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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Contra dados não há argumentos

Algumas pessoas (incluindo representantes de grandes veículos de mídia) tentam gerar desinformação, para confundir a população e induzi-los a erro na hora de votar. Isso é um atentado à democracia.

Então, vamos deixar o trololó da mídia de lado, e vamos direto aos dados.

A mídia diz que FHC "estabilizou a economia brasileira", e que Lula só conseguiu fazer alguma coisa por causa dessa herança de FHC. Dizem também que o Brasil perdeu a oportunidade histórica de crescer igual à China... Será verdade? vamos aos dados?

O gráfico abaixo (gerado por um aplicativo do Google, com dados do Banco Mundial) compara o crescimento do PIB do Brasil e da China.


O gráfico mostra claramente que Brasil e China sempre tiveram PIBs idênticos, até 1996, quando o PIB brasileiro misteriosamente começa a cair, enquanto a China continua a crescer.

FHC, que foi o presidente do Brasil de 1994 até 2002, faz muito mimimi, dizendo que o PIB brasileiro caiu por causa das "crises econômicas mundiais"... mas como explicar, então, que nesse período, o PIB brasileiro DIMINUIU em 7% enquanto o da China cresceu 160%?

Com a posse de Lula, em 2003, o gráfico mostra imediata recuperação do PIB brasileiro. De 2003 a 2008, sob o governo Lula, o nosso PIB cresceu 188%, enquanto a China cresceu 198%.

Qual é o argumento para o trololó da mídia, afinal???

FHC, o sociólogo iluminado, entregou para Lula um país quebrado, porque VENDEU todas as suas riquezas nos processos de privataria.

Lula recuperou a economia brasileira, enfrentou em 2008 a maior crise econômica da história, deste a grande crise de 1929, e fez o Brasil crescer tanto quanto a China. Só não estamos hoje no mesmo patamar da China por causa dos 8 anos de atraso durante o período FHC.

Contra dados, não há argumentos.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

III Jornada de Informática - COINF/Lagarto

No período de 27 a 29 de setembro de 2010 será realizada a III Jornada de Informática no Campus Lagarto, cujo tema é: “Imersão Tecnológica: os desafios no mercado de Trabalho”, com o objetivo de apresentar algumas das novidades na área de Informática visando integrar a comunidade em geral com o que há de mais novo em Tecnologia.



No dia 28, apresentarei palestra sobre Sistemas Embarcados

Veja programação completa aqui

Atualização: Veja os slides da apresentação

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Sua universidade desenvolve coisas assim?

No meu curso de Engenharia, estudei muita matemática... com tantas equações e quase nenhuma aplicação prática em laboratório, era difícil saber a diferença entre um curso de engenharia e um curso de matemática!!!

É claro que a capacidade de trabalhar com modelos matemáticos é fundamental para a formação em qualquer engenharia, mas... a matemática só se transforma em engenharia quando somos capazes de ir além dos modelos, e construir soluções concretas, para problemas reais.

Se você é professor, e atua em um curso de tecnologia (em qualquer nível, em qualquer área), reflita: as atividades que você desenvolve em sua disciplina contribuem para a construção de soluções concretas? ou tudo é desenvolvido no plano idealizado dos modelos e simulações?

Se você é estudante, em um curso de tecnologia, repito: o domínio das ferramentas matemáticas é fundamental para o seu curso, e não há como você fugir disso, mas fique atento, porque os seus professores podem estar usando o formalismo matemático para mantê-lo ocupado, com a falsa sensação de que estão aprendendo algo útil, quando na realidade o que eles querem mesmo é fugir do laboratório, e esconder de você as dificuldades do mundo real!

Abaixo, vejam a diferença entre modelar, e construir soluções para problemas reais.



ok... peguei pesado com o exemplo acima. Mas veja esse outro: em seu curso, os estudantes são capazes de desenvolver algo assim?

domingo, 5 de setembro de 2010

Os Anjos, os demônios... e o Jabor

Recebi mais um email sobre as eleições 2010, dessa vez com um texto atribuído ao Arnaldo Jabor, dizendo: "Vote na Dilma e ganhe, inteiramente grátis, um José Sarney de presente agregado ao Michel Temmer..."

Então... vote no Serra, e ganhe, inteiramente grátis... espere... prefiro que o próprio candidato se pronuncie!


é triste, mas essa é a realidade da política brasileira. O povo do Maranhão vota nos Sarney... O povo das Alagoas vota em Calheiros e Collor... o povo do Pará vota no Barbalho... todos eles são (foram / serão) legitimamente eleitos. Todos nós, e o próximo presidente, seja quem for, vai ter que conviver com essa realidade.

por causa da aritmética eleitoral, o PT precisa se coligar ao PMDB... assim como o PSDB precisa do DEM. Simples assim. PMDB e DEM estão aí, desde o princípio dos tempos, sempre como legendas de aluguel. Coligam-se com um e com outro, fazem número, mas nunca tiveram identidade ou ideologia. Claro que o PV, PSOL, PSTU podem bradar sua pureza, durante a campanha... mas sabemos que, apesar de suas boas intenções, não se sustentam em nosso sistema político.

quanto aos Delúbios e Valérios... todos sabemos que eles também estão vagando pelos corredores do Planalto desde sempre. Não foram criados pelo PT, nem pelo PSDB... e não se iludam: não seriam extintos pelo PV, PSOL ou PSTU. Eles simplesmente fazem parte do ecossistema, assim como os vermes, insetos e os fungos: você pode não gostar da existência deles, mas eles têm um papel no ecossistema.

o argumento do Jabor, portanto, apesar de basear-se em premissas corretas, não passa de simples manipulação. É puro sofisma, pois suas premissas se aplicam a todos os lados. Nem vou comentar as citações ao Ahmadinejad, Chaves e Castro... o Jabor vai votar em quem, afinal? Quem é o candidato que, se eleito presidente (do Brasil), vai riscar do mapa todos esses nomes do cenário político nacional e internacional (sem substituí-los por outros, de igual quilate)?

O Jabor votaria em Deus??? - acho que não. Pela lógica tortuosa do Jabor, é possível provar que Deus está associado a todos esses malfeitores, já que sabe de tudo, tem o poder para intervir, mas nada faz.

Jabor está acima do bem e do mal.

numa eleição, não há anjos nem demônios, apenas candidatos. Cada um com seus vícios e virtudes, cada um com suas histórias e realizações. Em vez de seguir os agouros de um comentarista qualquer, melhor seguir sua própria consciência.

democracia é um processo... e infelizmente, é um processo mais lento do que nós gostaríamos. Mas, não sejamos pessimistas! - nosso cenário político já foi muito mais podre do que o atual. Nossa democracia ainda é muito recente, e nosso povo ainda está aprendendo a votar. Aos poucos, vamos aprendendo com tentativas e erros, mas a cada eleição, vejo que o cenário vai melhorando.

apesar do terrorismo do Jabor, estamos no caminho certo.

sábado, 4 de setembro de 2010

Sir Ken Robinson: Tragam a revolução no aprendizado!

Quatro anos após a sua primeira palestra ao TED, Ken Robinson nos impressiona novamente com sua clareza, simplicidade, eloquência e humor.

Dessa vez, ele clama por uma revolução na Educação:
Temos de ir de algo que é essencialmente um modelo industrial da educação, um modelo de manufaturas, que é baseado na linearidade e conformidade e agrupamento de pessoas. Temos de ir para um modelo que é mais baseado nos princípios da agricultura. Temos de reconhecer que a prosperidade humana não é um processo mecânico, mas orgânico. E não se pode prever o resultado do desenvolvimento humano; tudo que se pode fazer, assim como os fazendeiros, é criar condições nas quais eles vão começar a prosperar.

(clique em "view subtitles" para selecionar legendas em PT-BR)

Veja também: Ken Robinson: Escolas matam a criatividade?

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A Eletrizante História de Nikola Tesla

Documentário do programa Modern Marvels, da History Channel , sobre um dos maiores cientistas e inventores de todos os tempos, Nikola Tesla.

Link para baixar na íntegra, em .AVI-H264:
Tamanho do arquivo: 255.1 MB
http://www.megaupload.com/?d=1Z4SILHF

Em Torrents:
Coloque no Google: History Channel.Modern Marvels - Nikola Tesla - Mad.Electricity - Dublado - x264 ,( ou Dual Audio ), e vai achar vários resultados deste mesmo vídeo.


Assistam e divulguem.


sábado, 28 de agosto de 2010

1975: Kodak desenvolve a primeira câmera digital

Em dezembro de 1975, após um ano juntando um conjunto de lentes tiradas de uma câmera Super-8, um "novo" tipo de matriz CCD, um conversor A/D retirado de um voltímetro, um gravador digital de instrumentação (em fita K7), 16 baterias de NiCd e um punhado de circuitos analógicos e digitais, um grupo de funcionários da Kodak criou uma... coisa... que eles chamaram de "câmera fotográfica portátil totalmente eletrônica".

protótipo da 1ª câmera digital
(clique na imagem para ampliá-la)


Bem... não era exatamente algo que nós chamaríamos de "portátil", mas... foi realmente um feito impressionante! - Ela levava 23 segundos para gravar uma imagem com resolução de 100 x 400 pontos (0,04 Mega pixels, para fazer um comparativo com as atuais), e a imagem era visualizada removendo-se a fita k7 da câmera para um dispositivo de reprodução: basicamente, um microcomputador adaptado com uma unidade para fazer a leitura da fita k7, transferir os dados para a memória RAM e gerar um sinal de vídeo NTSC, que poderia ser visualizado em um televisor comum.

dispositivo de reprodução e TV
(clique na imagem para ampliá-la)

Vencido o desafio tecnológico para desenvolver esses protótipos, vinha um desafio ainda maior: mostrar o invento aos executivos da empresa:

"Após tirar algumas fotos das pessoas presentes na reunião, e mostrá-las na TV, as perguntas começaram a surgir: Por que alguém iria querer ver suas fotos na TV? Como você iria guardar essas imagens? Como seria um álbum de fotos eletrônicas? quando esse tipo de abordagem poderia estar disponível para os consumidores?"
O invento foi patenteado em 1978 (US 4,131,919), e esquecido. Fora a patente, não houve qualquer divulgação desse projeto até 2001.

Steve Sasson, funcionário da Kodak e um dos desenvolvedores desse invento, descreve:
Muitos avanços ocorreram desde então. Computadores pessoais, a internet, conexões de banda-larga e impressoras domésticas com qualidade fotográfica são apenas algumas delas. É engraçado, hoje, olhar para trás e perceber que nós não pensamos realmente nisso como a primeira câmera "digital". Estávamos olhando-a como uma possibilidade distante. Talvez um trecho de um relatório técnico escrito na época resuma melhor:

"A câmera descrita neste relatório representa uma primeira tentativa de demonstrar um sistema fotográfico que pode, com melhorias na tecnologia, mudar substancialmente o modo como fotografias serão tiradas no futuro"

Mas na realidade, nós não fazíamos a menor idéia...


Referência: Kodak: Plugged In - We had no idea

Saiba mais:

domingo, 22 de agosto de 2010

A aposta nos alunos sem grife

O Estadão traz uma interessante matéria sobre o que todos já sabem... mas muitas instituições de ensino ainda não querem admitir: na hora de selecionar candidatos aos seus postos de trabalho, muitas empresas dão mais valor à atitude e compromisso do candidato que à sua "bagagem" de competências.
A formação acadêmica não garante mais que terei um bom candidato. Existem etapas de seleção mais eficazes, como a dinâmica de grupo e a entrevista individual. Hoje, muito mais do que olhar a universidade de onde vem o candidato, é importante olhar para ele.
Leia a matéria do Estadão

Essa matéria esconde, em suas entrelinhas, um assunto que muitas instituições de ensino se negam a debater:

Até pouco tempo atrás, os diplomas tiveram a função de "título de nobreza". Mestres, doutores, graduados simplesmente substituíram os barões, duques e condes de outrora. Parte da casta que era simplesmente chamada de "elite" teve que se adaptar (um pouquinho) às mudanças da história, e passou a ser chamada de "elite intelectual", mas sua essência permaneceu a mesma: se antes os filhos da nobreza tinham privilégios, por serem filhos da nobreza, passaram a ter os mesmos privilégios apenas por terem um diploma (cela especial, reserva de mercado para diversas profissões...).

Criou-se uma falsa democracia: teoricamente, o acesso à Educação (e aos privilégios legais advindos de seus títulos) é aberto a todos, e a conquista dos "títulos" depende apenas do esforço e capacidade de cada um. Na prática, sabemos que a realidade era bem diferente: não havia cursos noturnos, nem facilidade de acesso aos recursos didáticos... o próprio processo seletivo sempre privilegiou àqueles que podiam pagar pelos "treinamentos de decoreba" (também conhecidos como pré-vestibulares). Todo o sistema foi cuidadosamente criado para facilitar a vida dos ricos, e dificultar o acesso dos pobres.

Enfim, o Brasil começa a mostrar sinais de mudança. O nosso longo período colonial vai terminando, e vamos finalmente entrando no mundo moderno.

Com a abertura de faculdades de 5ª categoria em cada esquina, passamos a distribuir diplomas para todos. Agora, todos somos nobres!

Claro que não defendo aqui a abertura sem critérios dessas faculdades de 5ª categoria! - mas penso que elas produzirão um efeito colateral benéfico: a desvalorzação do diploma, como título de nobreza. A partir do momento que todos tiverem um canudo de papel nas mãos, esse passará a valer o que ele realmente é: apenas um canudo de papel.

Diante desse cenário, algumas instituições de ensino tentam desesperadamente se agarrar ao passado, caracterizando-se como instituições de grife. Seu argumento é: o diploma emitido por mim, embora seja legalmente igual a todos os outros, na verdade é melhor que os outros. É uma tentativa de manter a "nobreza" do seu título...

Mas... se o valor não está no título, onde está, então??? - É disso que trata a matéria do Estadão!

As empresas não estão mais se deixando iludir pelos títulos de nobreza, emitidos por instituições de grife. Perceberam que os jovens engomadinhos, de salto alto, formados nas "boas escolas" com notas altas, muitas vezes não estão dispostos a arregaçar as mangas para enfrentar os desafios reais. Finalmente, os candidatos serão escolhidos por sua "competência" e não por sua "origem".

E que "competência" é essa?

Claro que toda a bagagem de "conhecimento" que adquirimos nas boas instituições de ensino continua a ser importante. Ninguém vai contratar um profissional que não possui o conhecimento necessário - e nesse sentido, espero que, em algum momento, essas faculdades de 5ª categoria fechem as suas portas (ou evoluam, ofertando instrução de qualidade). Mas a competência vai além do conhecimento. Muito além!

A capacidade de continuar aprendendo, a motivação para trabalhar em equipe e enfrentar novos desafios, a tenacidade para resolver problemas e obstáculos reais, a coragem para encarar o desconhecido, e abrir novas fronteiras e oportunidades, a capacidade para tomar decisões, aliando competência técnica e discernimento ético... essas são as competências que as empresas procuram, mas que a maioria das instituições de ensino (principalmente as "de grife") se negam a desenvolver.

O ensino tradicional, que coloca alunos enfileirados para reproduzir o que o professor reza, está com os dias contados. As instituições de ensino precisam encarar essa realidade. Formular um bom curso não é apenas definir uma boa grade de disciplinas, e contratar bons professores para cada uma delas. Formar bons profissionais é muito mais do que descarregar conhecimento em suas cabeças.

Na hora de procurar uma instituição para a sua formação, esqueça a grife. Não procure uma instituição apenas por ser famosa, tradicional, pois essa "fama" está perdendo o seu valor. Também não procure aquela instituição de 5ª categoria, que facilita a emissão do diploma sem que você tenha que estudar, porque o diploma em si já não vale mais nada. Procure uma instituição que trabalhe com problemas reais, que estimule o trabalho em equipe, que desenvolva parcerias com empresas, que vá além da sala de aula com alunos enfileirados.

Em tempo... também não escolha a sua profissão pelo valor da remuneração, ou por ser a "carreira do momento". Descubra do que você gosta, e procure aliar sua vocação a alguma necessidade. Apaixone-se por sua profissão, dedique-se a ela por prazer, não por dinheiro. Mergulhe de cabeça, tenha fome e sede de conhecimento, dedique-se, aprenda e melhore a cada dia... você só conseguirá fazer isso se sentir prazer com o que você faz. O dinheiro virá, em consequência.


Participe!
Deixe o seu comentário!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A Imparcialidade da Globo

Durante essa semana, o JN, da Rede Globo, entrevistou os 4 candidatos à Presidência da República. Veja cada um dos vídeos, e observe o tratamento dado a cada candidato. Conte o número de vezes - e a forma - que cada candidato é interrompido pelos entrevistadores, e o ridículo tratamento dado (e aceito) ao candidato do PSOL. Tire suas próprias conclusões!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

sábado, 24 de julho de 2010

Cosmos (Carl Sagan) - Legendado em Português

Episódio 01: As Margens do Oceano Cósmico



Episódio 02 - Uma voz na sinfonia cósmica



Episódio 03: A Harmonia Dos Mundos



Episódio 04: Céu e Inferno



Episódio 05: O Blues do Planeta Vermelho (*)



Episódio 06: A Saga dos Viajantes



Episódio 07: A Espinha Dorsal da Noite



Episódio 08: Viagens no Espaço e no Tempo



Episódio 09: As Vidas das Estrelas



Episódio 10: O Limiar Da Eternidade



Episódio 11: A Persistência da Memória



Episódio 12: Enciclopédia Galáctica



Episódio 13: Quem Pode Salvar A Terra?



(*) Dublado em PT - Infelizmente não consegui localizar esse episódio com o áudio original e legendas em PT.

Cosmos (Carl Sagan) - Dublado em Português

Episódio 01: As Margens do Oceano Cósmico



Episódio 02 - Uma voz na sinfonia cósmica



Episódio 03: A Harmonia Dos Mundos



Episódio 04: Céu e Inferno



Episódio 05: O Blues do Planeta Vermelho



Episódio 06: A Saga dos Viajantes



Episódio 07: A Espinha Dorsal da Noite



Episódio 08: Viagens no Espaço e no Tempo



Episódio 09: As Vidas das Estrelas



Episódio 10: O Limiar Da Eternidade



Episódio 11: A Persistência da Memória



Episódio 12: Enciclopédia Galáctica



Episódio 13: Quem Pode Salvar A Terra?

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Ensinando a Ensinar e Compreendendo a Compreensão

"Teaching Teaching & Understanding Understanding" é um premiado vídeo de 19 minutos sobre o ensino em universidades e instituições de ensino de nível superior.

Ele é baseado na teoria do "Alinhamento Construtivo" desenvolvida pelo Prof. John Biggs.

O vídeo apresenta os fundamentos para compreender o que um professor necessita fazer para garantir que todos os tipos de alunos realmente aprendam o que ele deseja.

Este vídeo também está disponível em alta qualidade em DVD com legendas em sete idiomas (Inglês, Francês, Espanhol, Português, Italiano, Alemão e Dinamarquês)"


Fonte:
- [ http://www.daimi.au.dk/~brabrand/short-film/ ]


domingo, 27 de junho de 2010

Brasil conquista 4º lugar na Copa 2010

Sim, estou falando da Copa do Mundo - isso mesmo! a competição mundial de futebol... de robôs!!!

Com um time baiano, o Brasil conquistou o 4º lugar na RoboCup o campeonato internacional de Futebol de Robôs que, este ano, aconteceu em Singapura.

A equipe BahiaMR qualificou-se para as semifinais; após uma madrugada de trabalho intenso [ao invés de concentração, programação!…] o pessoal conseguiu ajustar as principais falhas do time e jogou a semifinal contra o RT-Lions da Alemanha de forma muito equilibrada. Após um primeiro tempo em 0×0, no segundo tempo a equipe alemã conseguiu dois gols e venceu por 2×0, numa partida de boa qualidade e muito disputada. Uma hora depois, outra excelente partida, também muito equilibrada, terminou numa vitória de 3×0 do MRL do Irã sobre o BahiaMR, decidindo o 3o Lugar. Isto deixou o BahiaMR em 4o Lugar no ranking final da competição.

Na final, outra excelente partida vencida pelo WF Wolves da Alemanha por 2×1 sobre o conterrâneo RT-Lions manteve o título na Alemanha, trocando apenas de instituição.


Na foto acima, o Time de Robótica da Bahia (BRT), liderado pelo professor Marco Simões (à frente, segurando a bandeira do Bahia, seu time do coração), que fez a seguinte avaliação sobre a participação de seus liderados na robocup2010:

Minha análise final da nossa participação na RoboCup é que foi novamente muito proveitosa. Fico bastante satisfeito em ver o progresso dos meus estudantes, o aprendizado e o amadurecimento dos mesmos ao participar destas competições. Infelizmente não levamos a bandeira brasileira ao pódio este ano, mas estamos confiantes que todas as lições aprendidas ainda trarão muito orgulho para o nosso país e, o mais importante, transformarão estes jovens em grandes cientistas da computação, que poderão trazer muitas alegrias e resultados importantes ao Brasil.

Na RoboCup, todos os que têm a oportunidade de estar lá são grandes vencedores. Pela primeira vez nosso grupo de pesquisa teve um artigo aceito para o Simpósio, com apresentação oral. Apesar de termos dois professores co-autores do artigo presentes no evento, motivamos o estudante de graduação, autor principal do paper, a apresentar e ele o fez muito bem, apesar de ser a primeira vez que faria uma apresentação deste porte. A contribuição que pudemos proporcionar para a formação deste estudante foi fantástica e isto já nos recompensa bastante.

Agradeço pela cobertura que o blog e o TERRA fizeram deste evento e da nossa participação em especial; espero que a maior repercussão que a vinda dos brasileiros para Cingapura ganhou possa refletir em maior apoio público e privado para novas iniciativas desta jovem e dedicada comunidade de robótica inteligente que temos no Brasil. Tomara que nos próximos anos o BRT e equipes de todo o Brasil possam brilhar na RoboCup.

Finalizo agradecendo a todos os parceiros que tornaram possível a nossa participação na quarta RoboCup da história do BRT: Uneb, em especial ao Magnífico Reitor Lourisvaldo Valentim; aos programas PICIN/UNEB, IC/FAPESB, PIBIC/CNPq pelas bolsas de IC que viabilizam a manutenção dos nossos estudantes dedicados ao projeto; ao BiLab pelo apoio no trabalho com o hardware dos micro-robôs da Realidade Mista e à Fácil Informática pelos investimentos de P&D feitos no nosso projeto.

É isso aí, amigo Marco! parabéns pela conquista! - grande abraço, e sucesso em 2011, na Turquia!

Referência: termina a ROBOCUP: brasil chega em quarto lugar

sábado, 19 de junho de 2010

Divagações sobre Formação e Perfis Acadêmicos...

Recentemente tive uma longa conversa com um amigo, sobre o que define uma boa dissertação de mestrado em Engenharia. A conversa girou entre contribuição "científica" e "tecnológica", e acabou nos levando a repensar alguns conceitos fundamentais, daí achei interessante reproduzir aqui alguns trechos desses emails.

O ponto central é: todos sabemos muito bem o que é "ciência", mas... que é "tecnologia"? - estamos usando essa palavra o tempo todo, mas qual o seu significado? - será que ela significa o mesmo para todos nós?

A CIÊNCIA procura observar os fenômenos, com o objetivo de tentar criar MODELOS.

A ENGENHARIA procura utilizar os MODELOS para criar soluções para problemas reais. Portanto, não compete ao engenheiro criar os modelos. Essa é a competência do cientista. O engenheiro precisa, sim, ter domínio do USO desses modelos, para criar soluções otimizadas (menor custo, maior eficiência...). Infelizmente, a maioria dos cursos de Enhenharia parece não compreender isso, e enfatiza a dedução de modelos, em detrimento da sua aplicação em problemas concretos.

Acontece que, de fato, não dá pra isolar essas duas atividades. Do trabalho do engenheiro, podem surgir DOIS subprodutos:
  1. ao manipular e combinar modelos, muitas vezes o engenheiro acaba refinando-os, ou mesmo criando NOVOS MODELOS. Tudo bem, isso acontece com frequência - mas temos que ter em mente que esse NÃO É o seu principal objetivo - portanto, não deve ser o foco de sua formação. Ele deve estar preparado TAMBÉM para isso, mas não APENAS para isso.

  2. ao explorar o espaço de possíveis soluções para um dado problema, os engenheiros acabam encontrando "categorias" de soluções. Dentro de cada categoria, o problema pode ser reduzido a um conjunto de parâmetros, e resolvido de forma muito mais simples que o caminho original, genérico, de encontrar as soluções a partir dos modelos fundamentais. Por exemplo: para projetar os prédios de Niemeyer, não tem jeito: eles são únicos! - então o engenheiro vai ter que resolver equações diferenciais, calcular momento fletor, tensões, etc - ponto a ponto, viga a viga - tudo a partir dos modelos originais da Física; mas para projetar um edifício tipo "engradado", desses que se constrói aos montes, o cálculo é muito mais simples, e pode ser feito com ajuda de tabelas, a partir de alguns PARÂMETROS.
Pois bem... essa PARAMETRIZAÇÃO de problemas, reunidos em categorias, serve para "abstrair a complexidade" dos modelos originais, permitindo que uma nova (e muito mais ampla) categoria de profissionais - os TÉCNICOS - possa atuar.

É isso que eu defino como TECNOLOGIA: qualquer artefato que permita solucionar certas categorias de problemas a partir de um conjunto de parâmetros, abstraindo-se a complexidade dos modelos que deram origem a essas soluções.

Tecnologia

Na eletrônica, temos os chips... na medicina, os comprimidos... na informática, as bibliotecas... Quer montar um oscilador? use esse chip! Tá com dor de cabeça, tome esse comprimido! quer ordenar uma lista? use essa função! - para usar essas soluções, não precisamos saber o que há dentro delas, muito menos como foram feitas - temos apenas que compreender seus parâmetros (entradas, saídas, sintomas, efeitos colaterais...). Para formar um técnico, portanto, eu não preciso torturá-lo durante anos com modelos e teorias que ele jamais vai usar! - A formação de um técnico deve ser focada na compreensão dos conceitos e parâmetros que lhe permitam APLICAR as tecnologias ao seu alcance.

Já que chegamos até aqui, podemos definir o que é um TECNÓLOGO: é o sujeito que conhece várias tecnologias, e é capaz de escolher a melhor delas para uma dada aplicação. Ele não é um engenheiro: sua formação não é dedicada à criação ou otimização de novas soluções, embora, eventualmente, ao usar e associar diversas tecnologias, ele possa criar novas tecnologias.

Exemplo: muitos médicos de consultório atuam como tecnólogos. A maioria deles não faz a menor ideia do que há dentro dos comprimidos, muito menos como eles agem no organismo. Eles sabem apenas que, dado um conjunto de sintomas (e outros parâmetros), receita-se o comprimido X, em tal dose. Acontece que, com a prática (e algum conhecimento que ele têm de fisiologia e farmacologia), ele pode experimentar a associação do comprimido X com Y, e encontrar novos resultados, para determinados casos. Isso pode dar origem a um novo tipo de tratamento, ou, uma nova TECNOLOGIA de tratamento. Importante notar que essa nova tecnologia de tratamento pode abrir novas fronteiras de conhecimento...

Ciência e Tecnologia

Ciência e Tecnologia são, portanto, como Yin e Yang: uma promove a outra, as duas fazem parte de um mesmo todo, mas cada uma deve manter sua essência própria. Na atuação de cada profissional (e na formação deles), esses dois elementos estarão sempre presentes, mas é importante saber que são distintos, e qual é o papel de cada um para aquele profissional. Infelizmente, nossa cultura acadêmica parece não compreender esse equilíbrio, e valoriza demais a formação científica, em detrimento da tecnológica.

Então... voltando à discussão sobre o mestrado...

O objetivo de um mestrado é fazer com que uma pessoa se torne MESTRE em alguma arte, ciência, técnica ou tecnologia EXISTENTE. Deve apenas aplicar o que já se sabe, e o que já existe - de uma forma diferente da que NORMALMENTE é feita - mas não necessariamente de uma forma inédita.

Um mestrado em ENGENHARIA, portanto, deve ter seu foco na APLICAÇÂO de modelos existentes, com o objetivo de gerar novas TECNOLOGIAS. Se, por acaso, esse estudo resultar num avanço científico (melhoria ou criação de novos modelos), ótimo!!! - mas esse não é o seu objetivo principal.

Apenas para concluir... tudo isso que está escrito aqui pertence ao campo da FILOSOFIA! - cujo objetivo é imaginar como as coisas DEVERIAM SER, sem nenhum compromisso em prender-se a como elas REALMENTE SÃO...

o que nos leva a um resumo desses quatro conceitos, que considero fundamentais:

A Filosofia imagina como as coisas deveriam ser;
A Ciência observa como elas realmente são;
A Engenharia as modifica, como desejamos que sejam;
A Tecnologia nos permite usá-las, abstraindo as três anteriores.

A correta compreensão desses 4 conceitos - ou eixos - é essencial para a construção dos currículos e perfis de nossos cursos - em todas as áreas, e em todos os níveis.

Você consegue identificar o equilíbrio e a distinção clara entre esses 4 conceitos, no perfil curricular de seu curso?

deixe o seu comentário!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Os Desafios do Ensino Superior

Programa Canal Livre, exibido pela Band em 23/11/2009.

Parte I - Luiz Roberto Curi:
  • Sociólogo,
  • ex-diretor de políticas do Ensino Superior do MEC,
  • diretor nacional do SEB - Sistema Educacional Brasileiro.





Parte II - João Manuel Cardoso de Melo
  • Economista,
  • fundador da FACAMP





Parte III - Adalberto Fazzio
  • Prof. titular do Instituto de Física da USP
  • Reitor da Universidade Federal do ABC



quinta-feira, 3 de junho de 2010

Seja criativo!

Sempre há uma saída, se você usar a criatividade...



:)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O Presente

O que é o tempo?

Essa é uma questão que tem atormentado grandes pensadores, desde sempre. Chega a ser irônico: somos capazes de medir o tempo com absoluta precisão, mas não sabemos defini-lo. Todos concordamos, entretanto, que o tempo pode ser dividido em três partes: passado, presente, e futuro.

Sabemos muito bem o que são o passado e o futuro, mas... o que é o presente? O presente - o momento em que você está vivendo, agora - é um instante infinitesimal, espremido entre o passado e o futuro. Quanto tempo dura o presente? um minuto? um segundo? um milésimo de segundo?

A duração do presente depende de quem o vive. Quando crianças, temos a invejável capacidade de dilatar o presente. Esquecemos rapidamente o passado, não nos preocupamos com o futuro, e simplesmente vivemos o presente. À medida que crescemos, perdemos gradativamente essa capacidade. Passamos a visitar demais nossas lembranças, e a pensar demais sobre o futuro. Não há nada de errado em nossa capacidade de relembrar o passado, e projetar o futuro, só não podemos permitir que ela nos tire a capacidade que tínhamos, quando crianças, de viver o presente.

Em datas comemorativas, temos o costume de dar... "presentes". Curioso esse nome. O presente geralmente é um objeto que tem duas funções: marcar a sua "presença" junto à pessoa presenteada, e fazer com que essa pessoa, no futuro, relembre de você, e daquele momento comemorativo, que ficou no passado. Irônico, não? no momento em que você entrega o presente, a sua presença muitas vezes nem é notada... no momento em que um presente induz alguém a rememorar o passado, priva-o de viver o presente... Por isso, não gosto de presentes.

Não permita que o passado o aprisione. O que passou, passou. Por mais que você o relembre, e o reviva, não vai mudá-lo. Seja lá o que houve no passado, de bom ou de ruim, ficou para traz. Aprenda com o passado, use esse aprendizado para nortear o seu presente, mas não tente revivê-lo.

Não permita que o futuro o atormente. Planejar é necessário, mas todos os planos sempre têm uma boa margem de incertezas. Quem se prende rigidamente aos seus planos, e não vive o presente, não consegue perceber as oportunidades que a vida sempre oferece.

Não permita - sobretudo - que outras pessoas comandem o seu tempo.

Viva o presente. Visite o passado e o futuro, pois você pode, mas nunca se esqueça: só se vive, mesmo, no presente.

Esse é o meu presente, para você.


quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Universo Elegante

O Sonho de Einstein



Cordas... a Resposta!




Bem-vindo a 11ª Dimensão

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Vã Filosofia...

A Filosofia imagina como as coisas deveriam ser;
A Ciência observa como elas realmente são;
A Engenharia as modifica, como desejamos que sejam;
A Tecnologia nos permite usá-las, abstraindo as três anteriores.

(eu mesmo)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Quem disse que pinguins não podem voar?

As maravilhas que a tecnologia moderna é capaz de produzir...


terça-feira, 27 de abril de 2010

Ricardo Semler: Sistema de ensino ainda é medieval

Em 1988, Ricardo Semler impactou o mundo da administração com o seu best-seller "Virando a própria mesa", propondo um modelo de gestão democrática para as empresas, no qual todos os funcionários devem ser envolvidos nos processos decisórios.

Agora, ele se prepara para uma nova virada de mesa - desta vez, na educação. Em 2002, criou o Instituto e a Escola Lumiar, onde procura aplicar ao ensino os mesmos conceitos com que revolucionou o mundo da administração: um processo democrático, onde os alunos decidem, junto com os professores, a formação do currículo.
"É preciso desprogramar as pessoas que vêm trabalhar nas empresas, que passaram a vida toda aprendendo a ficar quietas, a sentar, a levantar e a ir ao banheiro com permissão. São condicionadas a seguir instruções em vez de pensar livremente."
Nessa entrevista ao Portal Exame, Semler fala um pouco sobre o que pensa da educação.


Para ver a entrevista completa, onde ele aborda outros temas, clique no link abaixo.

As empresas continuam presas ao passado - Portal Exame

domingo, 18 de abril de 2010

Por que o Linux não está atraindo desenvolvedores jovens?

Este artigo da InformationWeek, relata uma importante discussão ocorrida semana passada, durante o Linux Foundation Collaboration Summit, em San Francisco, a respeito da constatação de que o time de desenvolvedores do kernel do Linux está envelhecendo, e não está atraindo desenvolvedores jovens.

Enquanto alguns argumentam que esse envelhecimento é positivo, pois implica em maior maturidade e experiência do grupo, que assim geraria código de melhor qualidade, outros admitem que já estão ficando cansados, e alertam para a necessidade de atrair gente nova, com mais energia e entusiasmo.

Um dos problemas para a entrada de novos desenvolvedores é que a base de código do Linux tornou-se muito complexa - ou, segundo alguns, caótica. Não é nada fácil cair de pára-quedas nessa selva de códigos, e sair programando. Leva-se muito tempo para se localizar, e entender como as coisas funcionam. Essa dificuldade inicial pode assustar os desenvolvedores menos experientes.

Outro fator, levantado neste artigo, é que o Linux teria se tornado "um dos mais chatos projetos de código aberto existentes". Cada vez mais profissionalizado, com desenvolvedores pagos por grandes corporações, a comunidade de desenvolvimento do Linux teria deixado de ser um ambiente vibrante e criativo para se tornar um ambiente burocrático, onde as contribuições de programadores amadores, que dedicam apenas suas horas de folga, têm pouca chance de serem aceitas.

Levada ao Slashdot, a discussão levantou uma terceira hipótese: os cursos atuais de Ciência da Computação estão voltados para níveis mais altos de abstração, e não estão mais preparando programadores para desenvolvimento de baixo nível, como faziam nos anos 70. Sem essa formação, exceto por habilidades ou curiosidades individuais, os novos programadores seriam simplesmente incapazes de lidar com as entranhas de um sistema operacional, ou de um controlador de dispositivos, escritas em puro código C (ou assembly).

Como professor, considero esta última a mais preocupante. Ao passo que a tecnologia se desenvolve, elevar o nível de abstração dos cursos torna-se uma obrigação, mas não podemos deixar descoberta a outra ponta. Temos que apresentar às novas gerações como as coisas acontecem, lá embaixo. Certamente, alguns jovens se interessarão por esse mundo - belo e misterioso - da escovação de bits. A continuidade do desenvolvimento tecnológico depende disso.

E você? qual a sua opinião? deixe o seu comentário!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Temos boas notícias, mas...

Interessante... toda vez que a Globo se vê obrigada a divulgar uma boa notícia sobre a economia brasileira, sempre tem um "mas..."

Desta vez, foi o fantástico e animador desempenho do setor de transporte aéreo de passageiros, que registrou crescimento de 32% no tráfego nacional, e quase 11% no internacional, no último ano. Essa deveria ser uma boa notícia, para todos nós, brasileiros,

mas...

a Cristiane Pelajo, do Jornal da Globo, prefere chamar a atenção para um fato negativo: a superlotação nos aeroportos, consequência (segundo ela) de uma suposta falta de investimentos.

Para mim, a superlotação é consequência do dado que eles mesmos mostraram: um crescimento muito rápido, para o qual, nem mesmo as companhias aéreas (privadas e, supostamente super-competentes) foram capazes de se preparar. Eu mesmo sou testemunha ocular do investimento feito nos aeroportos do Recife e de Salvador, e sei que o PAC contemplou vários outros.



logo em seguida, o comentarista Arnaldo Jabor acha ótimo que a classe média viaje mais de avião, mas para ele, os aeroportos viraram um inferno por causa da lenta modernização dos serviços públicos. Ele ainda tenta dar um nó na lógica, quando diz:
"É ótimo que a classe média viaje mais de avião, isso é resultado da estabilidade econômica e do crescimento que o Plano Real possibilitou..."
Puxa!!! - o crescimento de 32% do tráfego aéreo nacional, ocorrido entre março de 2009 e março de 2010 deve-se exclusivamente ao Plano Real, lançado em 1994, apesar das asneiras (segundo eles) do governo atual...

Isso que eu chamo de forçar a barra!!!




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quinta-feira, 15 de abril de 2010

10 tendências de comportamento dos jovens de 20 e poucos anos

Há algumas semanas, o Dan Pankraz, especialista em planejamento para o público jovem da DDB, postou um texto com as 10 maiores tendências de comportamento das pessoas de 20 e poucos anos. A origem desses pontos, ele disse, foi um estudo conduzido pela Marian Salzman, Presidente da Euro RSCG Worldwide PR. O Pankraz chama esse grupo de “Real-Time Generation”, ou geração do tempo real. Segundo ele, são pessoas com algumas características bem diferentes das gerações anteriores.

Ele pontuou que essas informações são essenciais não só pra profissionais de marketing e comunicação, mas para qualquer um que precise lidar com esse pessoal - agora e no futuro.

É bem interessante. Vamos lá…

1. Expectativas em tempo real
Virtualmente, ninguém nos seus 20 e poucos anos em um país desenvolvido conhece a vida sem a comunicação instantânea. Eles se conectam com seus amigos em tempo real, sem esperar pelo correio ou até mesmo pelo e-mail. As notícias – tanto do mundo quanto dos seus amigos – vêm em um feed ao vivo (RSS, tweets e atualizações no Facebook) direto de onde ocorreram. Quando precisam de informação, encontram tudo online, em abundância. Por isso mesmo, os livros não são muito comuns nas suas vidas.

2. Vida local mais intensa
Um paradoxo da tecnologia em tempo real sem fronteiras é a maneira como ela reforça as conexões locais. Com os novos aparatos tecnológicos, os jovens fazem amigos que vivem próximos e recebem mensagens de empresas da vizinhança oferecendo promoções. O local é o novo global, diz Pankraz e, para ninguém mais isso é tão verdadeiro como para o pessoal de 20 e poucos anos.

3. Transparência radical
Esse grupo cresceu com a TV mostrando a realidade e um culto radical às celebridades. Eles presenciaram a mídia entrando cada vez mais na vida dos famosos. Eles passaram suas vidas em uma cultura do ‘vazamento’ de informação no seu nível mais alto. Trata-se de um mundo onde até os mais grandiosos confessam erros e mostram suas emoções a milhões de espectadores. Esses jovens constantemente usam tecnologias que os deixam ‘nus’ – às vezes até literalmente – em frente dos amigos. Eles sabem que nada online é confidencial. Essa geração é muito mais transparente sobre seus pensamentos, sentimentos e ações do que qualquer geração anterior.

4. Expectativa por tudo barato ou gratuito
A globalização barateou muitas coisas essenciais. Esses jovens conseguem se alimentar e se vestir com um custo incrivelmente baixo. Além disso, a internet traz música, software, programas de TV e todo tipo de conteúdo a preço zero. Uma das principais e mais poderosas marcas do mundo, o Google, oferece diversos serviços poderosos sem nenhum custo para o usuário.

5. Demanda por entretenimento
Em alguns lugares do mundo, particularmente no ocidente, o entretenimento tem sido parte essencial da educação. Esses jovens cresceram assistindo a programas baseados na diversão - como os desenhos animados, por exemplo –, experimentaram gráficos interativos na sala de aula e nos museus – o que é uma abordagem muito apoiada pelos pesquisadores – e passaram muitas horas jogando videogames. Essa demanda por entretenimento, ao contrário das gerações anteriores - os acompanhará – seja na faculdade, no trabalho ou em outras situações.

6. Preocupação com o planeta
Os jovens vêm de uma época com crescente número de reportagens sobre o que há de errado com o planeta. Verdades inconvenientes sobre mudanças climáticas, espécies desaparecendo, destruição dos habitats e falta de água têm sido assunto diário pra eles.

7. Visão do luxo como padrão
As ferramentas básicas de um jovem de 20 e poucos anos são um verdadeiro luxo se comparadas aos padrões das gerações anteriores. Sejam eles ou seus pais os responsáveis por pagar a conta, o pessoal de 20 e poucos anos de países desenvolvidos têm, em média:

• Um smartphone de cerca de $100 mais as taxas mensais de assinatura.
• Um computador de pelo menos $300 mais as taxas mensais de conexão banda larga.
• Uma TV wide-screen de pelo menos $300 mais as taxas de TV a cabo.
• Alta educação, até onde conseguem ir.

8. A favor dos negócios. Contra as multinacionais.
Os jovens de hoje não compartilham as ideologias contraculturais que impulsionaram seus pais. Eles cresceram em um ambiente em que o mercado livre foi reverenciado e distribuiu os bens de consumo. Esse pessoal não é anti-corporações. Alguns deles até fundaram algumas delas, como o Google, por exemplo. Mas eles não gostam muito de empresas multinacionais.

9. Contra a parcialidade da mídia
A mídia em 2010 é imensamente maior do que foi em 2000. Cada vez mais várias novas fontes estão disponíveis em qualquer lugar, pra qualquer pessoa, a qualquer hora. Não é de se espantar que, segundo o estudo, 70% dos jovens tem acesso a notícias através da internet. Toda essa escolha, mais o crescente nível educacional que traz um entendimento maior das coisas, faz desses jovens conhecedores da parcialidade da mídia. Outro dado da pesquisa: 70% disseram que as mídias de notícias deveriam ser reguladas para que ajam de forma independente – sem ligação ao estado ou às empresas.

10. Naturalmente EU, aspirando pelo NÓS.
Os jovens estão acostumados à auto-expressão, auto-estima, computadores pessoais, perfis pessoais, características personalizadas e marketing pessoal. Seja em culturas altamente individualistas (ex: EUA) ou mais coletivistas (ex: China), as empresas vem prosperando por permitir que as pessoas se expressem. Culturalmente e comercialmente, o pessoal de 20 e poucos anos foi sempre incentivado a ser mais egoísta do que seus antecessores. Ainda, eles estão todos cientes de que todo mundo que busca objetivos egoístas cria problemas para o planeta. Os integrantes dessa geração se encontram entre o impulso de fazer o que quer sozinho e o desejo de fazer a coisa certa em conjunto. Ou então, entra em questão a seguinte observação: ‘Todo mundo quer salvar o planeta, mas ninguém quer ajudar a própria mãe a lavar a louça’.

(PS: esse post foi transcrito integralmente do blog Carlos Henrique Vilela que trata de assuntos como marketing, comportamento, planejamento e tendências. Vale a pena dar uma visitada)

Indicação: Murilo Lima


O que você acha desses 10 pontos? concorda? discorda?
deixe o seu comentário!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A Mídia e o Poder - PHA

Nessa palestra à CONFECOM - Conferência Nacional da Comunicação, na Bahia, em 14/11/2009, o jornalista Paulo Henrique Amorim fala, sem meias-palavras, sobre o oligopólio da mídia, sua relação com o poder e os golpes de Estado; sobre exemplos que deveríamos observar na Argentina, e dá o tom do debate sobre a Lei de Imprensa no Brasil.



Se você preferir, eis uma versão muito mais divertida das opiniões deste brilhante jornalista, em sua entrevista no programa Pânico.

sábado, 20 de março de 2010

Informação, Tecnologia, Curiosidade e Tempo Ocioso...

Ah... tempos maravilhosos... eu não consigo me lembrar como nós vivíamos sem a internet. Você consegue?

O que acontece quando temos uma quantidade abundante de informação, livremente acessível, aliada a tecnologias que permitem manipular essas informações com grande agilidade e facilidade? Bem, se somarmos a isso uma boa dose de curiosidade, e algum tempo ocioso, o resultado pode ser surpreendente...

tudo começou com um breve tweet:
luisnassif Paris 26 Gigapixels http://bit.ly/cZrNNr

É claro que não resisti, e cliquei no link. Muito bacana! uma foto panorâmica de Paris, em altíssima resolução, associada a uma tecnologia que permite navegar em 2D pela paisagem, ampliar, reduzir, observar detalhes e obter informações sobre alguns pontos importantes!

Passei algum tempo navegando pela paisagem... até que bateu a maldita curiosidade: De onde a foto foi tirada??? - se eu posso ver vários pontos de referência, então é possível localizar precisamente onde a câmera foi instalada! - bom desafio, para quem não tem nada o que fazer numa manhã de sábado...

A primeira dica veio do extremo esquerdo da imagem: o alinhamento perfeito entre a Torre Eiffel, e a cúpula dourada de L'Hôtel des Invalides.


A segunda dica veio aproximadamente do centro da imagem: o alinhamento quase perfeito entre L'Opéra Garnier (ao fundo) e a torre da Igreja de Saint-Germain des Prés (em primeiro plano).


Pronto! tenho quatro pontos de referência, que formam duas retas, que convergem para o ponto onde a câmera foi instalada. Agora, é só entrar no Google Maps, procurar esses quatro pontos, traçar as retas, e Voilà! - o cruzamento das linhas determina o ponto exato de onde a imagem foi capturada: uma das torres da Igreja de Saint Sulpice.

A imagem abaixo é interativa, experimente! clique nos controles e na imagem para apliar, reduzir e navegar, e veja você mesmo onde as linhas se cruzam!


Visualizar Paris 26Gpx em um mapa maior

Legal... o mistério foi solucionado... mas eu ainda não estou satisfeito! - quero conhecer esse lugar de perto, observá-lo por vários ângulos, como se eu estivesse lá, em Paris. Sem problema!

Aí está: a foto foi tirada do alto desta torre que está em reforma. Observe que a imagem abaixo também é interativa: você pode navegar por este ambinete em 3D, olhar dentro das vitrines, dar a volta nas quadras... Clique e arraste à vontade. Caminhe pelas ruas de Paris! Divirta-se!


Visualizar Paris 26Gpx em um mapa maior

Tá pensando que é só isso??? - ainda não acabou. As imagens acima foram colhidas pelo próprio Google: um carro da empresa percorre as ruas de grandes cidades, tirando fotos 360º, daí, essas fotos são incorporadas ao Google Maps, permitindo essa visualização em 3D.

Mas... eu quero me sentir como um verdadeiro turista, e capturar cada ângulo, cada detalhe. Não quero caminhar apenas pelas ruas, mas também pelas praças, e até mesmo poder entrar nos prédios! - pois é... essa mesma ferramenta permite incorporar também fotos tiradas por turistas. Um processo de reconhecimento de imagens identifica a posição relativa de cada foto, compondo um mosaico, permitindo que você navegue por elas...

Infelizmente, esse recurso não pode ser incorporado aqui nesta página, mas você pode acessá-lo clicando neste link.

Dependendo da sua curiosidade, simplesmente digitando "Saint Sulpice, Paris" no Google, você pode encontrar muito mais do que apenas páginas sobre esse tema; pode encontrar imagens, vídeos, mapas, notícias e livros. O texto encontrado está escrito em francês? não tem problema: você pode procurar uma versão em português (na própria Wikipedia), ou usar uma ferramenta de tradução automática - o resultado não é tão bom, mas é melhor que nada!

Impressionante, não? ...e pensar que há apenas alguns anos, nós podíamos contar somente com alguns poucos livros em uma biblioteca. Todos esses recursos - e muitos mais - estão disponíveis, acessíveis a todos! Portanto, da próxima vez que você tiver um tempinho livre, em vez de procurar por BBBobagens, use a sua curiosidade para fuçar a rede! - você vai encontrar coisas que estão muito além da sua imaginação.


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quarta-feira, 17 de março de 2010

Luz, Trevas e o Método Científico



Produzido pelo Instituto de Bioquímica Médica, da UFRJ.
Este video é parte integrante do DVD - Ensinando Ciência com Arte - Volume III.
Contato: demeis@bioqmed.ufrj.br

Saiba mais sobre o projeto Ciência e Arte (IBqM/UFRJ).

Para visualizar no YouTube, ou incorporar em seu blog:
http://www.youtube.com/view_play_list?p=23540C7224C5931C

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Flávio Gikovate - Inteligência Emocional

Palestra de Flávio Gikovate: "Inteligência Emocional - Saiba usar a sua para crescer", ministrada em 06/2004 no Centro de Convenções Rebouças




Saiba mais:

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

iG (des)Educa: Se não sabe responder, melhor ficar calado!

Muitos professores se preocupam com a quantidade de desinformação que se pode encontrar na internet - artigos mal escritos, muitas vezes contendo erros conceituais, que podem atrapalhar na formação dos alunos. Normalmente, eu não me preocupo com isso, e até acho positivo que os alunos encontrem esse tipo de material, pois é uma oportunidade para trabalhar o senso crítico a cada informação apreendida.

Entretanto, quando alguém que se define como "professor", escreve para um portal que se define como sendo de "Educação", nós sempre esperamos que as informações ali contidas sejam corretas e coerentes. Quando isso não acontece, aí sim, torna-se muito preocupante.

A seção "Desvendamos Mistérios" do portal iG Educa publicou uma resposta à pergunta: "POR QUE NÃO EXISTE UM FREEZER RÁPIDO COMO UM MICROONDAS?"

A pergunta é extremamente interessante, mas a resposta dada pelo "professor Carlos Eduardo, da equipe do serviço Professor Web" (segundo informado no portal) é assustadoramente equivocada - completamente sem pé nem cabeça.

O professor começa explicando o funcionamento do freezer, e depois invoca as Lei da Termodinâmica, num embromation digno daqueles alunos mais enrolões, para finalmente concluir:
Portanto, para uma máquina frigorífica ser “super eficiente” teria que funcionar sem a necessidade de receber trabalho, mas isso feri a segunda lei da termodinâmica, que diz que o calor não flui espontaneamente da fonte fria para fonte quente.
Com uma única tacada, o dito professor assassina, ao mesmo tempo, a Lógica, a Física e a Gramática.

A pergunta se refere ao tempo de congelamento, e isso nada tem a ver com o princípio de funcionamento do freezer (ele poderia usar ciclo de amônia, ou efeito Peltier... pouco importa!), e muito menos com sua eficiência (mesmo não sendo eficiente, ele pode ser eficaz), assim como a eficiência de uma máquina térmica nada tem a ver com a necessidade de o calor "fluir espontaneamente da fonte fria para fonte quente", violando as leis da Termodinâmica. Portanto, com todo o respeito, o argumento elaborado pelo dito professor confunde conceitos, não diz coisa com coisa, e é completamente desconexo e sem sentido.

O tempo de congelamento, nos freezers, assim como o tempo de aquecimento, nos fornos convencionais, dependem apenas da velocidade com que o calor pode ser trocado entre a massa do alimento e o elemento ativo do equipamento (a chama, no forno, ou o evaporador, no freezer).

Acontece que, tanto nos freezers quanto nos fornos convencionais, essa transferência de calor é feita predominantemente por convecção, através da massa de ar confinada dentro do equipamento - e o ar é um péssimo condutor de calor - por essa razão (além da condução térmica dentro do próprio volume do alimento) é que a transferência de calor é lenta, e o congelamento (ou o cozimento) é demorado.

Se você passar a serpentina do evaporador do freezer por dentro do volume do alimento, você terá, sim, um congelamento quase instantâneo - sem que nenhuma Lei da Termodinâmica precise ser violada. Como isso não seria prático no uso doméstico, existem soluções intermediárias: alguns freezers possuem um sistema de ventilação, para forçar a circulação do ar confinado, acelerando assim a transferência de calor e, consequentemente, o congelamento dos objetos ali colocados. Em equipamentos industriais, é comum usar bandejas imersas em salmoura (água com sal, para mantê-la em estado líquido), para melhorar ainda mais a condução do calor.

O forno de microondas consegue aquecer rapidamente porque não usa o fenômeno da condução térmica, para transferir calor de um corpo quente para um frio. Ao invés disso, as ondas eletromagnéticas emitidas pelo forno agitam diretamente as moléculas do alimento, fazendo com que elas próprias produzam calor.

Eu postei essa explicação (sem as críticas mais ácidas) nos comentários da matéria, mas - por algum motivo que eu não saberia explicar - não foi publicada. Por isso estou postando aqui, em meu blog.

O professor tem uma grande responsabilidade sobre o que diz e escreve, porque as pessoas esperam que suas palavras sejam corretas.

Amigo professor: se você não sabe a resposta, então é melhor ficar calado!
"O sábio fala porque tem algo a dizer;
o tolo, porque tem que dizer algo."
atribuído a Platão(*)

(*) Cuidado: muitos blogs, e também a Wikiquotes, atribuem essa frase ao filósofo Platão, mas não encontrei nenhuma referência confiável que confirme essa informação.

Referências:

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Será este o nosso século final?

No século XX, a ciência humana deu um salto inimaginável: em poucos anos, fomos capazes de traçar quase toda a história do cosmos, do Big Bang até o momento atual e além, e de compreender a estrutura da matéria, das partículas subatômicas até agrupamentos de galáxias. Nesse caminho, desenvolvemos tecnologias capazes de nos destruir, juntamente com toda a vida na Terra.

O desafio para a ciência do século XXI é, não apenas sintetizar o muito grande e o muito pequeno, mas compreender o muito complexo - E as coisas mais complexas que conhecemos somos nós mesmos, no meio do caminho, entre átomos e estrelas. Assim como transformamos a vida na Terra, aprenderemos a transformar o próprio homem.

Nesta fascinante palestra, Sir Martin Rees, astrônomo, professor de astrofísica e cosmologia na Universidade de Cambridge, nos conduz por uma belíssima viagem pela vastidão do tempo e do espaço, para nos localizar em nosso momento atual, o século XXI, e perguntar: será este o nosso século final?


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