de diferentes faixas etárias? sob qual metodologia esse tema será abordado nas escolas?

A Educação precisa ser apresentada ao Método Científico

Sou educador e, infelizmente, todos os dias, percebo que a Educação não conhece o Método Científico. Tudo é feito na base do "achismo". Uns acham que devem fazer assim, outros acham o contrário, daí montam comissões, conselhos, que passam meses discutindo o sexo dos anjos, filosofando no vazio, buscando um "consenso"... mas ninguém propõe uma abordagem científica!!!

Como sabemos se um novo remédio é eficaz ou não? Existe um longo processo para isso! - são testes rigorosos em laboratório, publicação de resultados em periódicos e eventos especializados, onde esses resultados serão avaliados, reproduzidos e possivelmente questionados por outros profissionais da mesma especialidade para, somente após a validação, ser autorizado o teste em um pequeno grupo de pacientes, com o acompanhamento de um outro grupo, de controle, e a avaliação de mais resultados. Pode-se levar décadas para a homologação de uma nova droga ou tratamento - mas todo esse processo tem dois objetivos: garantir que aquela droga realmente produz o efeito prometido, e conhecer seus efeitos colaterais.

Esse material que o MEC está distribuindo foi avaliado em algum estudo científico? seus resultados foram publicados em periódicos e eventos especializados? sua metodologia foi reproduzida e avaliada por outros profissionais, que confirmaram os resultados? seus efeitos foram devidamente medidos e comparados a um grupo de controle?

Toda política pública na Saúde baseia-se em resultados de processos científicos rigorosos. Por que, então, deve ser diferente na Educação? Por que a Educação é sempre tratada de forma mambembe, através de improvisos e achismos? Será que, algum dia, a Educação será tratada como uma ciência?

Em uma estrutura escolar falida, que não consegue sequer formar a capacidade básica de interpretação de textos, é sensato despejar cartilhas sobre um tema tão complexo, sem nenhum estudo sério sobre seus efeitos e consequências?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A Morte de bin Laden e a relação Ocidente/Oriente

Ouça aqui o áudio da entrevista com Sérgio Malbergier ao Programa Pânico (rádio Jovem Pan), falando da morte de Osama Bin Laden. É uma entrevista descontraída, divertida, mas muito informativa. Vale a pena ouvir.

Sérgio Malbergier é jornalista. Foi editor dos cadernos Dinheiro (2004-2010) e Mundo (2000-2004), correspondente em Londres (1994) e enviado especial da Folha a países como Iraque, Israel e Venezuela, entre outros. Dirigiu dois curta-metragens, "A Árvore" (1986) e "Carô no Inferno" (1987). Escreve para a Folha Online às quintas.

domingo, 10 de abril de 2011

O Linux completará 20 anos!!!

Em agosto deste ano (2011), o núcleo de Sistema Operacional conhecido como Linux completará 20 anos. Conheça um pouco da sua fascinante história, contada pela Fundação Linux:


(clique em [CC] para ativar legendas (PT/EN)

Para uma história mais detalhada, veja o documentário "Revolution OS", abaixo:

sábado, 2 de abril de 2011

Bullying: A solução pode ser mais simples do que você imagina

Esse vídeo correu o mundo na semana passada: Casey Heynes, um jovem autraliano que vinha sendo constantemente agredido e humilhado por seus colegas, resolve reagir e, ao fazê-lo, não só pôs um ponto final às rotineiras agressões que vinha sofrendo, mas se tornou uma celebridade mundial - um símbolo da luta contra o bullying.

Chamo a sua atenção para alguns detalhes do vídeo: no início, Casey comporta-se de forma absolutamente passiva. Mesmo após receber um soco no rosto, não esboça qualquer reação, mantém o olhar baixo, e quase não se defende. Percebam que, enquanto o agressor o desafia, há um grupo de outros jovens (por trás da câmera) que lhe dão cobertura e o incitam. É possível ouvi-los dizendo: "Coragem! - continue! continue! - estamos aqui na retaguarda!".

Após reagir, e se livrar do agressor magrelo, vem um jovem bem mais alto, com pose de durão, como quem diz: "e aí? vai me encarar também?"... e esse é o principal momento do vídeo: Casey o encara. Não faz nenhum gesto de agressão, apenas olha-o diretamente nos olhos, e o grandão simplesmente congela, sem saber o que fazer. Ele não reconhece mais em Casey a figura da vítima passiva, o saco de pancadas, o alvo fácil que, por tanto tempo, aceitou as agressões sem reagir.

Casey vira as costas, e sai andando. Livre e vitorioso.



O que aconteceu a partir daí?

Bom... os dois meninos foram suspensos pela direção da Escola - erro típico de diretores que preferem lavar as mãos a realmente investigar o que aconteceu e decidir quem deve realmente ser punido, mas o importante mesmo é que Casey começou a receber apoio imediato, não apenas de seus próprios colegas, mas também de centenas de milhares de pessoas, de todos os cantos do mundo. De patinho feio, rejeitado e excluído, passou a ser ser aclamado como herói. Tamanha foi a repercussão, que ele foi até entrevistado em um programa de TV.

Em apenas alguns segundos, sua vida mudou: uma simples reação - que nada tem a ver com o golpe espetacular, mas com a sua mudança de postura - trouxe-lhe de volta a auto-confiança e auto-estima. Suas palavras são contundentes:



O bullying é sempre um ato de covardia, praticado por covardes. A pose de valentão é apenas pose. Na maioria dos casos, são apenas indivíduos confusos, assustados, que não conseguem encarar seus próprios fantasmas, e que escolhem justamente aqueles menos reativos para serem suas vítimas. A passividade é a pior das atitudes.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Micro-Veículos Aéreos

Um projeto financiado pelo DARPA está criando pequenos veículos voadores, que imitam o formato de pássaros, para espionagem e reconhecimento. É um belo exemplo de engenharia.

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