Algumas pessoas (incluindo representantes de grandes veículos de mídia) tentam gerar desinformação, para confundir a população e induzi-los a erro na hora de votar. Isso é um atentado à democracia.
Então, vamos deixar o trololó da mídia de lado, e vamos direto aos dados.
A mídia diz que FHC "estabilizou a economia brasileira", e que Lula só conseguiu fazer alguma coisa por causa dessa herança de FHC. Dizem também que o Brasil perdeu a oportunidade histórica de crescer igual à China... Será verdade? vamos aos dados?
O gráfico abaixo (gerado por um aplicativo do Google, com dados do Banco Mundial) compara o crescimento do PIB do Brasil e da China.
O gráfico mostra claramente que Brasil e China sempre tiveram PIBs idênticos, até 1996, quando o PIB brasileiro misteriosamente começa a cair, enquanto a China continua a crescer.
FHC, que foi o presidente do Brasil de 1994 até 2002, faz muito mimimi, dizendo que o PIB brasileiro caiu por causa das "crises econômicas mundiais"... mas como explicar, então, que nesse período, o PIB brasileiro DIMINUIU em 7% enquanto o da China cresceu 160%?
Com a posse de Lula, em 2003, o gráfico mostra imediata recuperação do PIB brasileiro. De 2003 a 2008, sob o governo Lula, o nosso PIB cresceu 188%, enquanto a China cresceu 198%.
Qual é o argumento para o trololó da mídia, afinal???
FHC, o sociólogo iluminado, entregou para Lula um país quebrado, porque VENDEU todas as suas riquezas nos processos de privataria.
Lula recuperou a economia brasileira, enfrentou em 2008 a maior crise econômica da história, deste a grande crise de 1929, e fez o Brasil crescer tanto quanto a China. Só não estamos hoje no mesmo patamar da China por causa dos 8 anos de atraso durante o período FHC.
Contra dados, não há argumentos.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
III Jornada de Informática - COINF/Lagarto
No período de 27 a 29 de setembro de 2010 será realizada a III Jornada de Informática no Campus Lagarto, cujo tema é: “Imersão Tecnológica: os desafios no mercado de Trabalho”, com o objetivo de apresentar algumas das novidades na área de Informática visando integrar a comunidade em geral com o que há de mais novo em Tecnologia.

No dia 28, apresentarei palestra sobre Sistemas Embarcados
Veja programação completa aqui
Atualização: Veja os slides da apresentação
No dia 28, apresentarei palestra sobre Sistemas Embarcados
Veja programação completa aqui
Atualização: Veja os slides da apresentação
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Sua universidade desenvolve coisas assim?
No meu curso de Engenharia, estudei muita matemática... com tantas equações e quase nenhuma aplicação prática em laboratório, era difícil saber a diferença entre um curso de engenharia e um curso de matemática!!!
É claro que a capacidade de trabalhar com modelos matemáticos é fundamental para a formação em qualquer engenharia, mas... a matemática só se transforma em engenharia quando somos capazes de ir além dos modelos, e construir soluções concretas, para problemas reais.
Se você é professor, e atua em um curso de tecnologia (em qualquer nível, em qualquer área), reflita: as atividades que você desenvolve em sua disciplina contribuem para a construção de soluções concretas? ou tudo é desenvolvido no plano idealizado dos modelos e simulações?
Se você é estudante, em um curso de tecnologia, repito: o domínio das ferramentas matemáticas é fundamental para o seu curso, e não há como você fugir disso, mas fique atento, porque os seus professores podem estar usando o formalismo matemático para mantê-lo ocupado, com a falsa sensação de que estão aprendendo algo útil, quando na realidade o que eles querem mesmo é fugir do laboratório, e esconder de você as dificuldades do mundo real!
Abaixo, vejam a diferença entre modelar, e construir soluções para problemas reais.
É claro que a capacidade de trabalhar com modelos matemáticos é fundamental para a formação em qualquer engenharia, mas... a matemática só se transforma em engenharia quando somos capazes de ir além dos modelos, e construir soluções concretas, para problemas reais.
Se você é professor, e atua em um curso de tecnologia (em qualquer nível, em qualquer área), reflita: as atividades que você desenvolve em sua disciplina contribuem para a construção de soluções concretas? ou tudo é desenvolvido no plano idealizado dos modelos e simulações?
Se você é estudante, em um curso de tecnologia, repito: o domínio das ferramentas matemáticas é fundamental para o seu curso, e não há como você fugir disso, mas fique atento, porque os seus professores podem estar usando o formalismo matemático para mantê-lo ocupado, com a falsa sensação de que estão aprendendo algo útil, quando na realidade o que eles querem mesmo é fugir do laboratório, e esconder de você as dificuldades do mundo real!
Abaixo, vejam a diferença entre modelar, e construir soluções para problemas reais.
ok... peguei pesado com o exemplo acima. Mas veja esse outro: em seu curso, os estudantes são capazes de desenvolver algo assim?
domingo, 5 de setembro de 2010
Os Anjos, os demônios... e o Jabor
Recebi mais um email sobre as eleições 2010, dessa vez com um texto atribuído ao Arnaldo Jabor, dizendo: "Vote na Dilma e ganhe, inteiramente grátis, um José Sarney de presente agregado ao Michel Temmer..."
Então... vote no Serra, e ganhe, inteiramente grátis... espere... prefiro que o próprio candidato se pronuncie!
é triste, mas essa é a realidade da política brasileira. O povo do Maranhão vota nos Sarney... O povo das Alagoas vota em Calheiros e Collor... o povo do Pará vota no Barbalho... todos eles são (foram / serão) legitimamente eleitos. Todos nós, e o próximo presidente, seja quem for, vai ter que conviver com essa realidade.
por causa da aritmética eleitoral, o PT precisa se coligar ao PMDB... assim como o PSDB precisa do DEM. Simples assim. PMDB e DEM estão aí, desde o princípio dos tempos, sempre como legendas de aluguel. Coligam-se com um e com outro, fazem número, mas nunca tiveram identidade ou ideologia. Claro que o PV, PSOL, PSTU podem bradar sua pureza, durante a campanha... mas sabemos que, apesar de suas boas intenções, não se sustentam em nosso sistema político.
quanto aos Delúbios e Valérios... todos sabemos que eles também estão vagando pelos corredores do Planalto desde sempre. Não foram criados pelo PT, nem pelo PSDB... e não se iludam: não seriam extintos pelo PV, PSOL ou PSTU. Eles simplesmente fazem parte do ecossistema, assim como os vermes, insetos e os fungos: você pode não gostar da existência deles, mas eles têm um papel no ecossistema.
o argumento do Jabor, portanto, apesar de basear-se em premissas corretas, não passa de simples manipulação. É puro sofisma, pois suas premissas se aplicam a todos os lados. Nem vou comentar as citações ao Ahmadinejad, Chaves e Castro... o Jabor vai votar em quem, afinal? Quem é o candidato que, se eleito presidente (do Brasil), vai riscar do mapa todos esses nomes do cenário político nacional e internacional (sem substituí-los por outros, de igual quilate)?
O Jabor votaria em Deus??? - acho que não. Pela lógica tortuosa do Jabor, é possível provar que Deus está associado a todos esses malfeitores, já que sabe de tudo, tem o poder para intervir, mas nada faz.
Jabor está acima do bem e do mal.
numa eleição, não há anjos nem demônios, apenas candidatos. Cada um com seus vícios e virtudes, cada um com suas histórias e realizações. Em vez de seguir os agouros de um comentarista qualquer, melhor seguir sua própria consciência.
democracia é um processo... e infelizmente, é um processo mais lento do que nós gostaríamos. Mas, não sejamos pessimistas! - nosso cenário político já foi muito mais podre do que o atual. Nossa democracia ainda é muito recente, e nosso povo ainda está aprendendo a votar. Aos poucos, vamos aprendendo com tentativas e erros, mas a cada eleição, vejo que o cenário vai melhorando.
apesar do terrorismo do Jabor, estamos no caminho certo.
Então... vote no Serra, e ganhe, inteiramente grátis... espere... prefiro que o próprio candidato se pronuncie!
é triste, mas essa é a realidade da política brasileira. O povo do Maranhão vota nos Sarney... O povo das Alagoas vota em Calheiros e Collor... o povo do Pará vota no Barbalho... todos eles são (foram / serão) legitimamente eleitos. Todos nós, e o próximo presidente, seja quem for, vai ter que conviver com essa realidade.
por causa da aritmética eleitoral, o PT precisa se coligar ao PMDB... assim como o PSDB precisa do DEM. Simples assim. PMDB e DEM estão aí, desde o princípio dos tempos, sempre como legendas de aluguel. Coligam-se com um e com outro, fazem número, mas nunca tiveram identidade ou ideologia. Claro que o PV, PSOL, PSTU podem bradar sua pureza, durante a campanha... mas sabemos que, apesar de suas boas intenções, não se sustentam em nosso sistema político.
quanto aos Delúbios e Valérios... todos sabemos que eles também estão vagando pelos corredores do Planalto desde sempre. Não foram criados pelo PT, nem pelo PSDB... e não se iludam: não seriam extintos pelo PV, PSOL ou PSTU. Eles simplesmente fazem parte do ecossistema, assim como os vermes, insetos e os fungos: você pode não gostar da existência deles, mas eles têm um papel no ecossistema.
o argumento do Jabor, portanto, apesar de basear-se em premissas corretas, não passa de simples manipulação. É puro sofisma, pois suas premissas se aplicam a todos os lados. Nem vou comentar as citações ao Ahmadinejad, Chaves e Castro... o Jabor vai votar em quem, afinal? Quem é o candidato que, se eleito presidente (do Brasil), vai riscar do mapa todos esses nomes do cenário político nacional e internacional (sem substituí-los por outros, de igual quilate)?
O Jabor votaria em Deus??? - acho que não. Pela lógica tortuosa do Jabor, é possível provar que Deus está associado a todos esses malfeitores, já que sabe de tudo, tem o poder para intervir, mas nada faz.
Jabor está acima do bem e do mal.
numa eleição, não há anjos nem demônios, apenas candidatos. Cada um com seus vícios e virtudes, cada um com suas histórias e realizações. Em vez de seguir os agouros de um comentarista qualquer, melhor seguir sua própria consciência.
democracia é um processo... e infelizmente, é um processo mais lento do que nós gostaríamos. Mas, não sejamos pessimistas! - nosso cenário político já foi muito mais podre do que o atual. Nossa democracia ainda é muito recente, e nosso povo ainda está aprendendo a votar. Aos poucos, vamos aprendendo com tentativas e erros, mas a cada eleição, vejo que o cenário vai melhorando.
apesar do terrorismo do Jabor, estamos no caminho certo.
sábado, 4 de setembro de 2010
Sir Ken Robinson: Tragam a revolução no aprendizado!
Quatro anos após a sua primeira palestra ao TED, Ken Robinson nos impressiona novamente com sua clareza, simplicidade, eloquência e humor.
Dessa vez, ele clama por uma revolução na Educação:
Veja também: Ken Robinson: Escolas matam a criatividade?
Dessa vez, ele clama por uma revolução na Educação:
Temos de ir de algo que é essencialmente um modelo industrial da educação, um modelo de manufaturas, que é baseado na linearidade e conformidade e agrupamento de pessoas. Temos de ir para um modelo que é mais baseado nos princípios da agricultura. Temos de reconhecer que a prosperidade humana não é um processo mecânico, mas orgânico. E não se pode prever o resultado do desenvolvimento humano; tudo que se pode fazer, assim como os fazendeiros, é criar condições nas quais eles vão começar a prosperar.
(clique em "view subtitles" para selecionar legendas em PT-BR)
Veja também: Ken Robinson: Escolas matam a criatividade?
terça-feira, 31 de agosto de 2010
A Eletrizante História de Nikola Tesla
Documentário do programa Modern Marvels, da History Channel , sobre um dos maiores cientistas e inventores de todos os tempos, Nikola Tesla.
Link para baixar na íntegra, em .AVI-H264:
Tamanho do arquivo: 255.1 MB
http://www.megaupload.com/?d=1Z4SILHF
Link para baixar na íntegra, em .AVI-H264:
Tamanho do arquivo: 255.1 MB
http://www.megaupload.com/?d=1Z4SILHF
Em Torrents:
Coloque no Google: History Channel.Modern Marvels - Nikola Tesla - Mad.Electricity - Dublado - x264 ,( ou Dual Audio ), e vai achar vários resultados deste mesmo vídeo.
Assistam e divulguem.
Marcadores:
Ciência,
Documentário,
Educação,
Eletrônica,
Física,
Multimídia,
Tecnologia
sábado, 28 de agosto de 2010
1975: Kodak desenvolve a primeira câmera digital
Em dezembro de 1975, após um ano juntando um conjunto de lentes tiradas de uma câmera Super-8, um "novo" tipo de matriz CCD, um conversor A/D retirado de um voltímetro, um gravador digital de instrumentação (em fita K7), 16 baterias de NiCd e um punhado de circuitos analógicos e digitais, um grupo de funcionários da Kodak criou uma... coisa... que eles chamaram de "câmera fotográfica portátil totalmente eletrônica".
Bem... não era exatamente algo que nós chamaríamos de "portátil", mas... foi realmente um feito impressionante! - Ela levava 23 segundos para gravar uma imagem com resolução de 100 x 400 pontos (0,04 Mega pixels, para fazer um comparativo com as atuais), e a imagem era visualizada removendo-se a fita k7 da câmera para um dispositivo de reprodução: basicamente, um microcomputador adaptado com uma unidade para fazer a leitura da fita k7, transferir os dados para a memória RAM e gerar um sinal de vídeo NTSC, que poderia ser visualizado em um televisor comum.
Vencido o desafio tecnológico para desenvolver esses protótipos, vinha um desafio ainda maior: mostrar o invento aos executivos da empresa:
Steve Sasson, funcionário da Kodak e um dos desenvolvedores desse invento, descreve:
Referência: Kodak: Plugged In - We had no idea
Saiba mais:
Bem... não era exatamente algo que nós chamaríamos de "portátil", mas... foi realmente um feito impressionante! - Ela levava 23 segundos para gravar uma imagem com resolução de 100 x 400 pontos (0,04 Mega pixels, para fazer um comparativo com as atuais), e a imagem era visualizada removendo-se a fita k7 da câmera para um dispositivo de reprodução: basicamente, um microcomputador adaptado com uma unidade para fazer a leitura da fita k7, transferir os dados para a memória RAM e gerar um sinal de vídeo NTSC, que poderia ser visualizado em um televisor comum.
Vencido o desafio tecnológico para desenvolver esses protótipos, vinha um desafio ainda maior: mostrar o invento aos executivos da empresa:
"Após tirar algumas fotos das pessoas presentes na reunião, e mostrá-las na TV, as perguntas começaram a surgir: Por que alguém iria querer ver suas fotos na TV? Como você iria guardar essas imagens? Como seria um álbum de fotos eletrônicas? quando esse tipo de abordagem poderia estar disponível para os consumidores?"O invento foi patenteado em 1978 (US 4,131,919), e esquecido. Fora a patente, não houve qualquer divulgação desse projeto até 2001.
Steve Sasson, funcionário da Kodak e um dos desenvolvedores desse invento, descreve:
Muitos avanços ocorreram desde então. Computadores pessoais, a internet, conexões de banda-larga e impressoras domésticas com qualidade fotográfica são apenas algumas delas. É engraçado, hoje, olhar para trás e perceber que nós não pensamos realmente nisso como a primeira câmera "digital". Estávamos olhando-a como uma possibilidade distante. Talvez um trecho de um relatório técnico escrito na época resuma melhor:
"A câmera descrita neste relatório representa uma primeira tentativa de demonstrar um sistema fotográfico que pode, com melhorias na tecnologia, mudar substancialmente o modo como fotografias serão tiradas no futuro"
Mas na realidade, nós não fazíamos a menor idéia...
Referência: Kodak: Plugged In - We had no idea
Saiba mais:
domingo, 22 de agosto de 2010
A aposta nos alunos sem grife
O Estadão traz uma interessante matéria sobre o que todos já sabem... mas muitas instituições de ensino ainda não querem admitir: na hora de selecionar candidatos aos seus postos de trabalho, muitas empresas dão mais valor à atitude e compromisso do candidato que à sua "bagagem" de competências.
Essa matéria esconde, em suas entrelinhas, um assunto que muitas instituições de ensino se negam a debater:
Até pouco tempo atrás, os diplomas tiveram a função de "título de nobreza". Mestres, doutores, graduados simplesmente substituíram os barões, duques e condes de outrora. Parte da casta que era simplesmente chamada de "elite" teve que se adaptar (um pouquinho) às mudanças da história, e passou a ser chamada de "elite intelectual", mas sua essência permaneceu a mesma: se antes os filhos da nobreza tinham privilégios, por serem filhos da nobreza, passaram a ter os mesmos privilégios apenas por terem um diploma (cela especial, reserva de mercado para diversas profissões...).
Criou-se uma falsa democracia: teoricamente, o acesso à Educação (e aos privilégios legais advindos de seus títulos) é aberto a todos, e a conquista dos "títulos" depende apenas do esforço e capacidade de cada um. Na prática, sabemos que a realidade era bem diferente: não havia cursos noturnos, nem facilidade de acesso aos recursos didáticos... o próprio processo seletivo sempre privilegiou àqueles que podiam pagar pelos "treinamentos de decoreba" (também conhecidos como pré-vestibulares). Todo o sistema foi cuidadosamente criado para facilitar a vida dos ricos, e dificultar o acesso dos pobres.
Enfim, o Brasil começa a mostrar sinais de mudança. O nosso longo período colonial vai terminando, e vamos finalmente entrando no mundo moderno.
Com a abertura de faculdades de 5ª categoria em cada esquina, passamos a distribuir diplomas para todos. Agora, todos somos nobres!
Claro que não defendo aqui a abertura sem critérios dessas faculdades de 5ª categoria! - mas penso que elas produzirão um efeito colateral benéfico: a desvalorzação do diploma, como título de nobreza. A partir do momento que todos tiverem um canudo de papel nas mãos, esse passará a valer o que ele realmente é: apenas um canudo de papel.
Diante desse cenário, algumas instituições de ensino tentam desesperadamente se agarrar ao passado, caracterizando-se como instituições de grife. Seu argumento é: o diploma emitido por mim, embora seja legalmente igual a todos os outros, na verdade é melhor que os outros. É uma tentativa de manter a "nobreza" do seu título...
Mas... se o valor não está no título, onde está, então??? - É disso que trata a matéria do Estadão!
As empresas não estão mais se deixando iludir pelos títulos de nobreza, emitidos por instituições de grife. Perceberam que os jovens engomadinhos, de salto alto, formados nas "boas escolas" com notas altas, muitas vezes não estão dispostos a arregaçar as mangas para enfrentar os desafios reais. Finalmente, os candidatos serão escolhidos por sua "competência" e não por sua "origem".
E que "competência" é essa?
Claro que toda a bagagem de "conhecimento" que adquirimos nas boas instituições de ensino continua a ser importante. Ninguém vai contratar um profissional que não possui o conhecimento necessário - e nesse sentido, espero que, em algum momento, essas faculdades de 5ª categoria fechem as suas portas (ou evoluam, ofertando instrução de qualidade). Mas a competência vai além do conhecimento. Muito além!
A capacidade de continuar aprendendo, a motivação para trabalhar em equipe e enfrentar novos desafios, a tenacidade para resolver problemas e obstáculos reais, a coragem para encarar o desconhecido, e abrir novas fronteiras e oportunidades, a capacidade para tomar decisões, aliando competência técnica e discernimento ético... essas são as competências que as empresas procuram, mas que a maioria das instituições de ensino (principalmente as "de grife") se negam a desenvolver.
O ensino tradicional, que coloca alunos enfileirados para reproduzir o que o professor reza, está com os dias contados. As instituições de ensino precisam encarar essa realidade. Formular um bom curso não é apenas definir uma boa grade de disciplinas, e contratar bons professores para cada uma delas. Formar bons profissionais é muito mais do que descarregar conhecimento em suas cabeças.
Na hora de procurar uma instituição para a sua formação, esqueça a grife. Não procure uma instituição apenas por ser famosa, tradicional, pois essa "fama" está perdendo o seu valor. Também não procure aquela instituição de 5ª categoria, que facilita a emissão do diploma sem que você tenha que estudar, porque o diploma em si já não vale mais nada. Procure uma instituição que trabalhe com problemas reais, que estimule o trabalho em equipe, que desenvolva parcerias com empresas, que vá além da sala de aula com alunos enfileirados.
Em tempo... também não escolha a sua profissão pelo valor da remuneração, ou por ser a "carreira do momento". Descubra do que você gosta, e procure aliar sua vocação a alguma necessidade. Apaixone-se por sua profissão, dedique-se a ela por prazer, não por dinheiro. Mergulhe de cabeça, tenha fome e sede de conhecimento, dedique-se, aprenda e melhore a cada dia... você só conseguirá fazer isso se sentir prazer com o que você faz. O dinheiro virá, em consequência.
“A formação acadêmica não garante mais que terei um bom candidato. Existem etapas de seleção mais eficazes, como a dinâmica de grupo e a entrevista individual. Hoje, muito mais do que olhar a universidade de onde vem o candidato, é importante olhar para ele.”Leia a matéria do Estadão
Essa matéria esconde, em suas entrelinhas, um assunto que muitas instituições de ensino se negam a debater:
Até pouco tempo atrás, os diplomas tiveram a função de "título de nobreza". Mestres, doutores, graduados simplesmente substituíram os barões, duques e condes de outrora. Parte da casta que era simplesmente chamada de "elite" teve que se adaptar (um pouquinho) às mudanças da história, e passou a ser chamada de "elite intelectual", mas sua essência permaneceu a mesma: se antes os filhos da nobreza tinham privilégios, por serem filhos da nobreza, passaram a ter os mesmos privilégios apenas por terem um diploma (cela especial, reserva de mercado para diversas profissões...).
Criou-se uma falsa democracia: teoricamente, o acesso à Educação (e aos privilégios legais advindos de seus títulos) é aberto a todos, e a conquista dos "títulos" depende apenas do esforço e capacidade de cada um. Na prática, sabemos que a realidade era bem diferente: não havia cursos noturnos, nem facilidade de acesso aos recursos didáticos... o próprio processo seletivo sempre privilegiou àqueles que podiam pagar pelos "treinamentos de decoreba" (também conhecidos como pré-vestibulares). Todo o sistema foi cuidadosamente criado para facilitar a vida dos ricos, e dificultar o acesso dos pobres.
Enfim, o Brasil começa a mostrar sinais de mudança. O nosso longo período colonial vai terminando, e vamos finalmente entrando no mundo moderno.
Com a abertura de faculdades de 5ª categoria em cada esquina, passamos a distribuir diplomas para todos. Agora, todos somos nobres!
Claro que não defendo aqui a abertura sem critérios dessas faculdades de 5ª categoria! - mas penso que elas produzirão um efeito colateral benéfico: a desvalorzação do diploma, como título de nobreza. A partir do momento que todos tiverem um canudo de papel nas mãos, esse passará a valer o que ele realmente é: apenas um canudo de papel.
Diante desse cenário, algumas instituições de ensino tentam desesperadamente se agarrar ao passado, caracterizando-se como instituições de grife. Seu argumento é: o diploma emitido por mim, embora seja legalmente igual a todos os outros, na verdade é melhor que os outros. É uma tentativa de manter a "nobreza" do seu título...
Mas... se o valor não está no título, onde está, então??? - É disso que trata a matéria do Estadão!
As empresas não estão mais se deixando iludir pelos títulos de nobreza, emitidos por instituições de grife. Perceberam que os jovens engomadinhos, de salto alto, formados nas "boas escolas" com notas altas, muitas vezes não estão dispostos a arregaçar as mangas para enfrentar os desafios reais. Finalmente, os candidatos serão escolhidos por sua "competência" e não por sua "origem".
E que "competência" é essa?
Claro que toda a bagagem de "conhecimento" que adquirimos nas boas instituições de ensino continua a ser importante. Ninguém vai contratar um profissional que não possui o conhecimento necessário - e nesse sentido, espero que, em algum momento, essas faculdades de 5ª categoria fechem as suas portas (ou evoluam, ofertando instrução de qualidade). Mas a competência vai além do conhecimento. Muito além!
A capacidade de continuar aprendendo, a motivação para trabalhar em equipe e enfrentar novos desafios, a tenacidade para resolver problemas e obstáculos reais, a coragem para encarar o desconhecido, e abrir novas fronteiras e oportunidades, a capacidade para tomar decisões, aliando competência técnica e discernimento ético... essas são as competências que as empresas procuram, mas que a maioria das instituições de ensino (principalmente as "de grife") se negam a desenvolver.
O ensino tradicional, que coloca alunos enfileirados para reproduzir o que o professor reza, está com os dias contados. As instituições de ensino precisam encarar essa realidade. Formular um bom curso não é apenas definir uma boa grade de disciplinas, e contratar bons professores para cada uma delas. Formar bons profissionais é muito mais do que descarregar conhecimento em suas cabeças.
Na hora de procurar uma instituição para a sua formação, esqueça a grife. Não procure uma instituição apenas por ser famosa, tradicional, pois essa "fama" está perdendo o seu valor. Também não procure aquela instituição de 5ª categoria, que facilita a emissão do diploma sem que você tenha que estudar, porque o diploma em si já não vale mais nada. Procure uma instituição que trabalhe com problemas reais, que estimule o trabalho em equipe, que desenvolva parcerias com empresas, que vá além da sala de aula com alunos enfileirados.
Em tempo... também não escolha a sua profissão pelo valor da remuneração, ou por ser a "carreira do momento". Descubra do que você gosta, e procure aliar sua vocação a alguma necessidade. Apaixone-se por sua profissão, dedique-se a ela por prazer, não por dinheiro. Mergulhe de cabeça, tenha fome e sede de conhecimento, dedique-se, aprenda e melhore a cada dia... você só conseguirá fazer isso se sentir prazer com o que você faz. O dinheiro virá, em consequência.
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010
A Imparcialidade da Globo
Durante essa semana, o JN, da Rede Globo, entrevistou os 4 candidatos à Presidência da República. Veja cada um dos vídeos, e observe o tratamento dado a cada candidato. Conte o número de vezes - e a forma - que cada candidato é interrompido pelos entrevistadores, e o ridículo tratamento dado (e aceito) ao candidato do PSOL. Tire suas próprias conclusões!
terça-feira, 10 de agosto de 2010
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